domingo, 1 de setembro de 2013

Protected in Paradise



Capítulo 7 - I dont get it


Candi P.O.V
Meu cabelo estava destruído quando o Justin finalmente parou a moto em frente ao Parque de Diversões que aliás estava lotado. Eu simplesmente não conseguia parar de rir de tão feliz que estava. Sem contar que durante o caminho eu abracei ele com toda a intensidade e força que tinha enquanto o vento batia forte em nossos corpos causando arrepios.
- Candi não pira, seu cabelo tá lindo. - ele dizia enquanto mexia nele de forma desajeitada.
- Não pira? Ele tá uma merda. - admiti- Mas eu não me importo, você já me viu pior.
- É por isso que eu gosto tanto de você. - ele riu e pegou na minha mão, caralho quase infartei quando ele pegou na minha mão. - Nossa, você tá gelada.
- É o frio. - menti. Nos aproximamos do guarda volume aonde deixamos nosso capacete e o Jus guardou a chave no bolso.- E você tá quente.
- É o calor. -  e pela primeira vez na vida ele me olhou com malicia, juro que corei.- Ei, me dá 100 dólares de ingressos. - ele pediu para a moça da bilheteria me deixando completamente chocada.
- Uau. - exclamei- Vamos ficar a  tarde inteira aqui.
-Essa é a intenção gata. - ele riu, pagou o ingresso e depois seguimos para dentro do parque.
Foi incrível, serio. Nós brincamos em todos os brinquedos daquele lugar, só não nos mais fáceis, fomos nos mais perigosos mesmo, tinha um que você entrava em um labirinto cheio de monstros e a gente tinha que encontrar a saída. Foi horrível, horrível. Mas Justin me protegeu, quer dizer, só quando ele não estava rindo da minha cara de assustada. Quando nos demos conta já eram mais de cinco horas da tarde e agora sim o Parque já estava completamente lotado. Engraçado, não havia apenas crianças, tinham muitos, muitos jovens e adultos ali. É um lugar que honestamente não pensava muito em ir, os meus amigos geralmente fazem sociais no domingo na casa de alguém o que sempre termina em enxaqueca, muita ressaca e pegação. Mas ali, naquele momento, ele me mostrou o quanto pode ser divertido estar sóbrio, fazer coisas simples que não deixam de ser loucas.
- HA-HA-HA ! - ele gargalhava sem parar- Serio Candi, você precisava ver a sua cara quando aquele monstro jogou a corrente nos seus pés.
- Para de me zoar, se eu não tivesse de bota ia me machucar toda, já pensou como ficaria minha unha?
- Candice a corrente era de borracha. -ele não parava de rir.
- Mentira, não era não. Acho que eles vão querer me pegar de noite, vamos dormir lá em casa ai você me protege? - pisquei com cara de cachorrinho sem dono.
- Ótima piada Candi. - ele soltou minha mão se aproximando de uma banquinha de sorvete.- Você quer de que?
- Hum, morango? Uva?
- Uva é melhor por que é roxo.
- Oi ? - disse confusa.
- É a minha cor preferida. - ele explicou tirando 5 dólares da carteira que aliás estava recheada de dinheiro, fiquei impressionada.- Me dá dois cascões. Eu quero de flocos.
- A minha é amarelo. - disse sorrindo- E eu quero de uva. - o homem entregou o sorvete do Justin e logo depois o meu. Parecia que tinha umas vinte bolas de tanto que estava cheio, chega estava escorrendo cara.
Continuamos a caminhar pelo parque se deliciando daquele sorvete, eu amo sorvete, o que não falta na minha geladeira é aqueles potes enormes que minha mãe compra sempre. Eu me pergunto por que eu não sou gorda, fala serio, eu só como besteiras, é o tempo inteiro.  Acho que isso é de família por que a Stacy come mais que eu e é uma tabua.
- Você disse que seu pai queria me conhecer. - comentou se virando pra mim, havia um pouco de sorvete no canto de sua boca, involuntariamente levei minha mão até lá limpando, nós trocamos olhares, foi lindo demais cara, ele sorriu levemente- O que ele disse?
- Ah, disse que queria te conhecer por que você parece ser legal por que tem 21 anos. Eu não entendi nada até por que ele nunca fez questão de conhecer ninguém.
- Todos me amam. - falou convencido.
- Metido. - dei um soco no braço dele.- Quando formos embora você vai entrar e eu te apresento pra ele.
- É mesmo? Olha só, vou conhecer o prefeito de Jacksonville! - exclamou de um jeito engraçado, não pude deixar de rir.- Ele trabalha muito?
- O tempo inteiro, ás vezes é um saco isso, nossa, sexta o Obama vai jantar lá em casa e eu vou ter que estar lá enquanto eles falam sobre negócios, coisa chata. - reclamei.
- Serio? Meu Deus, Barack Obama? O presidente? - ele arregalou os olhos demonstrando surpresa.
- Não, Barack Obama o meu cachorrinho de estimação. - brinquei.
- Deveria ficar feliz, muitas pessoas gostariam de jantar com uma pessoa inteligente e importante perante a sociedade como ele.
- De importante já basta meu pai, e além do mais já conheci ele, ele é legal mas só conversam sobre política, isso não é nenhum pouco interessante.
- E sobre o que eles conversam?
- Ah, tipo o Obama ele quer saber como estão as coisas, como ele está administrando o dinheiro, essas paradas sabe?
- Entendi, e você sabe a resposta?
- Meu pai, ele faz tudo da melhor maneira possível. Ele sem dúvidas é uma raridade, são poucos os políticos que jogam limpo como ele, me orgulho disso.
- Imagino. - ele disse debochado.
- Que foi, você não acha isso? - o seu tom me irritou um pouco.
- Não é isso. - ele se corrigiu- Você entendeu mal, eu gosto do seu pai.
- Tudo bem. - nós paramos perto da saída. - Nós vamos embora?
- Você já quer ir? - ele parecia triste.
- Bom, já fizemos de tudo aqui.
- É, mas essa cidade é enorme, não é?
- Você tem razão, o que quer fazer?
- Eu escolhi o parque, agora é a sua vez.
- Tá rolando uma social na casa de uma amiga minha, a Alice, o que acha de irmos? - sugeri empolgada, ele parecia gostar de festas pois nos encontramos duas vezes assim.
- Eu não sei, você não se cansa de festa? Depois você começa a beber e...
- Não, eu não vou beber. Prometo. Vai ser legal sabia? A Stacy deve estar lá.
- Se você quer mesmo, então vamos. Mas se começar a beber eu vou embora tá? E não vamos demorar muito. - explicou pegando os capacetes no guarda-volume.
- Tá chato hein. - disse fazendo cara feia enquanto ele colocava o capacete em mim.
- Só estou de protegendo Candi. - ele sorriu e nós subimos na moto.
A casa da Alice não era muito longe dali, só ficava a meia hora mais ou menos. Justin corria na mesma velocidade de antes porém agora estava quase escurecendo. Quando chegamos na porta de entrada estava cheio de casais e turmas lá conversando, rindo, brincando, bebendo, fumando, o de sempre.
Todos pararam pra olhar quando me viram chegando com o Justin, ah aquela cara das garotas quando o viram era a melhor. E Justin pareceu se incomodar com o olhar dos garotos sobre mim pois passou a mão em minha cintura enquanto caminhávamos para dentro depois de eu cumprimentar algumas pessoas que conhecia.
Logo que adentrei avistei a Stacy parada perto da piscina conversando com o Noah, ele ameaçava joga-la lá dentro e ela ria alto daquilo dando beijinhos em seu pescoço. Ela gosta de provocar hein. Math estava sentado em uma poltrona de frente pra eles com cara de tédio, parece que nem a Sommers quis ele hoje hein. Mas isso era meio estranho, ela devia é não estar ali, isso sim. A cara de tedio se transformou em ódio assim que ele me viu abraçada ao Justin. Sorri levemente pra ele que continuou com a mesma cara, se levantou chutando o banco e saiu para o outro lado da casa. Pensei em ir falar com ele mas a Alice apareceu toda sorrisos para nos cumprimentar.
- Ali! - sorri abraçando-a- Você está linda.
- Obrigada gata, você tá um arrazo. - ela me mediu.
- Valeu. - agradeci- Esse é o Justin, meu...
- Namorado? - ela o mediu mordendo os lábios- Que isso hein Candi, quando foi que começou a comer bem assim?
- Alice! - reclamei rindo, nem consegui ficar sem graça.- Ele é só um amigo.
- Começa a compartilhar seus amigos comigo linda. - ela abraçou Justin que ria da nossa conversa.- Ó nem liga, sou louca que nem a Candi se eu não for mais que ela né.
- É mentira, ela consegue ser muito mais louca que eu. - me defendi rindo.
- Prazer tá? - ela beijou a bochecha dele. - Se der tira logo a virgindade dessa menina se não ela vai virar freira. - Justin a olhou incrédulo e eu finalmente tive a oportunidade de ficar sem graça. Mas isso não fazia o meu tipo, Ali e eu caímos na gargalhada. Depois de algum tempo ele conseguiu soltar uma risada também.
- Brincadeirinha, é brincadeira. - Ali não parava de rir- Depois ela te passa meu número, qualquer dia me liga gato.
- Que isso, ele é meu. - resmunguei.
- Como assim, não era só amigo?
- Tenho ciúmes!
- Não se preocupe eu não conto nada pra ela, pode ligar. - ela bateu em seu ombro- Bom, vou vou cumprimentar a Julie, ela acabou de chegar, fiquem a vontade.
- Não liga pra ela. - falei tentando parar de rir - Ela é assim mesmo.
Ele nem teve oportunidade pra falar nada pois a Stacy percebeu que eu estava ali e veio correndo na minha direção pulando em cima de mim do jeito de sempre gritando como uma louca, ela já estava completamente bêbada.
- Não acredito que você veio! - ela me apertava- Porra e trouxe o gostosão? - ela encarou Justin com cara de safada.
- O Justin? É, trouxe. - ela finalmente me soltou- Essa é a Stacy, minha prima.
- Prazer. - falou Justin.
- Agora é satisfação, o prazer só vem depois gato. - ela mordeu os lábios.
- Vai caçar o que fazer. - ri tirando ela de cima dele. - Justin não liga, serio.
- Olha, cuida bem da minha prima tá? Ela já me disse que você é um gostoso, agora eu tenho certeza, qualquer coisa só falar comigo, não deixa ela fazer besteira, só eu posso fazer isso.
- Stacy cala a boca, você tá bêbada.
- O Math tá ai, cuidado com ele viu? Tá com raiva de vocês.
- Tô nem ai. - dei de ombros- O idiota aqui é ele.
- Vamos sentar em algum lugar? - pediu Justin segurando minha mão.
- Claro, vamos lá pra dentro.- me virei pra Stacy- Depois a gente se fala.
- Tá, juízo vocês dois.
Caminhamos de mãos dadas para dentro da casa, por que nós sempre fazemos isso? A festa é mais louca lá fora, já estou sentindo falta disso. Mas foda-se eu estava com ele e me sentia bem assim. Justin se incomodava muito com as pessoas que nos paravam para falar comigo, e eu? Eu me incomodava com as minhas "amigas" que paravam só pra dar em cima dele. Fala serio. Quando entramos dentro da luxuosa mansão Justin fez questão de sentar em um dos sofás brancos de veludo, mas lá tava chato por que tinham pessoas se agarrando por todos os lados e ele nem se quer mostrava interesse em mim. Outra coisa, ele não me deixava beber.
- Isso não é justo, você pode beber e eu não. - reclamei cruzando os braços.
- Eu tenho 21 anos e você não. - ele tomou um gole de vodca.
- Justin todo mundo aqui tem menos de 18 anos e está bebendo, para de ser careta.
- O problema é que quando você começa a beber você não quer mais parar.
- Isso não é verdade, deixa eu beber, por favor, só um pouquinho. Se não quer que eu beba então não bebe também poxa.
- Você com essa carinha de cachorro sem dono...
- Te comovi foi? - me aproximei dele sorrindo sapeca.
- É, comoveu. - ele se afastou levantando-se do sofá e enchendo o copo de vodca- Toma, só por que sou uma pessoa muito legal.
- Por que você foge de mim? - ri pegando o copo das mãos dele.
- Quê? - ele ficou inquieto.
- Você... - levantei passando minha mão em volta de seu pescoço - sempre que eu me aproximo  você recua, é como se tivesse medo de mim. - mordi os lábios que estavam bem próximos dos dele que permanecia intacto- O que eu fiz pra você hein gatinho?
- Candice você não fez nada. - ele segurou meus dois braços me afastando e depois pegou seu copo de volta e saiu para fora.
- Justin aonde você vai? Espera, ai... Justin!
Merda, ele saiu. Por que ele fez isso? E por que eu estraguei tudo? É claro que eu sou apenas uma pirralha, ele não me vê como nada mais que uma amiga. Aliás eu nem sei por que ele me chamou pra sair,deve ser por dó, por que eu dei muito em cima dele, nossa como eu sou estúpida por pensar que eu poderia ser atraente pra um cara como ele, totalmente experiente, sexy e desempedido.  Ele jamais olharia pra mim com outros olhos. E agora eu acabei de estragar tudo de vez. Sai correndo para procura-lo mas alguém puxou meu braço me fazendo parar imediatamente...
- Me solta! - pigarreei olhando pra trás.- Math?
- Que isso gatinha, já se esqueceu de mim? - ele abraçou minha cintura.
- O que você quer? - rosnei olhando pros lados.
- Acho que seu amorzinho te deixou sozinha, e agora?
- Math cala a boca, ele não é meu amorzinho.
- Não foi o que pareceu ontem a noite, e você nem se quer atendeu o celular.
- Você nunca me liga por que resolveu me ligar ontem? Que saco você agiu como um idiota, você sabe disso, então não fala que a culpa é minha. - me soltei dos braços dele.
- Candi para com isso vai princesa, eu gosto de você poxa, não quero ver você com ele, a gente é tão perfeito junto, eu não queria ter feito aquilo.
- Você forçou Math, você sempre força! Você sabe, sabe que eu sou virgem, sabe que isso é um assunto delicado pra mim, mas você insiste nisso, sempre!
- Eu só faço isso por que você dá corda, vai me dizer que não fica toda molhada quando a gente tá se pegando? Qualé já deveria ter rolado a muito tempo.
- Você é muito idiota mesmo. - exclamei incrédula.- Faz um favor? Não fala mais comigo.
- Candi espera, você tá sendo muito infantil. - ele puxou meu braço de novo.
- Math me deixa em paz, serio. Se eu sou infantil por não querer transar com você então ótimo, eu sou infantil mesmo.
- Você vai se arrepender do que está fazendo. - ele me soltou- Eu juro que você não vai ser dele.
- Porra eu não tenho nada com ele, ele me acha uma pirralhinha idiota!- quase gritei.
- Nossa, você é mais inocente do que eu pensava. - riu debochado- Antes de tudo não se esqueça que ele é homem e que você não sabe nada sobre ele.
Eu queria xingar ele, bater nele, espancar ele mas eu não fiz nada. Apenas deixei ele sair achando que era o dono da razão. Garoto idiota. Mundo sem graça. E cadê o Justin? Ah claro, ele resolveu desaparecer e me deixar aqui sozinha. Que lindo isso. Andei por todos os lados mas nada de encontrar ele, que saco. Nem a Stacy eu vi mais, ela provavelmente estaria tendo uma loucura sexual com o Noah em um dos quartos da mansão. Por que somos tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo? Por fim decidi que ia chamar um táxi ir embora, por um lado era bom, pelo menos eu não ia chegar bebada em casa, pela primeira vez na vida. Assim que passei pelo portão notei que as pessoas que estavam lá quando eu cheguei agora estavam vomitando de tão bebadas. Fiquei pensando, será que eu fico assim? Parece tão ridículo. Revirei os olhos encarando aquelas pessoas quando senti alguém me puxar pela cintura. Olhei pra trás para ver quem era e me deparei com um garoto lindo dos olhos verdes. Nunca tinha visto ele na minha vida.
- Te conheço? - não sei se fui indelicada mas foi realmente estranho ver ele.
- Acabou de conhecer. - ele sorriu- Eu sou Ethan Parker gata.
- Ah, tá. Nunca te vi antes.
- É que não sou daqui, sou da Califórnia. - opa, isso estava começando a ficar interessante.- Sou primo da Alice mas eu confesso que ela nunca me disse que tinha uma amiga tão linda como você.
- Hum, obrigada, você também é muito lindo sabia? - estava sendo realmente sincera, o cara era um gostoso.
-Faço o que posso. - convencido u-u - Mas então, você é a Candice Mckenzie não é?
- Como você sabe?
- Tenho minhas fontes. - ele jogou fora a lata de cerveja que estava em suas mãos- Filha do prefeito e tudo mais.
- Prefiro ser apenas a Candi.
- Ok, Candi. - ele sorriu- Já estava indo embora?
- É, tenho aula amanhã. - apoiei minha mão em seu ombro.
- Mas você mal chegou e já vai embora? - ele acariciou meu rosto de forma delicada nivelando nossos olhares.
Beleza, tinha um cara gostoso dos olhos verdes da Califórnia me cantando e eu não ia fazer nada? É claro que eu ia, qualé, jamais deixaria de ser Candice. Tirei sua mão do meu rosto e puxei sua nuca colocando nossos lábios. Ele riu da minha atitude e me puxou pela cintura me deixando na ponta dos pés e colando totalmente nossos corpos. Sua língua quente invadiu minha boca me causando diversas sensações. De delicado aquele beijo não tinha nada, ele sulgava minha língua com intesidade travando uma batalha entre nossas bocas. Nossos corpos eram colados cada vez mais e eu podia sentir seu membro ereto pedindo pra sair de dentro de sua cueca. É isso que eu sempre faço, deixo os homens loucos, sei que é brincar com fogo mas no fim eu sempre saio bem dessa. Mas o nosso beijo foi interrompido quando alguém o puxou para longe, quando abri os olhos tudo que vi foi o seu olho roxo, ele estava caído no chão. Meu Deus, foi tudo tão rápido.
-  NÃO MEXE COM ELA PORRA! - resmungou Justin, pera ai Justin? Ele se aproximou de mim e me abraçou fortemente, ele estava desesperado.- Você está bem? Desculpa ter de deixado lá sozinha, eu tive que atender o celular.
- Eu achei que você tinha ido embora. - me afastei dele.- Por que você fez isso? - me agachei perto do Ethan- Você tá bem?
- Tô. - ele se levantou e começou a andar fuzilando Justin com os olhos.- Depois nos falamos, foi bom te conhecer. - ele tinha um sorriso triste nos lábios.
- Mas Candice ele estava te beijando, quer dizer, quase te estrupando né.
- Estuprando? - perguntei incrédula.- Justin eu beijei ele, não foi um estrupo.
- O que, você beijou ele? - rosnou indignado.
- Sim, é proíbido agora? Eu sou solteira, posso beijar quem eu quiser.
- Você saiu comigo e não com ele.
- Você me deixou sozinha.
- Eu já disse que precisava atender o telefone.
- E eu já disse que beijei ele por que eu quis.
- Beleza. - ele começou a andar em direção a moto.- Vamos embora.
Subimos na moto, eu estava irritada pelo que tinha acontecido. Que saco, dá pra entender? Ele some e depois fica com raiva por que eu beijo outro cara, e ainda bate no coitado que não tinha nada haver com isso. Ele não tinha esse direito, não tinha mesmo. O vento batia forte no meu rosto durante o caminho, essa é a melhor sensação do mundo com toda certeza. Ele parecia estar correndo mais do que antes, eu sabia que ela estava chateado, muito chateado. Será que ele ficou com ciúmes? Claro que não, isso não faz o menor sentido.  Justin parou a moto em frente a minha casa.  Mas se quer desceu, tirei o capacete e dei nas mãos dele. Ficamos em silêncio, acho que não tinha nada pra falar.
- Desculpa, desculpa por ter espantado o seu paquera. - disse sem olhar pra mim- Desculpa por te deixar sozinha, por não deixar você beber, por não corresponder aos seus toques, desculpa por sei lá, acabar com o seu final de semana.
- Tá tudo bem. - falei quase num sussurro.- Nós vamos nos ver de novo não é? - eu não suportaria ficar sem vê-lo, era mais forte que eu. Porra como eu tinha medo de que isso acontecesse, não conseguia nem pensar nisso.
- Bom... - ele riu pelo nariz- Quem sabe posso te buscar na escola amanhã.
- Jura? - coloquei um sorriso nos lábios- Seria demais. Eu ia adorar, minhas amigas iam morrer de inveja e as bitches da escola também. Vai de Ferrari? Vai ser demais, e coloca aquela jaqueta de couro daquele dia.
- Você não existe mesmo Candi. - ele não parava de rir.- Pode deixar, você estuda no Jacksonville High School não é ?
- Como você adivinhou?
- Patricinhas estudam lá.
- Não sou patricinha- resmunguei.
- É sim, patricinha mimada.
- Para Justin!
- Tá, parei.
- Não quer entrar e conhecer o meu pai? Ainda tá cedo.
- Deixa pra próxima. -beijou minha testa e colocou o capacete.- Se cuida Candice.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Protected in Paradise


Capítulo 6 - Damn, she is so fucking sexy


Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Protected in Paradise - Capítulo 6 - Damn, she is so fucking sexy

Candice P.O.V
Eu mal conseguia acreditar que eu tinha visto ele de novo e muito menos que nós iriamos sair. Ele está a fim, não está? Por que outro motivo ele me convidaria pra sair?
Mas é claro que ela está a fim, bom, ás vezes é como se ele me achasse uma pirralha, mas ao mesmo tempo é como se ele me desejasse. Eu não entendo mesmo é por que eu insisto em agir como uma maluca, uma criancinha de cinco anos de idade.

Passei pelo portão ao vê-lo desaparecer em alta velocidade dobrando a esquina. E mais uma vez eu entrava em casa toda sorrisos, quer dizer, como não sorrir? Aquele garoto é como o Paraíso e eu me sinto protegida com ele, olha só, ele sempre esta lá pra me defender, isso é incrível. Ele é incrível.Eu tinha saido de casa sem pedir permissão de novo e agora era a hora de enfrentar as consequências.
Meu pai não estava na sala e jamais estaria, já eram mais de três horas da manhã. Tirei o salto e subi as escadas com todo o cuidado possível. Havia apenas um silêncio inquebrável. Assim que entrei no meu quarto corri pro banheiro, eu precisava de um banho pra relaxar e acabar com aquela cara de bêbada apaixonada. Durante o banho me lembrava de Justin. Sabe quando você conhece um garoto muito lindo e fica caidinha? Sabe quando você quer fazer de tudo pra impressionar ele? Quando você quer se sentir sexy e tudo o mais? Então, era assim que eu me sentia em relação a ele agora, seríssimo, eu precisava muito que ele me desejasse tanto ou ainda mais do que eu o desejava.
Aqueles olhos cor de mel, aquela boca carnuda, aquele halito quente, porra como ele podia ser mais perfeito que isso? Eu não sabia quase nada sobre ele mas ao mesmo tempo sentia como se o conhecesse a anos. Dá pra entender? Não, não dá. Mas eu to apaixonada e isso sim eu entendo perfeitamente. Talvez ele me veja apenas como uma simples adolescente mas ai eu novamente penso, ele me chamou pra sair não é? Isso tem que ser um sinal, tem que ser um sinal.
- Se divertiu filha? - perguntou meu pai me pegando de surpresa quando sai do banheiro e entrei no quarto.
- P-pai! - gaguejei enquanto secava meus cabelos com uma toalha.
- Que foi, não esperava por mim? - ele estava olhando umas fotos escrotas que eu tinha tirado com a Stacy e a ridícula tinha revelado.
- Na verdade achei que o Senhor estivesse dormindo. - caminhei até o meu closet para trocar de roupa. - Eu já volto.
Merda, só por que eu achei que ia dormir sem ouvir um sermão? Estava bom demais pra ser verdade, e agora ainda seria pior por que eu sai duas vezes e as duas vezes voltei tarde uma vez que ontem nem em casa eu dormi. Mas eu só sai hoje por causa do Collin, aquele idiota acha que manda em mim, só que ele não manda porra nenhuma. Ás vezes nem meu pai manda em mim por que ele pensa que tem moral pra alguma coisa? Eu tenho vontade de socar a cara dele mas a Stacy não deixa. Coloquei um pijama rosa de elefantinho que eu amo e peguei uma pantufa parecida com o pijama. Meu quarto é divido em três partes, o banheiro, o quarto, e o closet, então ele é realmente muito grande.

- Não me respondeu, se divertiu muito? - quando voltei pro quarto ele estava sentado na minha cama vendo uma revista de homens gostosos que eu tinha guardado de baixo do travesseiro.
- Ei, me dá isso! - peguei da mão dele envergonhada e ele riu, em seguida guardei na última gaveta da minha escrivaninha.- A Stacy esqueceu aqui.
- Entendi. - falou irônico- Ela esqueceu isso também? - ele me mostrou duas camisinhas que estavam de baixo do meu lençol.
- É-é, eu não sei como isso veio parar aqui. - não conseguia acreditar que a lesada tinha deixado aquelas duas camisinhas ali, eu já estava ferrada o suficiente não precisava disso.
- Que isso filha, a Stacy deve ter esquecido.
- Nossa, irônia mandou lembranças. - peguei as camisinhas e joguei no lixo ao lado do computador, eu não ia usar isso mesmo.
- Mas se for sua, fico feliz que esteja se protegendo.
- Olha aqui pai, eu posso fazer besteira, sair por ai, beber, acabar com o seu nome, essas coisas que o Senhor odeia e tudo mais, só que eu não sou uma vadia, e eu sou virgem tá? Isso eu posso garantir. - explodi.
- Candice eu não falei isso. - ele ficou sem graça e suspirou dando dois tapinhas no colchão indicando que eu deveria me sentar ali, bufei e assim o fiz. - Olha eu só queria conversar.
- Me desculpa, eu sei que agi mal, eu não devia ter ido, eu sei, sei disso mas porra eu não aguento essa vida de ser perfeita, de fazer tudo certo, que saco.
- Não quero que você seja perfeita, só não quero você em todos os noticiários, a filha rebelde do prefeito ataca mais uma vez, isso não é bom pra minha imagem Candi.
- Então você não vai brigar, não vai me dizer que sou a pior filha do mundo e gritar comigo como todas as vezes? - arqueei a sobrancelha- Não vai colocar um monte de grandalhões me seguindo o tempo inteiro?
- Não, eu não vou fazer isso. Você já tem 17 anos e sabe o que faz, eu já te ensinei o que é certo e o que é errado, então eu vou deixar você cuidar da sua vida. - ele desviou o olhar me deixando impressionada, aquilo não era nem de longe o meu pai.
- Tem certeza? - estava desconfiada- Estranho hein Senhor Thomas.
- Candi eu já contratei dezenas de seguranças, me diz, adiantou alguma coisa? - ele andava de um lado pro outro.
- É, acho que sou Rebelde demais pra ser a filha do prefeito.
- Não é isso, só acho que precisa pensar mais antes de fazer as coisas. - ele finalmente parou de andar e me encarou- Eu amo você Candice, e eu quero o seu bem.
- Eu sei , me desculpa. - suspirei- Mamãe já voltou?
- Ela foi pra casa da sua vó em LA.- abaixou os olhos tristemente.
- Sinto muito. - disse com sinceridade.- A culpa é minha.
- Tá tudo bem, ela vai voltar sexta por que temos um jantar com o Barack Obama.
- Vai ser aqui? - perguntei tediosa.
- Sim, espero que se comporte bem mocinha.
- Mas pai, justo na sexta? Porra, sexta é dia de Festa. - reclamei.
- É, não é todo dia que o presidente dos Estados Unidos vem a sua casa sabia?
- Eu já enjoei da cara dele. - admiti emburrada.
- Não interessa, você vai estar lá sendo meiga e fofa como sempre. - nós dois rimos- Eu realmente achava que você fosse um anjo quando nasceu.
- Ei, eu ainda sou um anjo. - prostetei cruzando os braços- Só que eu cresci.
- Crescer tudo bem né, mas não precisava sair por ai deixando seu pai com os cabelos em pé.
- Desculpa. - ri pelo nariz- É que essa coisa de ser filha do prefeito ás vezes me irrita, serio, é um pé no saco, sei que é o seu trabalho mas eu não queria fazer parte disso. Queria fosse apenas o meu pai.
- Não tenho tempo pra vocês como antes, sinto muito, essa é a realidade agora. - ele passou o braço no meu ombro e beijou minha testa- Mas você é a minha princesa, sempre será assim. Farei de tudo pra te proteger, eu prometo.
- Obrigada pai. - retribui o abraço- Você é o melhor do mundo, não sei como me aguenta.
- Ah, tem que ser muito corajoso pra conseguir isso.
- Ei. - reclamei beliscando seu braço levemente.- Eu não sou tão ruim assim.
- É, só um pouquinho. - ele brincou- Como foi a festa?
- Ah, foi legal. Sai cedo demais de lá, um amigo me deixou em casa.
- Que amigo? - ele parecia curioso, estranhei, ele nunca me perguntou sobre meus amigos.
- Um amigo ai, o nome dele é Justin, aliás será que posso sair com ele amanhã? É durante o dia pai, por favor, deixa. - implorei mesmo sabendo que a resposta seria 'não' e isso se não ficasse de castigo pra sempre.
- Bom... - ele se levantou a caminho da porta e então se virou para mim- Se não for tocar fogo em nenhum lugar, fazer sexo ou fumar maconha acho que pode ir sim.- gargalhei e corri pulando em seu pescoço com o meu melhor sorriso, ele se assustou de inicio mas logo retribuiu o meu abraço. Como ele pode ser tão legal depois de tudo? Meu pai é o melhor do mundo. - Boa noite pequena, dorme com Deus.
Justin P.O.V
O dia amanheceu, me lembrou o maldito depertador que eu tinha esquecido de desativar já que era apenas um domingo, um domingo. Levei minha mão até ele desligando-o sem se quer virar a cabeça pro lado, minhas pálpebras pareciam pesar toneladas e eu não queria de jeito nenhum sair da cama. Acabei adormecento de novo.

Abri os olhos com dificuldade e encarei o relógio na minha frente, eram onze horas, porra onze horas. Me espreguicei uns quinze minutos até me levantar. Meu celular denunciava algumas chamadas não atendidas da minha mãe e outras do Chaz. Nem me importei, tudo que eu queria era tomar um banho, escovar os dentes, almoçar e depois ir buscar a Candi. Cara, como ela conseguia ser tão linda? Aqueles olhos azuis, meu Deus, eles são totalmente hipnotizantes. Eu sabia que não deveria agir assim,  pensar assim, mas era mais forte que eu, é algo que eu sinto e não dá pra negar.
Atração, atração por essa garota maravilhosa que não tem medo de curtir a vida por ai. Tudo bem que ás vezes ela exagera mas o que realmente me encanta é que ela consegue fazer tudo o que ela quer sem deixar de ser apenas uma garota indefesa, ingenua, sonhadora, meio maluca e meio sapeca. Uma das coisas que eu mais admiro em uma menina é o senso de humor, e vamos combinar que isso ela tem de sobra. Quando converso com ela sinto que poderia fazer isso todos os dias, por horas e ainda teriamos assunto. Ela definitivamente me faz bem e isso pode ser completamente errado mas ainda assim, eu sinto.
Sai do banheiro depois de um longo banho, vesti uma roupa bem bonita, eu gosto dessas paradas de andar bem arrumado, acho que isso é essencial. Também tenho mania de arrumar o cabelo, mexer nele, é inevitável, assim como gosto de passar a língua nos lábios. Fiz um macarrão instantaneo pra almoçar, que da hora, odeio quando chega fim de semana e a Nanny não está em casa pra fazer a minha comida deliciosa, e é quando sinto mais saudades da mamãe e da vovó que fazem o melhor macarrão a bolanhesa do mundo. Estava quase terminando de comer quando meu celular começo a vibrar no bolso esquerdo, o nome na tela me dizia que era o Chaz, atendi com a boca cheia.

- Hm... Oi Chaz! - estava mastigando.
- Oi cara, até que em fim você atendeu. Tá tudo bem?
- Tá, cheguei tarde ontem e por isso acabei de acordar. - peguei a vasilha e coloquei dentro da pia.
- Ah, aonde você foi? Deu tudo certo?
- Deu, mais que certo. - estava a caminho da sala- Ele confiou completamente em mim e mano, o salário é enorme...
- Eu te disse, o cara paga bem pra caralho.
- Mas o que adianta se é com dinheiro público. - lamentei me sentando no sofá.
- É ai que fode né, mas me diz, e a filha dele?
- Tive que ir em uma festa que ela estava,  marcamos de sair hoje, vou pegar ela agorinha. Mas ficou combinado de ela não saber que eu sou o segurança dela.
- Serio isso? - ele estava surpreso.- Ela é uma gata né?
- Muito cara, você não faz ideia. - disse malicioso, sabia que meus olhos brilhavam.
- É, mas nem inventa. - ele riu- Não quero encrenca com o Thomas, você precisa descobrir tudo, tudo tá?
- Não, relaxa, vai dar tudo certo cara. Mas eu esqueci de contar uma coisa ontem...
- O que?
- Eu já conhecia ela, na verdade, conheci ontem, só que mais cedo.
- Como assim?
- Lembra quando me ligou ontem de ontem a noite? Eu tava saindo de uma boate, ai do nada ela se jogou na frente do meu carro, estava bêbada, ai trouxe ela pra minha casa, no outro dia levei ela pra casa ela. Mas nem imaginava que ela era filha dele, nós até trocamos telefone. Juro que fiquei abismado quando o Ryan me contou quem era ela.
- Caralho! - disse surpreso- Isso é bom?
- Isso é ótimo. -afirmei- Ela gosta de mim, ela está tentando me impressionar, está na minha mão, vai por mim.
- Ui, tá bom senhor convencido.
- Não é isso cara, - estava rindo- mas acredita que ela me disse que tinha 19 anos? Uma pestinha mesmo, o foda é que eu não consigo ficar perto dela sem notar o quanto sua beleza é radiante, ela é incrível, não é como dizem por ai, é só o jeito dela.
- Iii, vê se não se apaixona por ela hein Bieber. - ele pediu com uma voz seria, está completamente louco, jamais me apaixonaria por ela.
- Não viaja, só acho ela gata, legal, e divertida. É bom passar um tempo com ela, nada demais.
- Espero que descubra muitas coisas sobre o Mckenzie, comece a ver isso o mais rápido possível.
- Relaxa, vai ser moleza.- liguei a TV- Reunião amanhã de manhã?
- Sim, ás nove horas, adeus semana de ferias Bieber.
- Adeus mesmo por que vou ter que buscar ela na escola ao meio dia. - reclamei e ele riu.- Então a gente se fala depois, falou.
Desliguei o celular e fiquei procurando um canal que prestasse mas nenhum parecia realmente me agradar, só estava passando sobre esportes e eu já sabia de tudo, os filmes já tinha assistido todos e aqueles programas de mulherzinha não me agradavam nenhum pouco. Bufei e acabei desligando a TV. Corri até o quarto e ao abrir a janela percebi que estava frio lá fora, peguei uma jaqueta e as chaves da minha moto. Sim hoje eu iria de moto. Na minha suzuki vermelha, sou completamente apaixonado por essa moto porém quase não uso ela. Mas já que ela gosta de adrenalina então lá vamos nós. Abri uma das portas do guarda roupa e peguei dois capacetes, depois tranquei a porta e sai.
- Boa tarde Justin. - murmurou a gostosa da Spencer do 310, nossa cara, com ela é boa, transei com ela uma vez que ela foi até o meu apartamento fingindo querer uma xícara de açúcar, porra se quer que eu coma só pedir não precisa disso. Mas eu entendi o recado. Ela tem uns peitões, pena que é silicone. Superficial demais, só pra comer mesmo. Ryan tá comendo ela de vez em quando, ela tem uns 24 anos se não me engano.
- Spenc! - exclamei sorridente e ela beijou minha bochecha deixando a marca de batom vermelho e de seus lábios carnudos e molhados.- Acordou agora também?
- Sim, mas tô a fim de voltar a dormir, só vou colocar o lixo pra fora. - notei a sacola branca em sua mão. - Já almoçou? Acabei de fazer uma torta de frango deliciosa.
- Nossa, parece tentador, mas acabei de almoçar. - daria tudo pra ela ter me dito isso antes, uma vez comi uma torta de frango que ela fez, porra é uma delicia.
- Ah, que pena. Quando quiser almoçar pode ir lá em casa viu. - falou sorrindo maliciosa.
- Claro, apareço por lá. - garanti. - E o Ryan?
- Ah, ele não me liga há duas semanas. - ela revirou os olhos- E não responde minhas mensagens.
- Ele anda muito ocupado na faculdade. - menti para ajuda-lo.
- Eu não sei, nem me dizer aonde ele trabalha ele diz, cara, é como se ele me escondesse algo sabe? Ele nunca está aqui quando eu preciso.
- Relaxa Spenc, é só o Ryan lembra? Ele sempre volta. - o elevador finalmente parou no primeiro andar.
- Eu sei, mas se ele ficar assim pra sempre vai chegar um momento que eu não vou estar aqui pra ele. - nós saimos do elevador.-
- Vou falar pra ele te ligar, acho que vou ver ele hoje. Tenho que ir, até mais Spenc. - acenei pra ela e ela me puxou me dando um selinho rápido, ela sempre faz isso. Ri pelo nariz e segui até o estacionamento.

Eu tinha que pagar uma taxa enorme de estacionamento por que eu tenho três motos e cinco carros, sem contar umas duas bicicletas e alguns Segways por que eu gosto muito. Eu quero ter uma coleção de carros, eu sou completamente apaixonado por eles. Encontrei a minha moto no meio de tantos carros e a arrastei com as mãos até ter espaço para liga-la. Charlie abriu o portão com o controle remoto e eu acenei com a mão enquanto saia dali.
De moto era bem mais rápido, levei bem menos tempo para chegar até a casa da Candi. Eu estava quase voando, minha carteira foi grampeada umas cinco vezes mas eu sou do FBI né fazer o que, sempre vou tê-la de volta limpinha pra mim. Ok, isso soou diabólico. Parei a moto na frente da casa dela e desci colocando os capacetes no guidon. Dessa vez os seguranças me deixaram passar de imediato. Quando estava passando pelo Jardim vi ela saindo pela porta da sala de estar. Meu Deus, como ela estava linda com aquela roupa que a protegia completamente do frio.  Parecia uma princesa, ela definitivamente é a garota mais linda sexy e tudo que há de elogios nesse mundo. E só pra completar ela abriu aquele sorriso que me deixa bobo levantando uma das pernas e abaixando sua mão mostrando ser uma mocinha meiga. Eu ri daquilo e logo estava bem próximo dela. Antes que eu dissesse algo ela pulou no meu pescoço enchendo o mesmo de beijinhos, ela pega intimidade rápido, ela é contagiante, inacreditável.
- E ai gostosão. - ela riu me soltando.- Desculpa, me empolguei.
- Você está linda sabia! - falei com sinceridade.
- Gostou? - ela riu dando uma voltinha- Meu pai acabou de me falar isso, aliás ele quer te conhecer. Acredita que ele nem brigou comigo ontem?
- Serio? - tentei parecer surpreso.
- Juro, eu fiquei impressionada. E ele me deixou sair com você antes que pense que estou fugindo. - nós caminhávamos em direção ao portão.
-  Nem pensei nisso ta? - coloquei a mão nos bolsos, estava gélido.- Está animada?
- Mais que animada, aonde nós vamos?
- Parque de Diversões, achei a sua cara sabia.
- Nossa, eu amo. - ela riu e passou seu braço em minha cintura- Vou adorar. Pera ai, nós vamos de moto? - levou a mão a boca assim que viu a moto. - Não acredito!
- Surpresa! - murmurei pegando o capacete dela.
- Que demais! - ela sorriu maravilhada e pulou em cima de mim de novo em vez de pegar o capacete que quase caiu- E ainda trouxe capacete rosa?
- Sim, minha mãe usava ele de vez em quando, mas em outra moto, ela nunca teve coragem de andar nessa.
- Eu sou maluca por ter coragem então? - ela riu sapeca colocando o capacete.
- Você é maluca simplesmente por aceitar sair comigo Candice. - coloquei o meu capacete e ambos subimos na moto a qual eu dei partida a 140 km por hora.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Protected in Paradise


Capítulo 5 - Take You Home


Justin Bieber P.O.V
Sentados naquele sofá de couro extremamente confortável e curtindo a música que ficava mais baixa dentro de casa. Casais subindo e descendo dos quartos a todo momento, dá pra imaginar as fantasias sexuais que estavam sendo realizadas lá em cima agora. Candy e eu estávamos tomando mais uma dose de Jack Daniels e eu não sei se é impressão minha mas ela estava tentando me impressionar. Até me dizer que era a melhor filha do mundo ela disse que era. Insiste em dizer que tem dezenove anos, ela quer fazer parecer que é uma mulher muito bem entendida e eu acho que posso usar isso ao meu favor, mas o que fode com tudo é a beleza dela. Ah e como fode! 
– Mas então, seu pai sabe que está aqui? – tomei um gole do drinque.
– Claro que sim. – afirmou ela, assentindo – Na verdade ele nem briga tanto assim é só que...
– Ah, não? Você tem dezenove anos, não dá pra entender. – provoquei.
– Bom, talvez eu não tenha exatamente dezenove anos sabe... – disse ela, dando um sorrisinho.
– Sério? Então vai fazer daqui há um mês? Sei lá.
– Esse papo de idade é chato, me fala mais sobre você. – ela cruzou suas belas pernas mais próxima a mim.
– O que quer saber?
– Tudo. Do que você trabalha?
– De nada.– falei de imediato – Quer dizer, eu vim pra cá por causa da faculdade sabe.
– É mesmo, faculdade de que?
– Direito! Já estou no quinto período.
– Vai ser advogado? Isso é demais.
– Estou pensando em delegado, o que você acha?
– Seria um delegado gostoso! –  ela abriu um sorriso sexy.
– Acha mesmo?
– Tenho certeza gato. – desviei o olhar e coloquei mais uma dose de uísque – Então não conhece a Sommers?
– Não, eu conheci ela hoje.
– Nunca tinha te visto nas festas dela aliás em nenhuma desde ontem.
– É que eu não curto muito esse tipo de festa. Acho que tem muitas crianças, sabe?  Quer dizer, a maioria aqui deve ter uns dezessete anos no máximo. – provoquei novamente.
– É, realmente. – ela gaguejou – Mas sabe, eu adoro pessoas mais novas.
– Eu não, pessoas mais novas não pensam direito.
– Isso não é verdade, tem pessoas de dezessete anos que são super maduras.
– É mesmo, quem por exemplo? Ainda não conheci ninguém assim.
 Ela jogou a cabeça pra trás e riu, acho que já percebeu tudo.
Garota esperta
Candice se levantou e caminhou até o armário a nossa frente que tinha um estoque de bebidas importadas. Com certeza os melhores uísques, as melhores tequilas e as melhores vodcas. Sua blusa estava caída nos ombros o que a deixava ainda mais sexy sem contar que aquele short realçava o seu bumbum, nem vou comentar sobre aquelas madeixas cor de ouro. 
– Você sacou né? – a garota sensual riu divertida enchendo o copo de Grey Goose  – Quer desse? É bem melhor, desce congelando.
– Não, obrigada. – desviei o olhar.
– Eu sei que me acha uma maluca mas eu não falei a minha idade por que ai você ia perder totalmente o interesse de uma vez só. – seus olhos estavam tristes quando ela se sentou ao meu lado novamente – Olha eu te achei um gostosão, sério, seus olhos são realmente lindos. Desculpa, acho que já estou bêbada.
– Faz muito tempo que você está bebendo? – segurei seu braço, ela parecia estar tonta.
– Mais ou menos, é que isso é forte. – tomou um gole.
– Então para de beber. – peguei da mão dela e coloquei em cima da mesa.
        – Qualé, eu posso beber isso sabia?
– Não, você não pode! – disse ríspido – Você é menor de idade!
– Quem disse?
– Suas atitudes te entregam.
– Eu não pareço sexy o suficiente pra você? – ela se levantou – Diz, o que uma garota dezenove ou vinte anos tem que eu não tenho? Sabia que eu posso fazer amor muito mais gostoso que elas?
– Ah meu Deus, não é nada disso. – falei sem graça.
– Você não gosta disso? – ela levantou a blusa deixando a mostra seus seios fartos dentro do sutiã – Diz Justin, você não gosta? – tentei desviar os olhos – Vamos, me diz. – ela levantou minha cabeça novamente.
– Por favor, Candy, para com isso. – pedi aos prantos enquanto ela subia sua blusa.
– Droga, eu estou horrível, você deve me achar uma puta.
– Eu não te acho uma puta. – segurei-a para que ela não caísse. 
Ela estava completamente descontrolada, essa garota é muito sem noção. Percebi que teria um longo trabalho, além de conseguir provas contra o pai dela ainda teria que me esforçar muito para que ela não cometesse uma besteira cada vez que respirasse.
Ela caiu sentada no sofá assim que um garoto chegou me empurrando. Era um musculoso metido a playboy com cara de mal, isso não me assustou nenhum pouco. 
– Qual é a sua cara? – o empurrei de volta.
– O que fez com ela? – ele se agachou perto da Candy – Você está bem Candice?
– Sai daqui Math! – ela pediu meio zonza– Eu quero ficar com ele.
– Quem é esse desgraçado? – ele perguntou irritado.
– Não interessa! Me deixa em paz! – ela se levantou e se jogou nos meus braços – Me leva pra casa?
– Você tá louca Candy? Nem conhece esse idiota. Você prometeu que hoje a gente ia lá pra casa fazer aquelas coisas, você prometeu Candy! – o estava furioso e começou a puxa-la.
– Me solta, me solta! – ela pediu assim que ele segurou seu braço com força – Math você tá me machucando!
– Não vai sair com esse mané, você nem conhece ele, ele pode abusar de você sabia?
– Do mesmo jeito que você tenta fazer todos os dias? Me solta caralho!
– Não ouviu o que ela disse? – fechei o punho, odiei ver aquele imbecil segurando ela assim.
– Não se intromete cara, vai acabar se fodendo.
– Quem vai se foder é você se não soltar ela agora! – saquei a arma da cintura sem pensar duas vezes. 
O garoto arregalou os olhos assim como a Candy.
 Ambos ficaram estáticos sem mover um músculo. A música lá fora impedia que as pessoas ouvissem a discussão. É claro que eu não ia atirar naquele verme, só queria assustar ele. Ele não pode sair por ai forçando a barra com toda mulher gostosa que ele ver pela frente.
 Ele tem uma cara daqueles idiotas que conquistam princesinhas inocentes pra tirar a virgindade delas e depois esquecê-las como se nunca tivesse as conhecido. 
– Tudo bem, tudo bem cara, calma. – ele a soltou e levantou os braços em sinal de paz.
– Vaza daqui vagabundo! – rosnei e ele saiu correndo completamente assustado. 
Guardei a arma de volta a cintura e abracei Candy que tinha uma mísera lágrima escorrendo pelo rosto. Dá pena ver uma garota tão linda chorando. Ela afundou sua cabeça em meu peitoral ainda em choque. Eu não sei por que, mas aquele instinto de proteção tocou em mim naquele momento, puta que pariu, eu sentiu uma raiva tão grande daquele garoto, só de imaginar ele tentando abusar da inocência extrema dessa maluca eu já sentia vontade de socar a cara dele e quebra-lo em pedacinhos.
 – Relaxa, já passou. – beijei o topo de sua cabeça – Vou levar você pra casa.
Ela me olhou e forçou um sorriso completamente sem vida concordando. Eu gosto mais quando ela está me dizendo coisas sem escrúpulos sem se preocupar, gosto mais quando ela está gargalhando como uma típica garota americana rebelde.
Passei meu braço no seu ombro e ela passou o dela na minha cintura e caminhamos até a saída juntos. As pessoas nos olhavam com curiosidade, algumas garotas com ódio, são estranhas, era como se eu fosse uma espécie de "refeição" da noite. Essas meninas precisam de mais juízo. O tal Math me olhou com ódio assim que nos viu saindo, a garota que estava com a Candy na noite passada deu um passo para vir até nós, mas outro cara a impediu.
 – Essas garotas devem estar me odiando. – ela riu pelo nariz – A atração principal teve que ir embora por causa da bêbada maluca.
– Que isso, amigos são pra essas coisas. 
Ela sorriu e finalmente chegamos ao meu carro que estava no meio de tantos outros, a maioria luxuosos e esportivos.
Aquela garotada é realmente insana. Alguns garotos se drogavam sentados na grama, umas meninas estavam fumando cigarro e... Espera, eu acabei de ver duas lésbicas se beijando? Desviei o olhar e abri a porta do carro sem soltar a Candy que poderia cair caso eu fizesse tal ato.
 Ela se sentou no banco de passageiro e abaixou a cabeça tapando-a com a palma de suas mãos. Dei a volta e entrei no carro. 
– Eu só faço merda. – ela sussurrou triste quando eu dei ré pra sair dali.
– Para com isso, essas coisas acontecem. – tentei confortá-la.
– E aqui estamos nós de novo menos de vinte e quatro horas depois.
– Da próxima vez eu vou começar a cobrar. – falei rindo e consegui arrancar um sorriso dela também, sem dúvidas um dos sorrisos mais lindos.
– Justo. – disse levantando a cabeça – Sabe, esquece aquelas coisas que eu disse tá.
– Que coisas? Não, tudo bem...
– Tipo, você é gostoso, mas tipo...
– Esquece tá tudo bem. – nós ficamos sem graça.
– Sabe, desculpa ter mentido pra você sobre a minha idade também.
Ela tirou o salto.
– Relaxa, isso é normal. 
Ela tirou sua bolsa que estava no seu braço esquerdo e a abriu tirando de lá um batom e um espelho no qual retocou. Então ela balançou os cabelos de forma sexy os ajeitando ao mesmo tempo em que pressionava os lábios para espalhar o batom. Tentei desviar o olhar, mas era quase impossível, então ela colocou a bolsa em cima do porta luvas. 
– Achei que não tivesse namorado. – murmurei tentando parecer descontraído – Mentiu sobre isso também?
– Não, ele não é meu namorado. Ele é o Math.
– Encrenca?
– Total, o cara quer me foder há uns cinco meses. Só pego ele por que ele é gostoso e também por causa da Sommers, ela é louca nele, mas ele nem dá moral pra ela.
– Entendo. – na verdade eu estava assustado, como uma garota de apenas dezessete anos pode ter esses pensamentos?
– Mas eu não gosto dele. Sei lá, acho que ele força demais. Eu sou virgem sabe... – arregalei os olhos e assenti tentando me controlar, meu Deus é como seu voltasse a minha adolescência – E eu não acho que seja a hora certa, o cara certo, sei lá, eu não penso como as minhas amigas em relação a isso.
– Tagarela. – brinquei tentando mudar de assunto.
– Você me acha careta por ser virgem? – o sinal estava fechado, ela me olhava com aqueles belos olhos azuis, virei a cabeça respondendo ao olhar.
– Você é uma raridade Candice! – desviei os olhos do volante antes que o sinal se abrisse e olhei pra ela – Devia se orgulhar disso.
 Ela abriu seu melhor sorriso e abaixou a cabeça, sim ela é inocente. Você precisa ter paciência com ela, por que se você tiver isso meu caro, você vai conhecer o melhor lado dela. Sim, ela é uma raridade e eu estou começando a vê-la com outros olhos. Não olhos maliciosos, mas olhos admirados. Admirados não somente por sua beleza, mas também por seu jeito sincero, espontâneo, ousado e louco, tudo ao mesmo tempo. Apesar de todo esse drama, de toda a insanidade, apesar de tudo ela ainda é apenas uma garota carente, carente de carinho. 
– Sem chances de você me levar pra sua casa?
– Não faça essa carinha, não vai rolar hoje.
– Por quê? Ontem foi tão legal.
– Esqueceu que você tem um pai? Uma mãe? Eles devem estar preocupados.
– Eu posso ligar e dizer que vou dormir na casa de uma amiga.
– Não precisa disso, você vai pra casa.
– Mas eu odeio aquela casa. – resmungou batendo o pé.
– Só por que o seu pai é o prefeito? – ela me olhou chocada – Não, tudo bem você ter mentido sobre isso também, pensa por um lado, pelo menos o seu nome é Candice mesmo.
– Desculpa. – ela abaixou a cabeça envergonhada – Eu estraguei a sua noite de novo não é?
– É, você estragou. – concordei assim que parei o carro na frente daquela mansão – Mas o que acha de estragar o meu dia também?
– Como?– perguntou confusa.
– Saindo comigo amanhã, isso se você não tiver planos mais ousados.
Ela me surpreendeu agarrando o meu pescoço soltando uma risada alta. Depois do susto finalmente consegui retribuir o abraço. Poucos segundos depois ela me soltou sem tirar aquele sorriso perfeito dos lábios. 
– O único plano que tenho amanhã é o de sair com você.
– Nove horas da manhã? – ri pelo nariz.
– Tá louco?
– Brincadeira, pode ser depois do almoço?
– Pode, eu vou te esperar. – ela beijou minha bochecha e saiu do carro.
– Eu estarei aqui. – disse a ela, e dei partida no carro. 
Foda-se o resto do mundo, ela tem algo que me agrada, algo que a diferencia de todas as outras.
 Ela é uma princesa que come com talheres sujos.

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Continua??
Gente vcs viram a música do Justin com a Miley Twerk?? eu to muito viciada.