segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Protected in Paradise


Capítulo 10 - You cant expect me to be fine


Candi P.O.V
Eu odeio ele, odeio ele, odeio ele, ODEIO, ODEIO, ODEIO!
Idiota. Filho de uma puta. Desgraçado. Como ele teve coragem de fazer isso comigo? Me diz, como ele pode fazer isso? É claro, agora tudo fazia sentido, tudo fazia total sentido. É claro que o meu pai não estava sendo legal comigo, é claro que ele não confiava em mim, ele colocou um segurança na minha cola sem eu ao menos perceber, ele fez tudo as escondidas e a trouxa aqui não só caiu como um patinho como também se apaixonou por ele. PORRA CANDICE! Por que você tem que ser tão ingenua? Achar que alguém como ele poderia se apaixonar por você, isso jamais , nunca aconteceria. Ele é só um segurança, um segurança e foi tudo uma mentira. UMA GRANDE MENTIRA.
As lágrimas quentes escorriam sobre minha face quando eu entrei dentro do carro do meu irmão que estava na garagem. Eu não fazia ideia de como se dirigir, só tinha algumas aulas na auto escola mas nunca consegui tirar a carteira. Mas foda-se eu não queria ficar em casa, eu queria desaparecer do mapa. Consegui dar ré mas acabei batendo na traseira da Ferrari do Justin, foda-se de novo. Os seguranças estavam abrindo o portão quando ouvi gritos atrás de mim, me virei e o vi chamando por mim mas eu não ia voltar. Eu não ia mesmo. Ele correu e começou a bater na janela me mandando parar mas eu simplesmente o ignorei e segui para qualquer lugar bem longe dali.
Eu estava com tanta raiva, eu sentia uma dor tão grande, era como se o meu coração sangrasse por dentro. Ninguém faz ideia do que é perceber que tudo que você viveu era apenas uma mentira. Tudo que aconteceu durante esse mês passava na minha cabeça como um filme me mostrando o quanto eu era estúpida. Eu estava a caminho da casa da Stacy, minhas pernas estavam bambas, minhas mãos tremiam e os meus olhos estavam embassando por causa daquelas malditas lágrimas. Freei bruscamente na porta da casa dela, nem sei como consegui chegar até lá. O segurança imediatamente abriu o portão pra mim e eu corri para dentro, nem se quer cumprimentei meus tios que estavam sentados na sala de estar, subi as escadas as pressas e abri a porta do quarto dela.
- STACY! - gritei correndo para abraça-la em meio ao desespero- Stacy me ajuda! - minhas mãos apertavam suas costas com força.
- Candice o que aconteceu? - perguntou confusa correspondendo ao abraço - Pelo amor de Deus fala alguma coisa!
Mas eu não conseguia, eu não conseguia dizer nada, só conseguia soluçar, tremer e tentar entender o que não era pra entender. Eu buscava no fundo do meu coração uma explicação pra tudo isso mas não tinha, era a realidade e eu tinha que aceitar isso. Stacy me sacudia tentando me fazer falar mas as palavras estavam presas na minha garganta, eu me sentia completamente sem vida, eu sentia pontadas atingindo o meu peito descompassadamente, as lágrimas quentes faziam meus olhos arderem e eu me sentia invunerável, eu me sentia a pior pessoa do mundo. Era como se o mundo estivesse desabando sobre a minha cabeça e eu não pudesse fazer nada para impedir, era como se tivessem me tirado o ar.
- Fala alguma coisa Candi, fala alguma coisa! - suas mãos me sacudiam, ela estava desesperada e confusa -  Foi o Math não é? O que ele fez com você? - me sentei na cama encarando o nada- Porra diz alguma coisa!
- Ele é um idiota Stacy, um idiota, eu odeio ele, odeio ele, odeio meu pai, odeio todo mundo daquela maldita casa. - gritei demonstrando a raiva que sentia dentro de mim.
- Eu falei pra você dar um tempo pro Math, cara, ele não é homem pra você. Fica calma, eu tô aqui com você. - ela me abraçou de lado.- Vai ficar tudo bem.
- Não tem nada haver com o Math. - esbravejei limpando as lágrimas- Foi o Justin.
- Justin? - arqueou a sobrancelha confusa.
- Ele não é meu amigo, ele nunca foi. - chutei uma sandália que estava de baixo da cama.
- Eu não estou entendendo nada, o que ele fez? - ela se levantou pegando a sandalia e a colocando dentro do seu closet.- Olha Candi você nunca vai entender que ele não quer nada com você? É só amizade, devia ficar feliz, ele é um ótimo amigo, está sempre te ajudando...
- Ele é um segurança que o meu pai contratou Stacy! - falei com ódio.
- O que? - arregalou os olhos levando sua mão até a boca.- Não pode ser, isso não....
- É a verdade, eu ouvi ele conversando com o meu pai agora a pouco. - as lágrimas pediam pra cair novamente- Você faz ideia de como eu me senti?
- Eu estou completamente chocada.- admitiu encostando-se na parede.- Que filho da puta.
- Eu fiquei um mês tentando ser o que eu não sou, tentando impressionar ele e ai eu descubro que ele é o meu segurança? Fala serio, ele só estava, só estava fazendo trabalho dele, não tinha nada mais que isso. Foi tudo uma mentira, uma mentira prima.
- Não fica assim vai, não é a primeira vez que seu pai coloca um segurança na sua cola.
- Agora é diferente, é o Bieber, é ele, é o cara por quem eu estou apaixonada.- fechei o punho com raiva- Isso não é nenhum pouco justo.
- Não fica assim, ele é um otário. - ouvimos o barulho de um carro vindo lá de fora, congelei, será que era ele? Será que ele tinha me seguido? Stacy se levantou já que eu não tinha forças para fazer isso, ela abriu a cortina e logo depois se virou pra mim - Relaxa, é só o papai e a mamãe saindo.
- Posso ficar aqui? - pedi deitando a cabeça no travesseiro- Eu não quero ir pra casa.
- Mas é claro que pode, vou te mimar até você sorrir coisa feia.- senti seus braços me envolverem, ela sempre me faz sentir melhor- Podemos até sair pra uma festa, o que você acha?
- Eu não tô a fim de ficar bebada hoje, eu só quero chorar, comer chocolate, aquelas coisas de sempre, sabe? - ela riu pelo nariz- Ser uma garota normal de vez em quando é legal.
- Mas você não é assim, lembra quando você brigava com o Luan? Eu odiava ele, foi o seu primeiro namorado, a gente saia pras festas e ele ficava morrendo de raiva.
- Eu lembro, uma vez nós pegamos o carro dele e você bateu em um porte. - consegui dar meia risada.
- Acho que ele nunca descobriu que foi a gente por que nós deixamos o carro lá e fugimos.
- Ele ficou de castigo duas semanas e foi quando eu trai ele e nós terminamos.
- Já tava mais do que na hora, você só tinha 15 anos. - falou beliscando meu braço.
Nós ficamos ali jogando conversa fora, nos lembrando das encrencas em que nos metemos, e não foram poucas. Só ela pra me fazer rir numa hora dessas, quando tudo parece estar perdido, sem cor, sem vida, lá está ela me colocando pra cima. Depois de algum tempo nós fomos pra cozinha fazer brigadeiro. Eu me sentei no balcão enquanto ela fazia já que eu não levo muito jeito pra cozinha sabe. Eu tentava esquecer, tentava tirar aquela coisa da minha cabeça mas parecia que toda vez que eu fechava os olhos eu o via aquele sorriso, aquele mar de mel e podia ouvir o timbre de sua voz. Eu me lembrava de todos os momentos que passamos nesse último mês. Ele me salvou umas milhões de vezes, me defendeu, cuidou de mim, nós rimos, brincamos, nos divertimos, pulamos em cima da cama, pulamos da escada, tocamos violão, nos afogamos na piscina... nós fizemos tantas coisas legais que eu sinto como se o meu coração fosse sair pela boca toda vez que percebo que foi uma grande mentira, uma mentira das mais grandes e dolorosas, que ele nem se quer se preocupou se me faria bem ou mal, se eu poderia sair machucada ou não. É como se tivessem me apunhalado pelas costas sem pensar se eu poderia sangrar ou não. Acho que nem se eu tivesse me cortado eu me sentiria tão estúpida como agora.
- Srta. Candice tem um garoto ai na porta querendo falar com você. - exclamou Lalinha, uma das empregadas da casa entrando na cozinha.- Ele está muito alterado.
- Diz pra ele que ela não está aqui. - ordenou Stacy enquando mechia o brigadeiro no fogo.
- Não. - pedi- Espera, eu vou falar com ele, vou mandar ele sumir da minha vida. - falei ríspida me levantando.
- Mas Candi é melhor não. - alertou Stacy .
- Deixa, eu preciso fazer isso.
E lá estava ele no jardim, tinha as mãos no bolso da calça e fitava as flores franzindo o cenho enquanto chutava as pedrinhas soltas na grama. Ele parecia impaciente e tinha um semblante triste, eu não gostava de vê-lo daquele jeito e me sentia uma idiota por isso, por que apesar de tudo eu não conseguia odia-lo nenhum pouco, pelo contrário, eu o amava, eu amava ele e isso fazia tudo ser mais doloroso. Quando ele me viu suspirou tristemente e caminhou em minha direção. Eu não queria fraquejar na frente dele, não, eu não podia.
- Candice... - ele sussurrou
- O que você quer? - levantei o olhar encarando-o com furia.
- Me desculpa. - ele segurou meu braço me impedindo de sair- Por favor, me perdoa.
- Sai daqui Justin, sai! - gritei nervosa- Eu não quero saber de nada, eu não quero ouvir nada, eu só quero que você vá embora e nunca mais olhe na minha cara.
- Eu não posso fazer isso, eu não posso te deixar Candi. - suas mãos acariciavam o meu braço me causando arrepios- Eu preciso proteger você.
- Tá com medo de perder o seu emprego? - ri debochada- Pois você já perdeu idiota, vai embora.
- Não tô nem ai pra essa droga de emprego, eu só quero que fique tudo bem, eu juro, juro que eu estava sendo eu, você é incrível Candi.
- Me solta, me solta! - puxei meu braço dele- EU ODEIO VOCÊ!
- Não faz isso comigo. - ele pediu com os olhos marejados, até chorar ele finge- Eu preciso de você linda, eu preciso de você.
- Precisa? - ri sem vida- Tudo que você precisa é do dinheiro do meu pai, você nem se importou em me perguntar o que eu achava disso, você simplesmente se infiltrou na minha vida, você jogou sujo Justin! - quase cuspi as palavras na cara dele- Olha aqui, você não precisa me pedir desculpas, não precisa fingir que se importa, tudo bem, você fez o que o meu pai pediu, você fez o seu trabalho, meus Parabéns, você conseguiu me enganar, conseguiu me fazer ficar apaixonada por você e usou isso ao seu favor. Você deveria ganhar o Oscar de ator do ano.
- Não fala isso Candi, por favor não fala. - suas mãos seguraram meu rosto me obrigando a olhar pra ele, seus olhos estavam umedecidos pelas lágrimas- Esse foi o melhor mês de toda a minha vida, eu juro por Deus que não foi uma mentira.
- PARA DE MENTIR! - gritei empurrando ele pra longe- EU NÃO QUERO MAIS TE VER, EU NÃO QUERO MAIS OUVIR FALAR DE VOCÊ, DÁ PRA ME ESQUECER POR FAVOR? EU VOU FINGIR QUE VOCÊ NUNCA EXISTIU, NUNCA.
- Você tá falando coisa com coisa. - disse irritado- Você só fala merda, dá pra acreditar em mim? Eu estou dizendo que não foi uma mentira, acredita porra!
- Você não tem o direito de falar assim comigo. - reclamei dando dois passos pra trás.
- Para de agir como uma garota mimada, PARA! Eu juro por Deus que não te conhecia naquele dia na boate, eu não fazia ideia de que seria seu segurança, eu só desci do carro por que você se jog...
- CHEGA JUSTIN! - interrompi- Eu não quero saber de nada entendeu. NADA.  E agora eu vou sair e você vai embora por que eu não quero te ver nunca mais.
- Mas Candice...
- Adeus Justin. - me virei de costas e bati a porta na cara dele com força, escorreguei no chão apoiando minhas costas na porta e deixei com que as lágrimas caíssem inundando o meu rosto, eu sentia como se o mundo tivesse desabado sobre a minha cabeça e eu simplesmente não podia fazer nada para mudar isso.  Abracei os meus joelhos, eu não conseguia ver e nem sentir nada além de um grande vazio prostado no meu coração.
- Candice, você tá bem? - as mãos gélidas de Stacy me chacoalharam em desespero.
- Só me abraça, só me abraça. - pedi me aconchegando naqueles braços que sempre, sempre me confortaram de alguma maneira.
***
Tinha dormido na casa da Stacy e ela bem que tentou me animar, mas eu simplesmente não conseguia e nem podia sorrir diante de tudo que estava acontecendo, as coisas ainda estavam tão confusas na minha cabeça, eu me sentia tão, tão magoada e usada. Certo, ele nunca me deu moral nem nada do tipo mas porra, eu me apaixonei por ele, pelo jeito dele, por tudo, eu achei que ele pelo menos era o meu melhor amigo, achei que ele realmente se importasse e agora, agora tudo que eu queria era saber quem ele é de verdade. Será que até mesmo sua personalidade ele fingiu? Eu abro meus olhos e ficando imaginando, quantas vezes ele não deve ter me achado uma completa idiota? Quantas vezes ele não deve ter ficado entediado enquanto eu contava sobre como tinha sido o meu dia de aula? Quantas vezes ele deve ter pensado que poderia estar em qualquer outro lugar com uma mulher exuberante e gostosa em vez de estar com a filhinha mimada e rebelde do prefeito? Merda, eu sentia uma puta raiva dele nesse exato momento, raiva dele, do meu pai, da minha mãe, do meu irmão, de todos que me enganaram. Ridículos.
Thomas Mackenzie mandou um carro pra me buscar pois eu jamais poderia dirigir nessas condições segundo ele. Condições? Ah, do tipo matar a primeira pessoa que eu ver pela frente ou bater o carro no primeiro poste depois de passar pelo portão. Abri a janela e senti o vento soprar sobre minha face enquanto o motorista dirigia pelas calmas e serenas ruas de Jacksonville e pensei em como ele tem os olhos lindos. Quem? O Justin oras. Parece que toda vez que o vento sopra eu vejo aquele sorriso lindo formando uma covinha no canto da boca, parece que toda vez que eu respiro sinto as mãos dele entrelaçadas as minhas num encaixe perfeito e então eu abro os olhos e tenho que enxergar a realidade. Eu sou apenas uma garota boba e iludida. E ele? Ele é o Justin, Justin Bieber. Bonito, independente, cavalheiro, sedutor e claro, o meu ex segurança. O tipo de pessoa que jamais olharia para uma pirralha estérica e dramática.
Assim que o carro parou na garagem desci do mesmo e sai correndo para dentro de casa. Abri a porta e tive que encarar o violão do dia anterior, ele estava em cima de uma mesinha perto do guarda casacos. Engoli em seco e procurei por alguma mísera lágrima mas elas haviam desaparecido completamente deixando apenas um eco, um vazio impreenchível. Virei a cabeça notando a presença da minha mãe. Madelyn Mackenzie estava sentada no sofá de pernas cruzadas apertando descontroladamente o controle remoto a procura de algum programa de beleza ou provavelmente sobre famosos procurando por algo que eles tenham que ainda não tenha. Como sempre bem vestida, carregada de maquiagem e com seus olhos incrívelmente bem azulados como os meus fixos na tela sem animação alguma. Seus belos cachos dourados caiam em seus ombros de forma deslumbrante e o seu salto de 15 centímetros parecia afundar o chão de tão alto. Olhando pra ela eu realmente percebo que nasci na família errada, ela é a minha mãe e eu a amo mas todos os dias da minha vida desde o meu nascimento eu tento encontrar nela algo em comum além da aparência e adivinha, eu nunca encontro nada.
Respirei fundo subindo as escadas rapidamente antes que ela começasse a dizer coisas que eu não estava disposta a ouvir. Adentrei ao meu quarto aonde joguei a minha mochila mal arrumada em cima da cama junto com o meu celular e tirei o meu all star jogando-o em qualquer lugar daquele cômodo completamente bagunçado. Fui até o closet e peguei uma muda de roupa voltando para o quarto e me deparando com a minha mãe sentada acomodamente na minha cama. Tirei a minha calça e a minha blusa jogando-as no cesto de roupa suja e suspirei ao me olhar no espelho, porra, eu estava horrível. Caminhei em passos largos até o banheiro e lavei meu rosto passando um pó bem de leve para tirar aquela aparência deplorável em que eu me encontrava. Minha mãe ainda estava no mesmo lugar me observando sem dizer nada, mas tudo bem, ela estava prestes a dizer e ia ser uma conversa muito chata e tediosa. O problema da minha mãe é que ela não entende de nada além de moda e alta sociedade, então quando ela vai tentar me dar lição de moral ela escolhe as piores palavras, sinceramente até uma criança de sete anos falaria coisas mais inteligentes do que ela.
- Filha nós precisamos conversar. - falou apoiando as costas na parede fria.- Sobre o que aconteceu ontem...
- Mãe nós não temos nada pra conversar, eu não tô nem ai pra vocês entendeu? Nem ai. - reforcei- Se gostam de enganar seus filhos bom pra vocês, não quero saber disso.
- Candice por favor não fala assim, nós não enganamos você, e eu só fiquei sabendo disso quando voltei de viagem lembra? - sua voz soava descompassada- Eu juro que não sabia de nada. Mas de qualquer forma essa não foi a minha intenção, nós só queriamos proteger você querida.
- Me proteger? - gargalhei debochada abotoando a minha blusa- Que maneira mais legal vocês encontraram de me proteger hein, parabéns. Contrataram um cara gostoso pra fingir ser meu amigo, eu me apaixonei por ele e então o obedecia quando na verdade eu costumava agir insanamente. - corri os olhos pela penteadeira a procura de um lápis de prender coque- Serio, vocês estão de Parabéns mesmo.
- Não aja como se você fosse a vítima da história, as coisas não são exatamente como você diz!
- Ah não? - me virei pra ela- Então como as coisas são? Por que nada muda o fato de que os meus pais jogaram sujo, muito sujo. Graças a Deus ele não me deu bola e aliás nunca daria, imagina como eu poderia ficar magoada? Mais do que eu já estou.
- Tenta entender...
- Eu não quero entender. - rosnei prendendo o meu cabelo.- Agora me deixa em paz por que eu vou sair e não sei quando volto.
- Você não vai sair coisa nenhuma Candice! - protestou cruzando os braços.- E você não tem o direito de falar assim desse rapaz, tudo bem, ele era seu segurança, mas e dai? Vocês tiveram bons momentos e eu tenho certeza de que isso foi real, então pra que pirar? Candi eu só não voltei pra casa da sua vó depois do jantar com o presidente por que ele me pediu pra ficar, por que ele disse que você sentia a minha falta por que todos aqui só sabem trabalhar, eu me senti a pior mãe do mundo...
- É, ai você ficou e eu te contava sobre ele, dizia que gostava dele, e o que a senhora fazia? Olhava na minha cara e dizia que nós não combinávamos, que era isso, que deviamos ser só amigos, que é por isso que ele não me dava bola, mãe pelo amor de Deus, você sabia que eu estava a fim dele e nem se quer fez alguma coisa. Eu não quero pirar com isso, eu vou sair. - peguei a minha bolsa em cima da cadeira.- E não adianta falar nada por que eu vou sair do mesmo jeito, tchau. - me virei de costas deixando-a falando sozinha.
***
Justin P.O.V
Tentava me acostumar com a claridade da luz da manhã que aquecia o meu rosto me obrigando a abrir os olhos, mas a minhas pálpebras pesavam toneladas e eu sentia que a vida lá fora era tão insuportável que tudo que eu queria era dormir até a lua aparecer novamente. Fitei o teto por alguns segundos e torci o nariz irritado com os últimos acontecimentos. Puta inferno. Por que ela tinha que ter descobrido tudo agora, e desse jeito? Por que, me diz por que? Não faz sentido, não faz sentido nenhum. Estava tudo indo tão bem, apesar de ser difícil, eu estava conseguindo me controlar perto dela, eu estava sendo eu mesmo, porra, eu me apaixonei por cada detalhe daquela garota e isso é uma puta falta de sacanagem. Agora ela me odeia com todas as forças e com razão, eu posso até imaginar as loucuras que ela não deve estar fazendo agora tentando expor a sua raiva, ela sempre a coloca pra fora da forma mais insana que encontra. E tudo por minha culpa, minha culpa. Eu devo ser o pior ser humano do mundo. Eu me sinto culpado e ao mesmo tempo tão idiota por ter me apaixonado por ela. Ela é tão mimada, tão teimosa, tão estérica, tão maluca, tão... tão linda.
Argh. Levantei cambaleando da cama e entrei de baixo do chuveiro deixando com que aquela água quente levasse embora todos os resíduos da noite passada. Sai do banheiro e vesti apenas uma cueca e um short, depois ajeitei o meu cabelo fazendo o topete de sempre e peguei o meu celular que denunciava várias chamadas não atendidas do Chaz, do Ryan e da minha mãe. Eu não estava nem ai para  o mundo lá fora, eu só queria esquecer que existe vida fora desse apartamento. Eu me sinto como um adolescente bobo que acabou de ter o coração partido, ou melhor, acabou de partir o coração da sua garota. Desci a pequena escada até a cozinha e me deparei com ela,  porra, tinha até me esquecido da Spencer. Ela tinha dormido aqui em casa ontem, eu bebi pra caramba e devo ter falado coisas completamente sem nexo. Me lembro de que fizemos um sexo bastante selvagem após ficar bebado como um daqueles caras que ficam viúvos e passam a noite tomando umas no bar ou talvez tão bebado como na minha formatura do Colegial. E lá estava ela vestida apenas com uma das minhas camisetas sociais azuis que deixavam amostra suas belas pernas e metade de sua bunda. Ela sorriu ao me ver e eu devolvi um sorriso completamente sem vida me jogando em uma daquelas cadeiras que eram quase da altura do balcão. Antes que ela pudesse pronunciar alguma palavra o meu celular começou a tocar descontroladamente, acho que foi nesse exato momento que eu realmente acordei. Olhei para a tela sem ânimo algum, "Thomas Mackenzie" dizia na chamada. Rejeitei sem pensar duas vezes mas ele insistiu. Porra precisa me ligar pra dizer que eu estou demitido? Eu já entendi isso, assim como entendi que pela primeira vez na vida eu não vou conseguir terminar uma investigação proposta a mim. E pensar que isso poderia nos levar para o primeiro pavilhão. E pior de tudo, ainda perdi uma garota incrível. Funguei irritado e atendi aquela merda de ligação.
- Fala. - disse ríspido.
- Justin aqui é o Thomas, estou ligando pra falarmos sobre o que aconteceu. - permaneci em silêncio e ele continuou- Espero que você continue trabalhando pra mim.
- O quê? - perguntei incrédulo.- A sua filha me odeia, ela nunca vai me querer ai de novo.
- Que nada. - riu debochado- Minha mulher acha que ela está perdidamente apaixonada por você, pro seu azar Bieber!
- Meu azar? - arqueei as sobrancelhas sem acreditar naquilo.
- Sim. - afirmou- Até por que você deve estar acostumado com mulheres mais maduras do que a encrenca irritante e chata que eu tenho como filha, em todo caso ainda preciso de você para controla-la.
 - Mas Sr. Mackenzie... - tentei me controlar, eu queria xingar aquele desgraçado de tudo quanto é nome.
- Nós temos um contrato de três meses, não é Bieber? - ele falou esperando que a frase soasse cínica e carismática.
- É senhor. - respondi seco.- Depois nos falamos, até mais. - desliguei o celular e bati as mãos na mesa com violência fechando o punho.
Quem ele pensa que é pra falar assim da própria filha?

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Calma ta chegando o capitulo hot e tem mais surpresas, quantos comentarios fiquei feliz :) comentem bjss

3 comentários:

Unknown disse...

PQP nossa tadinha da Candice eu chorei lendo haha
O Justin ainda transou com outra?!
Aff' como ele pode flar isso da propria filha?!? continua please bjooooswaggy

Unknown disse...

Awnt esta lindo esse capitulo CONTINUA EU QUERO SABER O RESTO, você é tão diva ;), aaaaaaaaaahhhhhhhh você viu o clipe de lolly? :) justin esta muito divo e gostoso

Virginia disse...

Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa esta muito perfeito sua diva *-----------*