sábado, 14 de setembro de 2013

Protected in Paradise


Capítulo 9 - How could you do this to me?


Justin P.O.V 
Um mês depois.
Era impossível, era impossível controlar essa garota. Ela se debatia em meus braços gritando como uma louca ali no meio da rua, quase caindo de tão bebada. Ela perdeu completamente a noção do perigo. Tem sido assim todos os dias, ela não consegue parar, eu não sei o que aconteceria se eu não estivesse aqui para coloca-la nos eixos toda vez que ela se mete em encrenca. Só que as coisas estão cada vez piores. Só nesse último mês ela foi detida pela polícia por pinxar muro de propriedades privadas com a sua prima maluca e os seus amigos tão malucos quanto as duas, ela quase se jogou de uma ponte dizendo que tinha aprendido a voar, tomou banho de chuva e ficou gripada, foi até um jornal e disse que seu pai dormia de pantufas do bob esponja, eu confesso que ri da última, ele não gostou nenhum pouco disso. Nós nos aproximamos muito durante todo esse tempo mas ela se cansou de mim quando percebeu que eu não ia ceder, que eu não estava a fim, que era mesmo só amizade e ela vive dizendo que não entende por que eu continuo aqui. Talvez eu não continuasse por que sou o segurança dela mas hoje eu olho para dentro de mim e percebo que eu me apaixonei por cada detalhe dessa garota, dos mínimos aos máximos. Ela é completamente perfeita, do jeito dela. Cada dia eu consigo mais provas contra o pai dela, ás vezes passamos horas no escritório dele vendo besteiras e ela nem imagina que está me ajudando a conseguir provas contra ele, e sabe isso doí em mim, doí saber que eu estou usando ela, doí por que ela se tornou importante demais pra mim.
-  ME SOLTA BIEBER, ME SOLTA! - ela gritava se debatendo sem parar. - EU QUERO VOLTAR PRA FESTA, ME SOLTA!
- Para com isso Candi, tá maluca? Você tá completamente bebada. - abri a porta do carro e coloquei ela no banco de trás travando a porta logo depois.
- PARA BIEBER, ABRE A PORTA, EU QUERO DESCER, POR FAVOR! - ela batia na janela sem parar, dei a volta e me sentei no banco de motoristas.- VOCÊ NÃO É MEU PAI, ME DEIXA SAIR, POR FAVOR, EU IMPLORO.
- Esquece Candice, eu não vou deixar você lá se esfregando naqueles marmanjos.
- Por que não? Você mesmo disse que entre nós é só amizade, eu tenho o direito de fazer o que eu quiser. - ela cruzou os braços emburrada. 
- Não complica as coisas, tenta me entender.
- Entender? Eu nunca vou te entender, você não me quer mais continua aqui impatando a minha vida.
- Eu só estou te protegendo. - murmurei calmamente.
- EU NÃO PRECISO DA SUA PROTEÇÃO. - ela tacou seu salto em mim- PARA ESSA MERDA AGORA!
- Para com isso cara, você tá me machucando,não seja infantil.
- Eu vou ser o que eu quiser por que eu tentei ser adulta pra te conquistar mas você nem se quer me notou, eu sou uma burra né? Tem quem queira Bieber, tem quem queira.
- Dá pra parar de agir como se tivesse cinco anos? Você se comporta como uma vadia.
- V-vadia? - ela gaguejou- Já chega, eu odeio você tá? Me leva pra casa e não fala comigo nunca mais.
- Você me disse isso nas últimas vezes mas você sempre me liga, sabe por que? - olhei pra trás rapidamente- Por que você precisa de mim Candi, quando você tá chorando, tá triste, tá no porre, quando seus amigos te abandonam é a mim que você recorre, por que querendo ou não eu te faço bem mesmo que não seja do jeito que você queria.
- Por que é tão difícil pra você gostar de mim? - lágrimas quentes escorriam pelo canto de seus olhos.
- Eu gosto de você. - sussurrei fechando os olhos rapidamente.
- Como mulher Justin, como mulher. - ela enxugou as lágrimas mas elas não paravam de surgir- Porra eu fiz de tudo pra estar a sua altura, eu até tentei ser normal mas você não percebe, parece que toda vez que olha pra mim vê a sua irmãzinha mais nova, eu me esforço, eu faço de tudo e você simplesmente não nota.
- Você só tem 17 anos. - disse me segurando para não parar aquele carro abraçar ela, beijar ela e dizer que ela tem tudo que eu sempre quis em uma mulher, que ela é perfeita, que ela é linda, que eu sinto atração por cada fio de cabelo dela e que ela seria a garota perfeita pra mim.
- Tudo bem, não vou mais tentar ser alguém pra você. - ela se deitou apoiando a cabeça nas costas da mão.- Mas eu amo você Bieber... - ela fechou os olhos- amo você Bieber.
Droga, é horrível ver ela desse jeito, tem sido assim durante esse último mês inteiro e ás vezes eu acho que a culpa é minha por ela fazer metade das  loucuras que ela faz. Mas no fim ela sempre se arrepende, sempre chora e me liga, e eu, eu sempre estou lá pra proteger ela. Pra não deixar com que as coisas fiquem realmente ruins. E quando eu a abraço eu sei que ela se sente no Paraíso, por que não existe ninguém no mundo que a ame mais do que eu. Independente do que aconteça eu sempre irei estar por perto, sempre vou fazer o que é melhor pra ela. Sempre.
***
- Senhor Bieber a Candice já está esperando você na piscina. - murmurou Zoe assim que sai do banheiro com a minha sunga box amarela.
- Já falei pra parar de me chamar de Senhor, sinto como se eu tivesse oitenta anos.- ela riu me entregando o violão que estava em suas mãos- Por que ela não toca mais?
- Não sei, ela perdeu a paixão pela música depois que começou essa fase Rebelde.
Tirei o violão de dentro de sua capa e arranquei algumas notas, ele estava desafinado mas eu consegui afina-lo em apenas alguns minutos. Eu amava música, era uma das minhas paixões mais antigas assim como basquete e hoquéi. Fala serio, essas três coisas são as melhores do mundo. Eu aprendi a tocar mais de quatro instrumentos ainda muito cedo. Eu amo tocar e canta, amo compor músicas, são coisas que eu guardo só pra mim mas que eu queria fazer com a Candice naquela dia. Ela adora tomar banho de piscina só pra ficar se amostrando naquele biquini sexy dela. Porra, tá difícil de resistir. Quando cheguei na piscina ela estava tomando sol em uma daquelas cadeiras grandes com um chapeu na cabeça e havia um Milk Shake em uma mesinha do lado. Af velho, por que ela faz isso? Seu corpo era tão sexy e ainda com aquela marquinha, porra, é demais pra mim. Ela tirou os óculos dos olhos e sorriu pra mim assim que me viu se aproximar.
- Violão? - perguntou sorridente- Você toca?
- Que isso Candi, já se esqueceu de como é o seu violão? - me sentei em uma cadeira sem me deitar, de frente pra ela.
- É o meu? - ela se sentou e pegou o violão das minhas mãos.- Uau, faz tanto tempo que não pego nele.
- Sim, eu vou tocar uma música pra você hoje tá? - ri pelo nariz pegando o violão de volta.
- Pra mim? - ela sorria lindamente-  Que música?
- De uma cantora que você gosta muito, tem cara de patricinha, sua cara mesmo. - ajeitei o violão em minhas mãos me preparando para cantar.
- Ai meu Deus! - ela apoiou seu cotovelo em suas pernas e seu queixo nas mãos e ficou me observando com um sorriso nos lábios.
- I remember what you wore in our first day , you came into my life and I thought hey, you know, this could be something. - ela arregalou os olhos chocada, mas aquele sorriso no rosto dela, aquele sorriso era a coisa mais linda e perfeita do mundo- Cause everything you do and words you say, you know that it all takes my breath away and now I'm left with nothing.
- So maybe it's true that I can't live without you and maybe two is better than one... - ela me acompanhou se divertindo.
- There's so much time to figure out the rest of my life and you've already got me coming undone and I'm thinking two is better than one...
- Uau, sua voz é linda Justin. - ela pulou no meu colo antes que eu pudesse continuar a cantar.- Obrigada por cantar, eu entendi que você me ama loucamente.
- Ah sua convencida. - ri envolvendo meu braço em sua cintura e colocando o violão de lado.- É a minha música preferida da Taylor.
- Mas nem é dela, na verdade ela só fez uma participação na música, mas é do Boys Like Girls.
- Não interessa, ela canta e pronto. - falei rindo.- E você , qual é a sua preferida?
- Quer mesmo saber? - ela passou a mão pelo meu pescoço- Já ouviu Knew You Were Trouble?
- Sim, já ouvi. - ri pelo nariz.- Você gosta é?
- Sim, me lembra você.
- Por que?
- Por que eu sabia que você era encrenca e mesmo assim me apaixonei por você.- abaixei o olhar completamente sem jeito, essa garota adora me deixar sem graça e eu nunca tenho o que dizer, por que eu fujo, fujo o máximo que posso mas ela insiste em me conquistar cada vez mais- Vamos tomar banho de uma vez? - ela saiu de cima do meu colo.- Parece que a água está ótima.
- I remember every look upon your face , the way you roll your eyes, the way you taste, you make it hard for breathing. 'Cause when I close my eyes and drift away, i think of you and everything's ok. I'm finally now believing... - terminei de cantar a música observando ela pular na piscina nadando de um jeito completamente sexy e perfeito. Puta que pariu por que ela tem que ser tão perfeita?
- Você não vem? - ela perguntou rindo enquanto tacava água em mim - Justin, Justin? Tá ai? - ela ria descontroladamente- Ei, minha beleza é tão radiante assim que não consegue parar de olhar? - permaneci vidrado nos olhos dela, já disse que eles são hipnotizantes? - Se você não pular agora mesmo eu vou tirar o meu biquíni!
- Espera, calma, eu já tô indo! - exclamei me levantando e ela riu nadando até a beira da piscina. Sabia que era teria coragem de fazer aquilo, ela é a Candice Mckenzie.
- Me ajuda a subir? - ela estendeu a mão.- Vamos pular juntos.
- No três? - falei pegando na mão dela.
- No três. - ela assentiu apertando minha mão com força.
Nós contamos até três e pulamos juntos, foi bem divertido, ela tentou me afogar várias vezes sem sucesso, teve guerrinha de água e tudo o mais, sem parar de rir um segundo, nós estamos sempre rindo, é incrível. Ficamos uma hora mais ou menos e depois fomos pra dentro batendo queixo de tanto frio. Subimos pro quarto dela e ela foi trocar de roupa no closet enquanto eu vestia a minha calça no quarto dela. Meu cabelo estava molhado e bagunçado. Ela voltou vestida em um short curto e uma blusinha, estava linda, aliás quando ela não está linda?
- Justin vamos pular em cima da cama? - ela pediu subindo em cima da mesma.
- Quê? - ri fechando o zíper.- Tá maluca?
- Não, vem logo, vamos pular em cima da cama. - ela puxou meu braço.
- Sua louca, louca. - nós começamos a pular em cima da cama dela sem parar, até que era divertido, era um box de molas. Mas as coisas deixaram de ser divertidas quando ouvimos um estralo, é a cama quebrou.
- Isso foi demais. - ela ria sem parar mas eu não conseguia rir daquilo, foi loucura.
- Maluca, seu pai vai brigar com a gente.
- Tô nem ai, o Collin já transou na minha cama com a minha prima e ele não fez nada
- Nossa, você já me contou essa história mil vezes. - ri me sentando no 'resto' que sobrou da pobre cama.
- É que eu odeio lembrar disso por isso lembro toda hora. - ela se sentou encostando sua cabeça em meu peitoral.- Sua cama também é box.
- Sim, e você quase quebrou ela aquele dia, sua doida. - reclamei começando a afagar seus cabelos.
- Foi sem querer, é que tenho mania de pular na cama, sabe fazer qualquer coisa, ficar quieta me dá agonia, entende?
- Entendo, entendo perfeitamente. - eu fitava seu rosto enquanto ela olhava para algum canto daquele quarto.- Hoje seus olhos estão mais azuis.
- Como assim?
- Não sei, estão mais lindos que o costume.
- Obrigada Bieber. - ela riu .- Agora me diz, essa cueca amarela foi pra me seduzir foi ? - ela olhou a box molhada jogada no chão.
- Se for assim eu aposto que queria me torturar com aquele biquini roxo. - ela riu e pegou as roupas molhadas no chão jogando-as no sexto de roupas sujas- Missão cumprida.
- Sou muito gostosa né? Pena que sou muito pouco pra você. - ela veio até a cama e me puxou pelo braço, ela me deixa sem graça e depois muda de assunto, ela vive jogando isso na minha cara, ás vezes acho que sou gay, não é normal eu estar completamente louco por ela e simplesmente não fazer nada em relação a isso.- Vamos lanchar, vem...
- Panquecas? - mordi os lábios.
- Sim, a Zoe já deve ter feito, ai que delicia.
Nós pulamos da escada, sim somos malucos a esse ponto. Quando chegamos no andar de baixo passamos em frente ao escritório do pai dela, ele acenou pra mim indicando que queria falar comigo, mas a Candi nem percebeu, continou me puxando pra cozinha dizendo algumas coisas que eu não entendia por que ela é tagarela e fala muito rápido. As panquecas estavam prontas e cheiravam pra caramba, nossa, são as melhores do mundo, com certeza.
- Zoe tem suco de laranja?
- Eu quero coca. - pedi já comendo uma panqueca.
- É, pode ser coca. - disse Candi pegando um guarnapo no armário.
- Linda eu vou no banheiro rapidinho e já volto enquanto você arruma ai tá? - falei beijando a bochecha dela.
- Tá, vai logo, não quero ver você fazendo suas necessidades aqui .
Sorri do que ela tinha dito e sai para o escritório do pai dela. É, eu ia ver o que ele queria comigo. Abri a porta e entrei, ele pediu que eu fechasse e assim eu fiz. Ele tinha  um semblante preocupado no rosto mas parecia não ter nada haver comigo. Problemas nos negócios, talvez. Me sentei na cadeira de frente pra ele que estava do outro lado da mesa em sua poltrona de couro que parecia ser ouro de tão linda.
- O Senhor me chamou? - arqueei a sobrancelha.
- Sim, queria te agradecer por tudo.
 - Bom... acho que não precisa me agradecer por nada.
- Tô falando serio, a Candie melhorou pra caramba, certo, ela continua fazendo travessuras mas vai por mim ela melhorou muito.
- Nossa, ela era pior? - ri pelo nariz- Não, serio, eu adoro ela, não precisa agradecer, eu gosto de passar o tempo com ela, sua filha é incrível Thomas.
- Não diga uma coisa dessas Justin. - ele disse estúpidamente- Posso acabar acreditando.
- Mas é a verdade, não discorde por favor. - pedi ríspido.
- Bom, era isso, sabe Justin, você é o melhor segurança que já contratei para proteger a minha filha, parabéns. - ele apertou minha mão sorridente. - Candice? - ele arregalou os olhos olhando para a porta do escritório e seu sorriso se desfez imediatamente.- Você estava ai filha?
Olhei pra trás e ela estava parada nos olhando sem vida. Ela não chorava, não ria, não gritava, ela não demonstrava emoção alguma. Apenas nos olhava incrédula com o que tinha acabado de ouvir. Seu rosto estava branco, seus lábios aos poucos tornavam-se em um tom roxo. Ela fechou as mãos em um punho apertando forte e saiu correndo assim que percebeu que eu estava indo em sua direção.
Merda, merda, merda. Ela não podia ter descoberto, não desse jeito.

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ela descobriu e agora?? desculpe a demora é que eu não tava entrando aqui, QUEM TA ASSISTINDO REBELDE? eu to haha, comentem bjsss

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Protected In Paradise



Capítulo 8 - Im in love with him



Candi P.O.V
- Candi você tem certeza que ele disse que ia vir te buscar? - perguntou Stacy pela milésima vez nos últimos quinze minutos.
- Porra eu já falei que sim. - bufei me sentando na calçada, já tinha mais de meia hora que eu tinha saído da escola e o Justin não chegava, merda, agora ninguém mais vai me ver indo embora com ele.
- Eu ainda acho que ele te deu o bolo. - falou se sentando ao meu lado.
- Vai se foder, por que não vai embora então?
- Prima é pra essas coisas. - ela colocou o seu fichário no chão.- Você tá gostando dele né?
- Quê? - gaguejei- Claro que não.
- Admite logo Candi, eu te conheço.- tacou uma pedrinha do outro lado da rua.
- Tá, e se eu tiver, que diferença vai fazer? Ele me acha uma criança.
- Será? Pelo que você me contou ele bateu no Ethan ontem por sua causa, sem contar que ele também apontou a arma pro Math. - ri me lembrando da cena.
- Foi mesmo, mas acho que ele só fez isso pra me proteger. Por que? Por que eu sou muito burra e só me meto em confusão.
- Ele também gosta você.
Eu queria acreditar naquelas palavras mas eu simplesmente não conseguia, ele nunca, nunca ia gostar de mim, e eu já entendi isso. Qualé, eu sou uma idiota. Eu faço tudo errado. Por que ele olharia pra mim? Existem tantas garotas no mundo que dariam tudo pra ter ele, por que ele é, extremamente perfeito. E o mais estranho é que ele apareceu na minha vida assim do nada, a apenas dois dias e agora eu estou aqui dizendo que gosto dele, me diz, faz sentido? Não, não faz. Bem que me disseram que essa coisa de se apaixonar fode com a nossa cabeça. Tudo que eu sei é que quando ele não está eu fico pensando nele, e que quando eu me lembro do sorriso dele eu tenho vontade de ver ele, de ver o sorriso de perto, que aquele cheiro delicioso do corpo dele é viciante assim como olhar os movimentos que os seus lábios em formato de coração fazem enquanto ele fala. Eu gosto de ouvir ele dizendo coisas lindas pra mim, também gosto do timbre da sua voz, do cabelo dele, de quando ele molha os lábios e a cara que faz quando está pensando que eu sou doida, quando eu dou em cima dele e quando ele fica sem graça por algo escroto que eu disse. Eu não sei, eu acho que ele foi tão perfeito comigo que eu não consigo não gostar dele.
- Meu pai está me ligando, nós temos que ir Candi. - ela se levantou com o celular nas mãos.
- Eu não vou, ele disse que viria.
- Porra ele não vai vir, já são quatro horas da tarde. - o carro do meu tio apontou na esquina- Vamos logo Candi, depois você fala com ele.
- Eu já disse que não vou. - falei colocando meu fichário do meu lado e deitando minha cabeça nele. - Depois eu te ligo.
- Tem certeza? Porra você vai ficar aqui sozinha.
- Tá tudo bem, se ele demorar eu vou embora.
Ela ficou meio apreensiva mas entrou no carro, dei bença pro meu tio e tive que invetar uma desculpa pra não ir com ele. Eu me levantei, sentei de novo, deitei, vi carros passando e buzinando pra mim, vi os alunos da tarde entrarem na aula, vi até mesmo o meu professor de dança, é eu vi tudo menos o Justin. Minha casa ficava há uns 20 minutos dali, eu estava triste e não queria chamar um táxi, só queria andar por ai sozinha. Pendurei o fichario no meu ombro e comecei a caminhar em direção a minha casa. De repente ouvi um barulho muito forte atrás de mim, parecia que um carro estava derrapando bem ao meu lado. Pulei na calçada e me virei assustada dando de cara com a Ferrari do Justin. Foi impossível esconder um sorriso ao vê-lo ali.

- Demorei mas apareci. - ele desceu do carro e beijou minha bochecha- Por que promessa é divida.
- Não acredito que você veio. - o abracei fortemente o pegando de surpresa, acho que sou emocional demais só que não consigo me conter quando estou perto dele, não consigo não demonstrar o quanto sua presença me deixa feliz.
- Mas é claro que eu vim, achei que você já tinha ido embora, tava indo pra sua casa. - ele abriu a porta do carro pra mim.
- Nossa, eu achei que você nem estava mais lembrando disso. - ele deu a volta no carro e se sentou no banco de motorista- Já foi pra faculdade hoje?
- Sim, uma reunião da faculdade. - ligou a chave de ignição - E como foi a aula?
- Normal, nem fiz bagunça. Posso ligar o som?
- Claro, liga ai. - tava tocando um rap - Você gosta de rap ?
- Eu amo, você não ?
- Eu adoro cara, adoro mesmo.
- Mas eu acho que tem uma música que combina mais com você...
- Qual?
- Daughter's President. - ele riu colocando a música.
- Do Royal Republic? - cai na gargalhada- Mas eu sou a filha do prefeito e não do presidente!
- E dai, é quase a mesma coisa.
- Não é não! - me virei pra ele- Mas então está apaixonado pela filha do prefeito? - provoquei colocando a mão na coxa dele.
- Filha do presidente.- corrigiu me fazendo rir.
- Besta, muito besta.
- Falando nisso, vou conhecer seu pai hoje né?
- Vai, e também vai conhecer a comida da Zoe, é a melhor do mundo.
- Hum, vou almoçar com você?
- Sim, e não vai ser sucrilhos.
- Achei que tinha gostado do sucrilhos.- ele fez beicinho.- Até comeu o meu.
- Mas eu gostei, só que a comida da Zoe é melhor.
- Quero ver só.
Fomos cantando algumas músicas no carro. Esse menino é um retardado, não tem nada de normal nele, eu estava completamente enganada. Quando chegamos em casa meu irmão estava na garagem, estava quase saindo pra ir pra Prefeitura, meu pai estava com ele. Justin não parecia nenhum pouco nervoso, pelo contrário ainda sorria lindamente.
- Pai esse é o Justin que eu falei pro Senhor. - disse após abraça-lo.- Ele foi me buscar na escola.
- Prazer em conhece-lo Sr. Mckenzie- ambos apertaram as mãos- Sua filha é encantadora.
- Imagino. - ele riu- O prazer é meu, Bieber né?
- É, Bieber.
- Esse aqui é o meu filho Collin - ele apontou pro meu irmão - Nós estamos de saída mas sinta-se em casa.
- Ah, muito obrigada Senhor.
- Me chame apenas de Thomas. - eles sorriram um pro outro e meu pai entrou no carro junto com o Collin. Caraca! Nunca vi meu pai gostar de um amigo meu assim de primeira. Isso é o milagre do ano.
- Vamos lá pra dentro? - segurei em seu braço a caminho da sala de estar.
Nós entramos pra dentro de casa e Justin nem ficou tão maravilhado com a casa assim, parecia até que ele já tinha vindo aqui antes, aliás a Zoe e ele conversaram como se eles se conhecessem a anos. É incrível como esse garoto encanta a qualquer um. Eu simplesmente não conseguia parar de sorrir por tê-lo ali na minha casa. Nós almoçamos juntos e ele ficou impressionado com o dom de cozinhar da Zoe, depois ele me ajudou a fazer o exercícios de Matemática e Física, não sei como ele consegue entender aquelas coisas mas tudo bem. Justin me contou como é a faculdade e disse que eu tenho que estudar muito pra ser Médica.
- Mas eu não quero ser médica, meu pai que colocou essa coisa na minha cabeça, orgulho da família e tudo mais sabe? - estava brincando com seus dedos mordendo a ponta dos mesmos.
- Você quer ser o que então? - ele estava terminando de responder o último exercício de Física com a sua mão esquerda, ele é canhoto.
- Psicologa. - respondi e ele começou a rir debochadamente, achei que ele ia ficar sem ar de tanto rir, serio mesmo.
- Serio isso?
- Magoou meu coração agora, mas é claro que é serio.
- Candice você já é doida, se virar Psicologa vai mandar as pessoas se matarem.
- Nossa, que consideração a sua hein. - resmunguei soltando os dedos dele.- Achei que ia me apoiar independente da loucura que eu fizesse.
- Então você concorda que é uma loucura? - ele ainda levava tudo na brincadeira.
- Sim, mas eu não mandaria ninguém se matar. Talvez pular de um prédio, se afogar...
- Bobona. - ele fechou os cadernos- E agora, o que vamos fazer?
- Vamos tomar banho de piscina, o que você acha?
- Vai mandar eu me afogar é? - ele riu - Não sei não...
- Não, seu besta. Pera ai, vou colocar um biquini.
- Deixa isso quieto, já são seis e meia, eu tenho que ir embora.
- Por que? Não quer me ver de biquini? - mordi os lábios me levantando da cama.
- Não é isso. - ele abaixou o olhar- só não quero, quer dizer, não posso ficar... mais tempo.
- Sabe o que eu acho mesmo? - me sentei ao seu lado de volta a cama, ele seguiu meu olhar inquieto- Acho que você tem medo de mim.
- Não tenho medo de você. - riu pelo nariz.- Não viaja, serio.
- Então por que você me evita? - perguntei instigando- Quer dizer, sempre tenta fugir de mim, bom, talvez você não sinta atração por mim mas... por que não me diz isso? É mais fácil do que ficar fugindo sabe...
- É complicado. - ele se levantou e pegou as chaves de sua Ferrari na poltrona.
- O que é complicado?
- Muitas coisas, não quero falar sobre isso. - ele estava caminhando em direção a porta- Você não vem?
- Já vai embora mesmo? Ainda tá cedo, tudo bem se não quiser tomar banho de piscina.
- Eu tenho que ir. - afirmou enquanto caminhávamos até a sala.- Mas nos vemos amanhã, pode ser?
- Pode. - assenti de cabeça baixa- Não vai me dizer o que foi?
- Não aconteceu nada Candi.
- Bom, tudo bem então. - abri a porta pra ele e saímos para o jardim- Mas se quiser desabafar, eu to aqui tá?  Se for um problema com a sua família,sei lá, se precisar de mim, eu to aqui sempre, sei que te conheço a sei lá, dois ou três dias mas eu... eu gosto muito de você. Droga, você já deve ter percebido isso não é? E eu juro, não é só por que você é assim perfeito, e lindo e estiloso, e sexy... é também por que você é como um anjo, você me protege, eu me sinto bem perto de você. - ele sorriu e segurou meu queixo com as mãos nivelando nossos olhares- Não quero que você suma da minha vida.
- Fica bem Candi, eu não vou sumir. - ele beijou minha bochecha demoradamente. - Se cuida.
Justin P.O.V
Tinha marcado com o Chaz lá em casa as cinco da tarde mas só cheguei seis e meia. Culpa da Candi, ela conseguiu me prender na casa dela a tarde inteira. E eu estou odiando ter que mentir pra ela sobre tudo, mas o que eu posso fazer? Eu sou um agente do FBI, o pai dela é um corrupto e nada pode mudar isso. É a realidade e infelizmente ela é só uma vítima no meio disso tudo. E o pior é que eu gosto dela, gosto muito dela. Ela é uma garota incrível, bonita, divertida, o tempo que passo com ela é sempre o melhor. Isso está começando a me incomodar, está ficando cada vez mais difícil me controlar perto dela, muito dificíl mesmo. Assim que entrei no meu apartamento dei de cara com o folgado deitado no sofá com as pernas pra cima, Ryan estava no outro sofá e os dois jogavam vídeo-game.
- Fala parceiro. - exclamou Ryan se ajeitando no sofá.
- E ai seus folgados- fizemos um toque rápido- Faz tempo que chegaram?
- Tem meia hora mais ou menos, por que?
- Nada. - suspirei me sentando em uma poltrona- Quem tá ganhando?
- Eu, claro. - falou Chaz convencido.
- Qualquer um ganha do Ryan, quero ver você ganhar de mim.
- Ei, eu ainda estou aqui. - protestou.
- Aproveitando que você está aqui por que não faz uma visitinha no apartamento do lado? - sorri maliciosamente.
- Enjoei de comer ela cara, ela é muito grudenta. - reclamou sem desviar os olhos da tela.
- Você não presta mesmo cara, não presta. - ri apoiando os pés na mesinha do meio da sala.- Encontrei com ela ontem, ela tá uma fera contigo.
- Tá vendo, por isso eu não quero mais.
- Tu é um gay. - murmurou Chaz- AÊEEEEEEEE PORRA, GANHEI!
- Não valeu, você roubou. - ele jogou o controle no chão irritado.- Eu ia ganhar dessa vez.
- Desculpa mas eu sou o melhor, mals aê.
- Você podia ser um pouco menos convencido Chaz. - falei pegando o controle do Ryan.- Vamos ver se ganha de mim.
- Eu não quero mais jogar, cansei de ganhar todas as partidas. Vou pegar uma cerveja,isso sim.
- É, vai fugir né malandro. - ele correu pra cozinha resmungando alguma coisa- E você Ryan, não vai falar com a Spencer?
- Não fode Bieber, eu não quero nada com ela.
- Então fala mais baixo por que ela é a minha vizinha.
- Vamos mudar de assunto, como foi lá com a filha do prefeito?
- Candice, o nome dela é Candice. - bufei.
- Foda-se, o que aconteceu?
- Ah, sei lá, vai ter um jantar com o presidente na casa dela sexta. E eles vão falar sobre o dinheiro que ele está gastando, você sabe com o que e tudo o mais. Preciso descobrir que desculpas ele vai usar pra convencer o Obama, e também que documentos falsos ele vai apresentar.
- E como vai fazer isso?
- Eu estou na casa dele quase o tempo inteiro, vai ser moleza. - falei ríspido.
- Qualé, por que você tá assim?
- Nada, eu tô normal.
- Ah mas não está mesmo, diz logo, o que aconteceu?
- Não aconteceu nada porra, já falei. - ele começou a rir - Qual é a graça?
- A graça? - ele se levantou e mudou de canal tirando do vídeo-game - A graça é que eu já entendi tudo.
- Hãn? - perguntei confuso.
- Você tá apaixonadinho pela filha do prefeito.
- O nome dela é Candice caralho. - quase gritei- E eu não tô apaixonado por aquela maluca.
- Não? Então por que você tá assim? Eu já percebi, desde o dia que eu te mostrei a foto dela, e depois que o Chaz me contou que você já conhecia ela eu tive certeza.
- O Chaz fala demais. - bufei irritado.
- Você acaba de admitir o que eu já suspeitava. - ele encostou a cabeça em uma almofada- Mas pode tratar de tirar ela da sua cabeça por que isso nunca vai dar certo.
- Do que você está falando cara?
- Sobre tudo, sobre você se apaixonar pela filha do homem que você está investigando, você vê isso, vê que não faz o menor sentido? Eu entendo, entendo que ela é linda, mas cara, pensa, o seu trabalho em primeiro lugar.
- Você tá falando merda, tá falando merda. - falei com raiva.
- Tô falando a verdade e você sabe disso, então foge o máximo que você puder tá? Você precisa fugir dessa tentação, ela é gostosa pra caralho.
- Cala a boca Ryan! - gritei- Ela não é comida pra você chamar ela de gostosa.
- Calma ai né bro. - ele levantou as mãos em sinal de paz- Depois ainda diz que não tá apaixonado.
- E eu não tô mesmo, você que fica viajando, nossa.
- Se apaixonou pela filhinha do prefeito, LALALA, aqueles olhinhos azuis, uhu uhu uhu ! - brincou Ryan com aquela cara de idiota de sempre, eu queria matar ele, por que ele faz isso? Por que ele sempre faz isso?
- EU MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA PORRA!
- Serio? Pois eu mandei você trancar o seu coração pra não se apaixonar por essa garota mas quem disse que você me ouviu? É muito mais fácil você admitir isso logo do que ficar negando pra si mesmo. Ela mexe com você Justin, hoje na reunião de manhã eu percebi isso, eu só estou te avisando pra fugir disso por que é furada. É furada. Uma hora ou outra o pai dela vai ser preso, você vai assumir outro caso e ai ela vai te odiar e não vai ter como ser de outra forma.
Ele tinha razão, ele tinha toda a razão.  Mas só de pensar na Candice me odiando eu tremia dos pés a cabeça, ela tinha ganhado um lugar no meu coração, ela tinha me conquistado de um jeito que nenhuma outra garota consegiu em tão pouco tempo, e mais do que nunca eu sinto vontade protege-la, principalmente por que ela é uma vítima, ela não tem nada haver com eu ser o segurança dela, nem com eu ser um agente do FBI e muito menos do pai dela ser um corrupto filha da puta.  E quando eu vi ela beijando aquele cara ontem eu senti ciúmes e porra por que eu me senti assim? Não tá fazendo sentido, não fazendo o menor sentido eu me apaixonar pela filha do homem que eu tanto quero ver atrás das grades.
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Oie gente desculpe a demora mas ai esta espero que gostem.

domingo, 1 de setembro de 2013

Protected in Paradise



Capítulo 7 - I dont get it


Candi P.O.V
Meu cabelo estava destruído quando o Justin finalmente parou a moto em frente ao Parque de Diversões que aliás estava lotado. Eu simplesmente não conseguia parar de rir de tão feliz que estava. Sem contar que durante o caminho eu abracei ele com toda a intensidade e força que tinha enquanto o vento batia forte em nossos corpos causando arrepios.
- Candi não pira, seu cabelo tá lindo. - ele dizia enquanto mexia nele de forma desajeitada.
- Não pira? Ele tá uma merda. - admiti- Mas eu não me importo, você já me viu pior.
- É por isso que eu gosto tanto de você. - ele riu e pegou na minha mão, caralho quase infartei quando ele pegou na minha mão. - Nossa, você tá gelada.
- É o frio. - menti. Nos aproximamos do guarda volume aonde deixamos nosso capacete e o Jus guardou a chave no bolso.- E você tá quente.
- É o calor. -  e pela primeira vez na vida ele me olhou com malicia, juro que corei.- Ei, me dá 100 dólares de ingressos. - ele pediu para a moça da bilheteria me deixando completamente chocada.
- Uau. - exclamei- Vamos ficar a  tarde inteira aqui.
-Essa é a intenção gata. - ele riu, pagou o ingresso e depois seguimos para dentro do parque.
Foi incrível, serio. Nós brincamos em todos os brinquedos daquele lugar, só não nos mais fáceis, fomos nos mais perigosos mesmo, tinha um que você entrava em um labirinto cheio de monstros e a gente tinha que encontrar a saída. Foi horrível, horrível. Mas Justin me protegeu, quer dizer, só quando ele não estava rindo da minha cara de assustada. Quando nos demos conta já eram mais de cinco horas da tarde e agora sim o Parque já estava completamente lotado. Engraçado, não havia apenas crianças, tinham muitos, muitos jovens e adultos ali. É um lugar que honestamente não pensava muito em ir, os meus amigos geralmente fazem sociais no domingo na casa de alguém o que sempre termina em enxaqueca, muita ressaca e pegação. Mas ali, naquele momento, ele me mostrou o quanto pode ser divertido estar sóbrio, fazer coisas simples que não deixam de ser loucas.
- HA-HA-HA ! - ele gargalhava sem parar- Serio Candi, você precisava ver a sua cara quando aquele monstro jogou a corrente nos seus pés.
- Para de me zoar, se eu não tivesse de bota ia me machucar toda, já pensou como ficaria minha unha?
- Candice a corrente era de borracha. -ele não parava de rir.
- Mentira, não era não. Acho que eles vão querer me pegar de noite, vamos dormir lá em casa ai você me protege? - pisquei com cara de cachorrinho sem dono.
- Ótima piada Candi. - ele soltou minha mão se aproximando de uma banquinha de sorvete.- Você quer de que?
- Hum, morango? Uva?
- Uva é melhor por que é roxo.
- Oi ? - disse confusa.
- É a minha cor preferida. - ele explicou tirando 5 dólares da carteira que aliás estava recheada de dinheiro, fiquei impressionada.- Me dá dois cascões. Eu quero de flocos.
- A minha é amarelo. - disse sorrindo- E eu quero de uva. - o homem entregou o sorvete do Justin e logo depois o meu. Parecia que tinha umas vinte bolas de tanto que estava cheio, chega estava escorrendo cara.
Continuamos a caminhar pelo parque se deliciando daquele sorvete, eu amo sorvete, o que não falta na minha geladeira é aqueles potes enormes que minha mãe compra sempre. Eu me pergunto por que eu não sou gorda, fala serio, eu só como besteiras, é o tempo inteiro.  Acho que isso é de família por que a Stacy come mais que eu e é uma tabua.
- Você disse que seu pai queria me conhecer. - comentou se virando pra mim, havia um pouco de sorvete no canto de sua boca, involuntariamente levei minha mão até lá limpando, nós trocamos olhares, foi lindo demais cara, ele sorriu levemente- O que ele disse?
- Ah, disse que queria te conhecer por que você parece ser legal por que tem 21 anos. Eu não entendi nada até por que ele nunca fez questão de conhecer ninguém.
- Todos me amam. - falou convencido.
- Metido. - dei um soco no braço dele.- Quando formos embora você vai entrar e eu te apresento pra ele.
- É mesmo? Olha só, vou conhecer o prefeito de Jacksonville! - exclamou de um jeito engraçado, não pude deixar de rir.- Ele trabalha muito?
- O tempo inteiro, ás vezes é um saco isso, nossa, sexta o Obama vai jantar lá em casa e eu vou ter que estar lá enquanto eles falam sobre negócios, coisa chata. - reclamei.
- Serio? Meu Deus, Barack Obama? O presidente? - ele arregalou os olhos demonstrando surpresa.
- Não, Barack Obama o meu cachorrinho de estimação. - brinquei.
- Deveria ficar feliz, muitas pessoas gostariam de jantar com uma pessoa inteligente e importante perante a sociedade como ele.
- De importante já basta meu pai, e além do mais já conheci ele, ele é legal mas só conversam sobre política, isso não é nenhum pouco interessante.
- E sobre o que eles conversam?
- Ah, tipo o Obama ele quer saber como estão as coisas, como ele está administrando o dinheiro, essas paradas sabe?
- Entendi, e você sabe a resposta?
- Meu pai, ele faz tudo da melhor maneira possível. Ele sem dúvidas é uma raridade, são poucos os políticos que jogam limpo como ele, me orgulho disso.
- Imagino. - ele disse debochado.
- Que foi, você não acha isso? - o seu tom me irritou um pouco.
- Não é isso. - ele se corrigiu- Você entendeu mal, eu gosto do seu pai.
- Tudo bem. - nós paramos perto da saída. - Nós vamos embora?
- Você já quer ir? - ele parecia triste.
- Bom, já fizemos de tudo aqui.
- É, mas essa cidade é enorme, não é?
- Você tem razão, o que quer fazer?
- Eu escolhi o parque, agora é a sua vez.
- Tá rolando uma social na casa de uma amiga minha, a Alice, o que acha de irmos? - sugeri empolgada, ele parecia gostar de festas pois nos encontramos duas vezes assim.
- Eu não sei, você não se cansa de festa? Depois você começa a beber e...
- Não, eu não vou beber. Prometo. Vai ser legal sabia? A Stacy deve estar lá.
- Se você quer mesmo, então vamos. Mas se começar a beber eu vou embora tá? E não vamos demorar muito. - explicou pegando os capacetes no guarda-volume.
- Tá chato hein. - disse fazendo cara feia enquanto ele colocava o capacete em mim.
- Só estou de protegendo Candi. - ele sorriu e nós subimos na moto.
A casa da Alice não era muito longe dali, só ficava a meia hora mais ou menos. Justin corria na mesma velocidade de antes porém agora estava quase escurecendo. Quando chegamos na porta de entrada estava cheio de casais e turmas lá conversando, rindo, brincando, bebendo, fumando, o de sempre.
Todos pararam pra olhar quando me viram chegando com o Justin, ah aquela cara das garotas quando o viram era a melhor. E Justin pareceu se incomodar com o olhar dos garotos sobre mim pois passou a mão em minha cintura enquanto caminhávamos para dentro depois de eu cumprimentar algumas pessoas que conhecia.
Logo que adentrei avistei a Stacy parada perto da piscina conversando com o Noah, ele ameaçava joga-la lá dentro e ela ria alto daquilo dando beijinhos em seu pescoço. Ela gosta de provocar hein. Math estava sentado em uma poltrona de frente pra eles com cara de tédio, parece que nem a Sommers quis ele hoje hein. Mas isso era meio estranho, ela devia é não estar ali, isso sim. A cara de tedio se transformou em ódio assim que ele me viu abraçada ao Justin. Sorri levemente pra ele que continuou com a mesma cara, se levantou chutando o banco e saiu para o outro lado da casa. Pensei em ir falar com ele mas a Alice apareceu toda sorrisos para nos cumprimentar.
- Ali! - sorri abraçando-a- Você está linda.
- Obrigada gata, você tá um arrazo. - ela me mediu.
- Valeu. - agradeci- Esse é o Justin, meu...
- Namorado? - ela o mediu mordendo os lábios- Que isso hein Candi, quando foi que começou a comer bem assim?
- Alice! - reclamei rindo, nem consegui ficar sem graça.- Ele é só um amigo.
- Começa a compartilhar seus amigos comigo linda. - ela abraçou Justin que ria da nossa conversa.- Ó nem liga, sou louca que nem a Candi se eu não for mais que ela né.
- É mentira, ela consegue ser muito mais louca que eu. - me defendi rindo.
- Prazer tá? - ela beijou a bochecha dele. - Se der tira logo a virgindade dessa menina se não ela vai virar freira. - Justin a olhou incrédulo e eu finalmente tive a oportunidade de ficar sem graça. Mas isso não fazia o meu tipo, Ali e eu caímos na gargalhada. Depois de algum tempo ele conseguiu soltar uma risada também.
- Brincadeirinha, é brincadeira. - Ali não parava de rir- Depois ela te passa meu número, qualquer dia me liga gato.
- Que isso, ele é meu. - resmunguei.
- Como assim, não era só amigo?
- Tenho ciúmes!
- Não se preocupe eu não conto nada pra ela, pode ligar. - ela bateu em seu ombro- Bom, vou vou cumprimentar a Julie, ela acabou de chegar, fiquem a vontade.
- Não liga pra ela. - falei tentando parar de rir - Ela é assim mesmo.
Ele nem teve oportunidade pra falar nada pois a Stacy percebeu que eu estava ali e veio correndo na minha direção pulando em cima de mim do jeito de sempre gritando como uma louca, ela já estava completamente bêbada.
- Não acredito que você veio! - ela me apertava- Porra e trouxe o gostosão? - ela encarou Justin com cara de safada.
- O Justin? É, trouxe. - ela finalmente me soltou- Essa é a Stacy, minha prima.
- Prazer. - falou Justin.
- Agora é satisfação, o prazer só vem depois gato. - ela mordeu os lábios.
- Vai caçar o que fazer. - ri tirando ela de cima dele. - Justin não liga, serio.
- Olha, cuida bem da minha prima tá? Ela já me disse que você é um gostoso, agora eu tenho certeza, qualquer coisa só falar comigo, não deixa ela fazer besteira, só eu posso fazer isso.
- Stacy cala a boca, você tá bêbada.
- O Math tá ai, cuidado com ele viu? Tá com raiva de vocês.
- Tô nem ai. - dei de ombros- O idiota aqui é ele.
- Vamos sentar em algum lugar? - pediu Justin segurando minha mão.
- Claro, vamos lá pra dentro.- me virei pra Stacy- Depois a gente se fala.
- Tá, juízo vocês dois.
Caminhamos de mãos dadas para dentro da casa, por que nós sempre fazemos isso? A festa é mais louca lá fora, já estou sentindo falta disso. Mas foda-se eu estava com ele e me sentia bem assim. Justin se incomodava muito com as pessoas que nos paravam para falar comigo, e eu? Eu me incomodava com as minhas "amigas" que paravam só pra dar em cima dele. Fala serio. Quando entramos dentro da luxuosa mansão Justin fez questão de sentar em um dos sofás brancos de veludo, mas lá tava chato por que tinham pessoas se agarrando por todos os lados e ele nem se quer mostrava interesse em mim. Outra coisa, ele não me deixava beber.
- Isso não é justo, você pode beber e eu não. - reclamei cruzando os braços.
- Eu tenho 21 anos e você não. - ele tomou um gole de vodca.
- Justin todo mundo aqui tem menos de 18 anos e está bebendo, para de ser careta.
- O problema é que quando você começa a beber você não quer mais parar.
- Isso não é verdade, deixa eu beber, por favor, só um pouquinho. Se não quer que eu beba então não bebe também poxa.
- Você com essa carinha de cachorro sem dono...
- Te comovi foi? - me aproximei dele sorrindo sapeca.
- É, comoveu. - ele se afastou levantando-se do sofá e enchendo o copo de vodca- Toma, só por que sou uma pessoa muito legal.
- Por que você foge de mim? - ri pegando o copo das mãos dele.
- Quê? - ele ficou inquieto.
- Você... - levantei passando minha mão em volta de seu pescoço - sempre que eu me aproximo  você recua, é como se tivesse medo de mim. - mordi os lábios que estavam bem próximos dos dele que permanecia intacto- O que eu fiz pra você hein gatinho?
- Candice você não fez nada. - ele segurou meus dois braços me afastando e depois pegou seu copo de volta e saiu para fora.
- Justin aonde você vai? Espera, ai... Justin!
Merda, ele saiu. Por que ele fez isso? E por que eu estraguei tudo? É claro que eu sou apenas uma pirralha, ele não me vê como nada mais que uma amiga. Aliás eu nem sei por que ele me chamou pra sair,deve ser por dó, por que eu dei muito em cima dele, nossa como eu sou estúpida por pensar que eu poderia ser atraente pra um cara como ele, totalmente experiente, sexy e desempedido.  Ele jamais olharia pra mim com outros olhos. E agora eu acabei de estragar tudo de vez. Sai correndo para procura-lo mas alguém puxou meu braço me fazendo parar imediatamente...
- Me solta! - pigarreei olhando pra trás.- Math?
- Que isso gatinha, já se esqueceu de mim? - ele abraçou minha cintura.
- O que você quer? - rosnei olhando pros lados.
- Acho que seu amorzinho te deixou sozinha, e agora?
- Math cala a boca, ele não é meu amorzinho.
- Não foi o que pareceu ontem a noite, e você nem se quer atendeu o celular.
- Você nunca me liga por que resolveu me ligar ontem? Que saco você agiu como um idiota, você sabe disso, então não fala que a culpa é minha. - me soltei dos braços dele.
- Candi para com isso vai princesa, eu gosto de você poxa, não quero ver você com ele, a gente é tão perfeito junto, eu não queria ter feito aquilo.
- Você forçou Math, você sempre força! Você sabe, sabe que eu sou virgem, sabe que isso é um assunto delicado pra mim, mas você insiste nisso, sempre!
- Eu só faço isso por que você dá corda, vai me dizer que não fica toda molhada quando a gente tá se pegando? Qualé já deveria ter rolado a muito tempo.
- Você é muito idiota mesmo. - exclamei incrédula.- Faz um favor? Não fala mais comigo.
- Candi espera, você tá sendo muito infantil. - ele puxou meu braço de novo.
- Math me deixa em paz, serio. Se eu sou infantil por não querer transar com você então ótimo, eu sou infantil mesmo.
- Você vai se arrepender do que está fazendo. - ele me soltou- Eu juro que você não vai ser dele.
- Porra eu não tenho nada com ele, ele me acha uma pirralhinha idiota!- quase gritei.
- Nossa, você é mais inocente do que eu pensava. - riu debochado- Antes de tudo não se esqueça que ele é homem e que você não sabe nada sobre ele.
Eu queria xingar ele, bater nele, espancar ele mas eu não fiz nada. Apenas deixei ele sair achando que era o dono da razão. Garoto idiota. Mundo sem graça. E cadê o Justin? Ah claro, ele resolveu desaparecer e me deixar aqui sozinha. Que lindo isso. Andei por todos os lados mas nada de encontrar ele, que saco. Nem a Stacy eu vi mais, ela provavelmente estaria tendo uma loucura sexual com o Noah em um dos quartos da mansão. Por que somos tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo? Por fim decidi que ia chamar um táxi ir embora, por um lado era bom, pelo menos eu não ia chegar bebada em casa, pela primeira vez na vida. Assim que passei pelo portão notei que as pessoas que estavam lá quando eu cheguei agora estavam vomitando de tão bebadas. Fiquei pensando, será que eu fico assim? Parece tão ridículo. Revirei os olhos encarando aquelas pessoas quando senti alguém me puxar pela cintura. Olhei pra trás para ver quem era e me deparei com um garoto lindo dos olhos verdes. Nunca tinha visto ele na minha vida.
- Te conheço? - não sei se fui indelicada mas foi realmente estranho ver ele.
- Acabou de conhecer. - ele sorriu- Eu sou Ethan Parker gata.
- Ah, tá. Nunca te vi antes.
- É que não sou daqui, sou da Califórnia. - opa, isso estava começando a ficar interessante.- Sou primo da Alice mas eu confesso que ela nunca me disse que tinha uma amiga tão linda como você.
- Hum, obrigada, você também é muito lindo sabia? - estava sendo realmente sincera, o cara era um gostoso.
-Faço o que posso. - convencido u-u - Mas então, você é a Candice Mckenzie não é?
- Como você sabe?
- Tenho minhas fontes. - ele jogou fora a lata de cerveja que estava em suas mãos- Filha do prefeito e tudo mais.
- Prefiro ser apenas a Candi.
- Ok, Candi. - ele sorriu- Já estava indo embora?
- É, tenho aula amanhã. - apoiei minha mão em seu ombro.
- Mas você mal chegou e já vai embora? - ele acariciou meu rosto de forma delicada nivelando nossos olhares.
Beleza, tinha um cara gostoso dos olhos verdes da Califórnia me cantando e eu não ia fazer nada? É claro que eu ia, qualé, jamais deixaria de ser Candice. Tirei sua mão do meu rosto e puxei sua nuca colocando nossos lábios. Ele riu da minha atitude e me puxou pela cintura me deixando na ponta dos pés e colando totalmente nossos corpos. Sua língua quente invadiu minha boca me causando diversas sensações. De delicado aquele beijo não tinha nada, ele sulgava minha língua com intesidade travando uma batalha entre nossas bocas. Nossos corpos eram colados cada vez mais e eu podia sentir seu membro ereto pedindo pra sair de dentro de sua cueca. É isso que eu sempre faço, deixo os homens loucos, sei que é brincar com fogo mas no fim eu sempre saio bem dessa. Mas o nosso beijo foi interrompido quando alguém o puxou para longe, quando abri os olhos tudo que vi foi o seu olho roxo, ele estava caído no chão. Meu Deus, foi tudo tão rápido.
-  NÃO MEXE COM ELA PORRA! - resmungou Justin, pera ai Justin? Ele se aproximou de mim e me abraçou fortemente, ele estava desesperado.- Você está bem? Desculpa ter de deixado lá sozinha, eu tive que atender o celular.
- Eu achei que você tinha ido embora. - me afastei dele.- Por que você fez isso? - me agachei perto do Ethan- Você tá bem?
- Tô. - ele se levantou e começou a andar fuzilando Justin com os olhos.- Depois nos falamos, foi bom te conhecer. - ele tinha um sorriso triste nos lábios.
- Mas Candice ele estava te beijando, quer dizer, quase te estrupando né.
- Estuprando? - perguntei incrédula.- Justin eu beijei ele, não foi um estrupo.
- O que, você beijou ele? - rosnou indignado.
- Sim, é proíbido agora? Eu sou solteira, posso beijar quem eu quiser.
- Você saiu comigo e não com ele.
- Você me deixou sozinha.
- Eu já disse que precisava atender o telefone.
- E eu já disse que beijei ele por que eu quis.
- Beleza. - ele começou a andar em direção a moto.- Vamos embora.
Subimos na moto, eu estava irritada pelo que tinha acontecido. Que saco, dá pra entender? Ele some e depois fica com raiva por que eu beijo outro cara, e ainda bate no coitado que não tinha nada haver com isso. Ele não tinha esse direito, não tinha mesmo. O vento batia forte no meu rosto durante o caminho, essa é a melhor sensação do mundo com toda certeza. Ele parecia estar correndo mais do que antes, eu sabia que ela estava chateado, muito chateado. Será que ele ficou com ciúmes? Claro que não, isso não faz o menor sentido.  Justin parou a moto em frente a minha casa.  Mas se quer desceu, tirei o capacete e dei nas mãos dele. Ficamos em silêncio, acho que não tinha nada pra falar.
- Desculpa, desculpa por ter espantado o seu paquera. - disse sem olhar pra mim- Desculpa por te deixar sozinha, por não deixar você beber, por não corresponder aos seus toques, desculpa por sei lá, acabar com o seu final de semana.
- Tá tudo bem. - falei quase num sussurro.- Nós vamos nos ver de novo não é? - eu não suportaria ficar sem vê-lo, era mais forte que eu. Porra como eu tinha medo de que isso acontecesse, não conseguia nem pensar nisso.
- Bom... - ele riu pelo nariz- Quem sabe posso te buscar na escola amanhã.
- Jura? - coloquei um sorriso nos lábios- Seria demais. Eu ia adorar, minhas amigas iam morrer de inveja e as bitches da escola também. Vai de Ferrari? Vai ser demais, e coloca aquela jaqueta de couro daquele dia.
- Você não existe mesmo Candi. - ele não parava de rir.- Pode deixar, você estuda no Jacksonville High School não é ?
- Como você adivinhou?
- Patricinhas estudam lá.
- Não sou patricinha- resmunguei.
- É sim, patricinha mimada.
- Para Justin!
- Tá, parei.
- Não quer entrar e conhecer o meu pai? Ainda tá cedo.
- Deixa pra próxima. -beijou minha testa e colocou o capacete.- Se cuida Candice.

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