quarta-feira, 23 de outubro de 2013

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Capítulo 17 - Jealous




 


Justin P.O. V
Era um feriado de segunda-feira muito chato. Eu mal tinha conseguido levantar da cama de tanto sono que estava eu só queria poder dormir a manhã inteira. Mas eu precisava falar com o Chaz sobre o que tinha acontecido sobre eu e a Candice estarmos juntos. Quer dizer, é oficial não é? Não tem mais como fugir disso, não importa qual seja o meu papel aqui, eu me apaixonei por ela, nós nos completamos e não tem como mudar isso. E apesar de ela não ter me deixado puto da vida ontem quando não me deixou entrar em casa eu não conseguia sentir mais raiva de nada. Eu só estava com saudades, com muitas saudades de sentir os lábios dela no meu, por que isso é algo completamente viciante. Antes de ligar pro Chaz pedi um lanche na padaria da esquina, a Candi que começou com essa história de padaria, eu sempre como qualquer besteira que tenha no armário, mas bem que estou gostando dessa coisa de café da manhã reforçado todos os dias. No momento em que peguei o celular pra ligar pro Chaz ele começou a tocar de forma gritante nos meus ouvidos e era Candi, parecia até telepatia.
- Alô! - atendi ainda assustado com o barulho repentino.
- Bom dia amor. - sua voz soou doce como a de um anjo.
- Bom dia Candi! - suspirei cansado me sentando no sofá- Que milagre é esse você acordando cedo?
- Nada, é que eu não consegui dormir essa noite.
- Por quê?
- Eu estava pensando em nós. - foi impossível não sorrir ao ouvir aquilo.
- Hum, em nós é? - tentei parecer seco- E o que você estava pensando?
- Que a gente nasceu um pro outro.
- Ah...
- Você não acha?
- Candice você não pode fazer aquele showzinho e depois vir falar comigo como se nada tivesse acontecido, quando você está um relacionamento as coisas não funcionam assim.
- Não foi um showzinho! - ela se defendeu- Eu só não queria parecer frágil pra você, mas foi exatamente o que aconteceu, Justin eu não quero te perder então toda vez que eu estiver prestes a agir como uma idiota eu vou recuar tá bom?
-Você pode ser você mesma por que eu te amo de todo o jeito.
-Tudo tem um limite! - ela aumentou o tom - Mas eu não quero falar sobre isso, eu liguei por que estou com saudades, liguei pra pedir desculpas, eu só queria ouvir sua voz...
- Você já tomou café da manhã?
- Ainda não. - respondeu num suspiro- Na verdade ainda estou na cama.
Dei risada.
-Eu sabia. - troquei o telefone de ouvido - Vem lanchar comigo? Eu já pedi...
- Já tô indo gato, só vou me trocar! - ela disse empolgada assim de repente.
- Eu ainda tenho que me acostumar com as suas mudanças de humor. - ri pelo nariz- Tô te esperando, aliás, quer que eu vou te buscar?
- Não precisa, o motorista me leva.
- Ah tá, esqueci que a mocinha tem motorista particular. - disse com uma voz provocativa.
- Você é muito chato Bieber! - falou rindo.
- Eu digo o mesmo de você Srta. Mackenzie!
- Vou desligar seu insuportável, te vejo agorinha.
- Te amo feiosa, vem logo. - desliguei o celular com aquele sorriso bobo de sempre.
Eu fico muito bleh quando estou apaixonado. Sério, é tipo um saco você ficar pensando em uma pessoa vinte e quatro horas por dia, ficar tentando imaginar como essa pessoa está o que ela está fazendo, se ela está pensando em você e quando vai vê-la de novo, você fica relembrando os momentos com ela e desejando que tudo dure pra sempre e que dê tudo certo no final. Logo você já está certo de que ela é a mulher da sua vida e você já pode até imaginar como seriam os filhos que você tem certeza que vai ter com ela no futuro. É assim que sempre acaba, você rindo sozinho como um idiota por que ela te pegou de jeito, ela virou a sua cabeça, te enfeitiçou e agora, agora o sorriso dela é tudo que te importa, agora você vive pra fazê-la feliz, só pra isso e mais nada. Por que é tudo sobre ela. Tinham passado apenas dez minutos desde que desliguei o celular e quando finalmente ia ligar pro Chaz a campainha tocou, é, acho que alguém lá em cima não está querendo que eu fale com ele. Não podia ser a Candi, mesmo que ela estivesse muito louca pra me ver ela nunca conseguiria chegar aqui em tão pouco tempo, nem quando eu dirijo em alta velocidade chegamos a menos de 20 minutos imagina com aquele motorista mosca morta dela.
Devia ser o meu café da manhã, conclui indo abrir aporta. Eu estava só de Box, mas isso não importa, eu só vou pegar o lanche, não tem nada demais nisso. Ajeitei meu cabelo que estava com o topete bagunçado e abri a porta de cabeça baixa ajeitando os fios rebeldes. Mas parecia que não ia funcionar muito se eu não o lavasse e secasse com o secador. O negócio é que eu sou muito chato com esse lance de cabelo e de andar sempre bem arrumado. Acho que é uma das coisas essenciais em um homem. Sempre estar à altura de uma mulher desejável, entende? Não que eu me importe com as outras mulheres, é, eu estou com a Candi, isso não deveria me importar mais. Só que eu também quero parecer atraente pra ela, e é legal as outras garotas me verem com ela e dizer ' Olha lá, essa garota é muito sortuda'. Não estou me gabando, só constatando os fatos.
- São 20 dólares não é? - perguntei levantando a cabeça.
Meu queixo caiu.
Era ela. Porra era ela bem ali na minha frente com aquele sorriso tímido, quase imperceptível. Pisquei várias vezes seguidas esfregando os olhos pensando ser apenas um sonho. Mas não. Era realmente real. Emma Morley estava ali na minha frente me esperando demonstrar alguma reação. Seus cabelos loiros ainda eram os mesmos de sempre caídos de forma esbelta em seus ombros. Sua feição pálida e seus olhos verdes me encaravam enquanto ela franzia o cenho da mesma maneira que ela costumava fazer a quase dois anos atrás. Ainda tinha o mesmo estilo, estava vestida com uma blusa preta de mangas cumpridas que tinham alguns detalhes roxos, a blusa estava por dentro de uma saia roxa que batia em suas coxas, ela estava com uma meia calça preta de listras e uma bota da mesma cor, sem salto, que batia no seu joelho. Eu ainda tentava entender a imagem dela parada na porta do meu apartamento, eu ainda tentava assimilar as coisas, como ela veio parar aqui? Como? Isso não faz o menor sentido pra mim.
- Não vai me convidar pra entrar? - ela sorriu me despertando de meus pensamentos.
- Claro! - gaguejei ajudando ela a pegar as duas malas que estavam prostradas ao seu lado - Fique a vontade.
- Obrigada! - ela entrou apenas com a sua bolsa de lado e tateou cada canto da sala e metade da cozinha que dava pra ver e logo pegou um dos porta retratos que estava em cima de uma estante - Você não faz ideia de como a Jazmyn está linda!
- Já têm mais de cinco meses que não há vejo! - disse colocando as malas dela pra dentro e fechando a porta - Você tem visto eles?
- Eu os vi ontem de ontem, eles almoçaram lá em casa, eu fiz um almoço de despedida sabe...
- Você vai morar em Jacksonville? - arregalei os olhos.
- Justin eu entendo por que você me deixou. - ela colocou sua bolsa no sofá.
- Entende? - arqueei uma sobrancelha.
- Sim, eu realmente entendo e quero que você saiba que tudo que eu sofri depois que você foi embora, eu já esqueci, eu esqueci por que agora eu consigo entender o que está acontecendo.
- Emma eu...
- Você só fez o que era certo, era o seu sonho, você simplesmente o seguiu. Parabéns, não deve ter sido fácil escolher entre duas coisas que você amava tanto...
- Eu... Nós...
- Você me amava, não é? Era real, eu sei que era.
- Sim, mas...
- Então, é exatamente por isso que eu não te culpo, eu juro as coisas só aconteceram do jeito que tinham que acontecer, foi bom enquanto durou, foi ótimo e eu entendi.
- Por que você está aqui? - perguntei ainda confuso com as palavras dela.
Mas antes que ela respondesse a campainha começou a tocar. Devia ser o café da manhã, eu estava morrendo de fome, de verdade eu acho que não comia há anos. Só que ao abrir a porta não era o café da manhã. Era a Candice. Sim, eu tinha me esquecido por um breve segundo de que ela estava vindo pra cá. Ela me deu um selinho rápido, estava com uma bolsa de lado e o café da manhã nas mãos, toda sorridente, parecia um anjinho.
-Eu paguei o café hoje, viu só como sou legal! - ela passou por mim animada e parou de sorrir no exato momento em que viu a Emma sentada no sofá - Quem é ela?
- Ela é a Emma. - disse me virando após fechar a porta- Ela veio do Canadá.
- Hum, Emma. - ela exclamou ao perceber de quem se tratava - Você já me falou sobre ela, se eu não me engano é a sua ex-namorada não é?
- Sim. - falei sem jeito- Ela acabou de chegar de viagem.
- Ah tá. - ela colocou a bandeja em cima da mesinha- Olá Emma! - disse seca sem se quer fingir um sorriso.
-Oi! - Emma abriu um sorriso largo - Justin nem sabia que eu vinha, queria fazer uma surpresa, desculpa se eu atrapalhei o plano de vocês dois...
- Não, está tudo bem. - falei abraçando Candi pelo ombro- O que acha de tomarmos café da manhã? Isso parece estar uma delícia.
- Parece mesmo. - concordou Emma olhando aquelas panquecas americanas recheadas de chocolate - É como se você tivesse adivinhado que eu estava chegando por que você sabe, é a minha preferida.
- Coincidência. - murmurei - Ah, essa é a Candice, esqueci-me de falar o nome dela...
- Candice! - ela exclamou levantando o olhar - Belo nome, é a nova bebezinha que você tem que proteger?
-Não querida Emma! - disse Candi furiosa- Eu sou a namorada dele. Bom, pelo menos eu achava que era agora nem sei mais.
- Não sabe? - ela provocou - Ah, me desculpe, é que eu achei que...
- Você não tem que achar nada cara, é a minha vida e não a sua. - Candi pegou a bolsa dela em cima da mesa e se virou em direção à porta me empurrando- Eu já tô indo embora, bom café da manhã pra vocês.
- Candice para com isso, espera! - segurei o braço dela.
- Justin me larga! - ela soltou o braço de mim - E não adianta vir atrás de mim, eu acho que vocês têm mais o que fazer relembrar os velhos tempos parece uma ótima alternativa. - ela lançou um olhar de fúria para Emma e em seguida saiu batendo a porta com força.
- Merda! - resmunguei batendo o pé no chão.
- Ela é bem estressadinha hein. - murmurou Emma se deliciando de uma das panquecas que naquele momento perderam totalmente o gosto pra mim- Não muito educada, rude, explosiva, rebelde, bipolar e eu até arriscaria doida. - ela sorriu maliciosa limpando o canto da boca que estava sujo de chocolate.
- O que você está fazendo aqui? - perguntei rude.
- Calma ai Bieber! - disse na defensiva- Não tenho culpa dela ser toda maníaca.
- Você não ouviu o que eu perguntei?
- Eu preciso ficar aqui na sua casa, preciso ficar aqui.
- Por quanto tempo?
- Só até eu arrumar um apartamento.
- Mas por que você está aqui? Eu não entendo você nem se quer avisou...
- Justin eu tranquei a faculdade.
- Você o que? - arregalei os olhos- Emma você já estava no terceiro ano, onde você está com a cabeça pra fazer isso? Só falta tipo alguns anos e você se forma em Direito...
- Eu sou uma nova agente do FBI! - ela me interrompeu, por mais que tentasse pronunciar alguma palavra elas simplesmente não saiam, ficavam travadas na minha garganta seca - O Chaz, ele me recrutou pra cá. As minhas notas foram todas As, só tenho três B, sou a melhor aluna da turma de Direito da faculdade desde que você saiu então ele me chamou, no começo eu achei meio loucura, ele me contou sobre tudo e eu finalmente entendi por que você tinha vindo pra cá, você só estava seguindo o seu sonho, você sei lá, foi chamado pelo FBI, é o sonho de qualquer Universitário de Direito, então, eu realmente entendo, eu não te odeio mais pelo que você fez, eu só consigo sentir orgulho do que você se tornou.
- Emma - gaguejei perplexo - Você vai entrar pra equipe?
- Eu já estou nela. - falou animada- No mesmo departamento que você, investigações criminais relacionadas à política e outras coisas lá que o Chaz me contou, ele me disse pra vir pra cá, aliás, eu achei que ele já tinha te avisado.
- Ele não me disse nada. - murmurei me sentando no sofá ainda chocado- Você não pode fazer isso Emma, não pode.
- Por que não? Eu sei que é arriscado, mas e dai, é o meu sonho, você sabe disso, quantas vezes conversamos sobre essa possibilidade e acabamos rindo e dizendo que sonhávamos alto demais? Se lembra? Por que eu me lembro Justin, e olha só aonde estamos agora.
- Emma isso não faz sentido. - afundei meus dedos no meu cabelo- Você não pode ficar aqui em casa, eu tenho uma namorada e você é a minha ex.
- Aquela pirralha? - ela riu debochada- Porra Bieber, você virou pedófilo agora é?
- Ela não é uma pirralha. - falei irritado - Por favor, não se refira a ela dessa maneira.
- Ah, então virou babá? Sei lá, quantas vezes você troca as fraldas dela por dia?
- Emma é serio para. - pedi tentando me controlar - Isso não tá certo, não dá pra você morar aqui, simplesmente não dá.
- É só até eu arrumar um apartamento, por favor, Justin, não custa nada, você sabe que eu jamais negaria isso pra você caso você precisasse.
- Eu sei, mas Emma...
- Por favor, Biebs! - ela insistiu manhosa com o apelido que costumava me chamar.
- Argh, tudo bem. - suspirei derrotado- Mas você tem que arrumar logo tá bom?
- RÁ, eu prometo! - ela gritou correndo para me abraçar - Você é demais, obrigada!
- Tá! - me desfiz do abraço assim que seu perfume inebriou as minhas narinas provocando um arrepio na espinha - Agora eu tenho que ir atrás daquela maluca.
- Ainda bem que você reconhece. - provocou rindo e voltando a comer as panquecas - Não vai querer?
- Não, eu vou atrás dela. Você não faz ideia do que ela é capaz de fazer quando está com raiva.
- Imagino. - ela ligou a TV.
- Se der fome mais tarde liga pra um restaurante, o número tá pregado na geladeira, se alguém ligar diz que eu retorno mais tarde e ah, não sei quando eu vou voltar então não fica preocupada tá? Meu número tá na agenda ai do lado do DVD e você pode colocar suas coisas no quarto de hospedes, lá não tem banheiro mas você pode usar o meu...
- Relaxa Justin, eu entendi! - ela riu do meu desespero ao pronunciar as palavras.
Forcei um sorriso e peguei a chave da minha Range Over para ir atrás da Candice. Aonde será que aquela garota tinha se metido? Será que vai ser sempre assim? Quando tudo parece estar bem ai vem uma coisa pra atrapalhar completamente o nosso romance. Estava parado em frente a uma joalheria esperando o sinal abrir quando tive uma ideia magnifica. Parei o carro ali mesmo no acostamento e corri para dentro da loja. A moça que me atendeu era uma puta de uma gostosa, estava com uma roupa comportada, porém era impossível não notar o quanto o desenho de suas pernas torneadas era incrivelmente sexy. Porém isso não importa, eu estava ali para comprar um presente. Pra minha Candice.
- Posso ajudar? - perguntou sorridente a moça dos olhos pretos e misteriosos do outro lado do balcão.
- Sim, eu queria um anel de compromisso.
- Hum, tem uma ideia de como vai querer? - ela mordeu os lábios com força.
- Não, na verdade eu não sei escolher essas coisas sabe...
- Entendi - ela riu- Quantos anos tem a sua namorada?
- Ah, ela tem vinte e dois. - menti.
- Bom, então acho que esse aqui é perfeito... - ela falou pegando na vitrine um anel dourado com um diamante brilhante bem pequeno, não tinha nada a ver com a Candi.
- Não, acho que não combina... - falei franzindo o cenho- Pega esse aqui pra mim! - pedi apontando para um ANEL prata cheio de strass e com um coração amarelo- Ele é lindo.
- Aqui está. - ela colocou o anel em minhas mãos- E é uma peça rara, aliás, é a única que chegou aqui na loja, mas eu acho que para uma mulher de vinte e dois... - a interrompi.
- É perfeito. É a cara dela, quanto custa?
- 10 mil dólares.
- Certo, eu vou levar. - falei sem pensar duas vezes tirando o cartão da carteira - Tem como colocar em uma caixinha amarela e escrever Justin nele?
- Amarela? - ela me olhou confusa.
-Sim, é a cor preferida da minha garota.
- Oh, entendi. - murmurou ainda sem entender, mas pra que entender? Estou falando da Candice, ela é previsível, tem uns gostos estranhos, é uma maluca sonhadora.
Passei o cartão e em apenas alguns minutos peguei a sacola com o anel que estava bem guardado dentro de uma caixinha amarela muito linda fechada com um lacinho branco. Sorri de orelha a orelha e sai da loja. Assim que cheguei ao meu carro quis chutar a lataria de raiva ao notar que tinha uma multa de 500 dólares colada no visor do carro. Que merda, eu tinha estacionado em local proibido. Mas tudo bem, eu apenas respirei fundo e entrei no carro. Eu estava indo ver a Candi não é? Tudo ia ficar bem, era só uma multa, nada demais.
Passei pelo portão da casa dela e estacionei o carro na garagem. Eu sabia, aliás, eu tinha certeza de que ela não estava em casa, só queria me certificar. Eu a conheço melhor do que ninguém, sempre que fica com raiva sai por ai cometendo uma besteira atrás da outra. É a melhor maneira que ela encontra para aliviar a tensão. Ao adentrar a sala fui surpreendi por Thomas e Collin que estavam de saída. Eles me olharam diferente, quer dizer, eles tinham um sorriso travesso em seus lábios.
- Justin! - exclamou Thomas me abraçando de lado- Finalmente você apareceu.
- E ai cara! - Collin me cumprimentou com um aperto de mão - Você sumiu.
- É Candi resolveu se comportar esses dias. - ri pelo nariz - Ela está ai? Se não estiver eu vou atrás dela, ela entendeu tudo errado... - Thomas me interrompeu.
- Ela está lá em cima, chegou com uma cara triste, nunca vi ela desse jeito.
- Se você magoar a minha irmã eu vou cortar seu pinto doido! - afirmou Collin.
- Eu não vou fazer isso! - ri pelo nariz- Mas espera, você disse que ela está em casa?
- Sim, ela chegou a pouca mais de meia hora, eu pensei que ela tinha ido pra sua casa...
- Na verdade ela foi, mas aconteceu uma coisa, em fim.
- Tá certo, vai lá conversar com ela, se acertem, eu estou muito feliz por vocês.
- Ela já contou então? - eu estava constrangido.
- Sim, e não precisa ficar com essa cara! - Thomas me consolou- Eu não estou bravo, estou feliz, eu gosto de você Bieber, você é um ótimo rapaz.
- Obrigada, sério, obrigada mesmo. - foi tudo que eu consegui dizer antes de correr até as escadas para procurar a Candice.
Abri a porta e ela estava deitada em sua cama ouvindo música com seus fones de ouvido rosa. Seus cabelos quase tampavam seu rosto e suas pernas descobertas pareciam arrepiadas por causa do frio. Ela cantava baixinho ' A Drop in the Ocean', a música que ela tinha tocado pra mim ontem de ontem. Sorri como um bobo ao vê-la ali daquele jeito e me senti um completo idiota por ter pensado que ela estava na rua procurando algo muito estúpido pra se fazer. Aproximei-me da cama e me sentei ao seu lado bem próximo a sua cabeça, acariciei seu rosto e ela se virou na minha direção com um sorriso torto. Sorri de volta com o melhor sorriso que eu poderia dar.
- Justin? - sua voz soou quase imperceptível enquanto ela tirava os fones de ouvido e se escorava na cabeceira da cama.
- Oi princesa! - falei dando um selinho demorado nela - Eu vim ver você.
- Sai pra lá! - ela me empurrou fazendo cara feia- Eu ainda estou brava com você.
- Me desculpa amor! - pedi segurando as mãos dela - Vai trocar de roupa, eu quero te levar pra um lugar muito sensacional.
- Que lugar? - ela perguntou curiosa.
- É surpresa bobona, vai se arrumar vai, anda logo.
- Mas Justin eu deveria ficar com raiva não é? Isso não está certo...
- Sem drama, eu sei que você tá morrendo de vontade de ir.
- E tô mesmo. - ela riu agarrando meu pescoço e beijando meus lábios com ferocidade- E muito feliz por você estar aqui.
- Vai ser sempre assim, eu prometo Candice.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

AVISO

Gente desculpa eu não estar comentando nada nos capitulos, é pq o blog não quer abrir aqui em casa. Perguntaram quantos comentarios eu quero pode ser no maximo 5, e pra quem perguntou onde eu morpo Rj. bjss Comentem eu ja postei o capitulo 16, desculpe os errod.

AVISO

Gente desculpa eu não estar comentando nada nos capitulos, é pq o blog não quer abrir aqui em casa. Perguntaram quantos comentarios eu quero pode ser no maximo 5, e pra quem perguntou onde eu morpo Rj. bjss Comentem eu ja postei o capitulo 16, desculpe os errod.

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Capítulo 16 - Together



Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Protected in Paradise - Capítulo 16 - Together


Candi P.O. V
Eu não queria acordar, não queria, não queria, vai que era só um sonho... Vai que eu tinha imaginado todas aquelas coisas maravilhosas? Não, eu não queria acordar de jeito nenhum. Porra eu tinha transado com ele, com o cara que eu amo e tinha sido perfeito, tinha sido a melhor manhã de toda a minha vida. Nós tínhamos dormido de conchinha e ele tinha me dito que me amava. Isso é real? Tem que ser real.
Abri os olhos contrariando a minha vontade e senti um peso enorme em cima de mim. Só conseguia ver o teto uma vez que era impossível me mexer. Parecia estar escuro lá fora, um vento forte soprava por todos os lados o que indicava que a janela estava aberta. Seu cheiro estava impregnado nas minhas narinas. O melhor cheiro de todos com certeza. Então era real, então ele estava mesmo ali junto comigo, então todos os meus sonhos tinham se tornado realidade. Eu, a Candice, a menina retardada de 17 anos estava na cama do Justin Bieber, o cara mais gostoso e perfeito que eu já vi em toda a minha vida.
E nós transamos, e ele me ensinou umas coisas loucas que eu pensei que nunca fosse aprender. E eu o senti dentro de mim, e nós nos amamos e nos beijamos várias e várias vezes e naquele momento parecia que nada poderia estragar tudo que estava acontecendo. Eu nunca pensei que fosse tão bom, que fosse tão prazeroso. É por isso que a Stacy é viciada, é por isso que a Alice não fala de outra coisa, é por isso que eu nasci, aliás, é por isso que existem mais de sete bilhões de pessoas no mundo... Mas espera ai.  NÓS NÃO USAMOS CAMISINHA! Isso é algo que temos que usar não é? Todo mundo tem que usar, tem que se prevenir... E ele gozou dentro de mim, e... Ai meu Deus!
- JUSTIN, JUSTIN, JUSTIN! - gritei sacudindo ele- A CAMISINHA, A CAMISINHA!
- Quê? - ele abriu os olhos sonolento- Candice eu já disse que não vamos fazer isso toda hora...
- Justin acorda! - murmurei - Nós não usamos camisinha.
- Que saco! - ele se levantou da cama com os olhos fechados- Que horas são?
- Três horas da manhã. - falei ao notar as horas no relógio - Mas isso não importa agora...
- Candice você não vai ficar grávida. - garantiu indo pro banheiro coçando seu cabelo que estava arrebitado e bagunçado.
- M-mas... - me levantei seguindo ele, notei que estava apenas de calcinha e sutiã, e ele só de Box.
- Toma. - ele colocou um comprimido na minha mão antes que eu entrasse no banheiro.
- O que é isso? - perguntei confusa.
- É um ante concepcional! - ele segurou meu braço- Vem, você precisa de água...
- Justin isso vai resolver não é?
- Se não resolvesse eu já teria muitos filhos por ai.
- Safado! - resmunguei dando um tapinha nele, pela primeira vez na vida senti um puta ciúmes de imaginar ele com outra garota.
- Safado por quê? - ele gargalhou e caminhou até a geladeira tirando de lá uma garrafinha de água e eu me sentei no balcão enquanto ele pegava um copo no armário - Sexo é arte.
- Fazer toda hora faz parte! - sorri maliciosa e ele balançou a cabeça rindo das minhas palavras.
- Toma isso logo sua pervertida! - disse enchendo o copo de água.
- Claro! - tomei o comprimido fazendo uma careta - Que gosto horrível!
- Nossa, que careta linda! - falou segurando meu rosto com as mãos e aproximando nossos lábios- linda linda linda!
- Eu vou ter que tomar isso toda vez? - torci o nariz- Já estou desistindo de sexo.
- Ainda bem. - ele riu se afastando- Amor você quer comer alguma coisa?
- Você disse amor? - gaguejei piscando lentamente.
- Sim. - ele se virou pra mim arqueando uma sobrancelha- O que tem demais nisso?
- AI MEU DEUS JUSTIN! - subi no balcão e pulei no pescoço dele - VOCÊ ME CHAMOU DE AMOR! - distribuí beijos por todo o seu rosto e pescoço - É o melhor dia da minha vida.
- Candice uma hora dessas você ainda me mata! - ele disse rindo com os olhos arregalados enquanto me segurava desastrosamente.
- É sério, sonhei com isso toda a minha vida!
- Isso é mentira, considerando que nos conhecemos há no máximo três meses.
- Não estraga o clima idiota. - dei um tapa no pescoço dele- O que vai fazer pra gente comer?
- Só vou esquentar aqueles brownies e panquecas que você fez a gente nem comeu...
- Eu fiz? - dei de ombros gargalhando- Eu comprei na padaria da esquina enquanto você dormia, acha mesmo que eu ia dar conta de fazer isso sem colocar fogo na cozinha?
- Você é de mais mesmo! - ele começou a rir me colocando sentada no balcão- Será que ainda presta?
- Presta! - disse dando um selinho nele- Quando eu comprei tinham acabado de fazer.
- Não tô acreditando nisso. - Justin se virou e abriu a geladeira tirando de lá o café da manhã que nós deveríamos ter tomado.
- Que foi - falei descendo do balcão - eu não sou cozinheira.
- É uma mimadinha! - disse cinicamente colocando tudo no micro-ondas.
- Não sou mimada! - protestei- Só nasci com péssimas habilidades pra cozinhar.
- Hum, entendi. - ele ficou me encarando por algum tempo sem expressão e então soltou uma risada fraca.
- Que foi? - perguntei franzindo o cenho.
- Nada! - ele envolveu minha cintura - Só estava me certificando de que essa beleza toda é realmente real.
- Beleza? Aonde? - ri pelo nariz com meu corpo colocado ao dele - Não tô vendo.
- Bem aqui na minha frente. - sussurrou em meu ouvido me fazendo arrepiar.
- Mentiroso. - sussurrei no mesmo tom.
Ele deu uma risada me soltando quando o micro-ondas começou a apitar indicando que o nosso lanche já estava esquentado. Ele colocou alguns brownies e algumas panquecas em dois pratos e pegou duas garrafinhas de coca dentro da geladeira. Mas eu coloquei uma de volta e peguei um suco de laranja light. Ele ficou me chamando de mimadinha de novo e então fomos pro quarto. Justin ligou a TV assim que eu me sentei na cama. Estava passando um programa de humor muito engraçado. As pernas do Justin estavam sobre as minhas aquecendo as mesmas. Nós parecíamos um casal normal, exatamente, um casal. Era tão estranha aquela cena, quer dizer, nós dois juntos. Como as coisas podem mudar tanto da noite pro dia? Eu simplesmente não consigo acreditar que ele também sente o mesmo e nunca teve coragem de admitir. Eu pintava em minha mente mil motivos pra ele ter feito isso, mas eu nunca encontrava a resposta certa.
- Esses programas são legais! - ele falou de boca cheia- Mas como são de madrugada tem muita pornografia.
- E dai? - comi um pedaço de panqueca.
- Você ainda é muito nova pra ver essas coisas e já tá tarde demais! - murmurou autoritário como se fosse o meu pai.
- Tá falando sério? - perguntei desacreditada - Você transa comigo e depois me diz que eu não deveria ver um programinha que mostra homens e mulheres semi nus falando sacanagens?
- É, não faz muito sentido. - ele riu balançando a cabeça.
- Justin por que você nunca admitiu que gostasse de mim? - aproveitei o momento para perguntar.
- Que? - ele me olhou sem jeito.
- Bom... Se você me ama mesmo então... Isso não aconteceu da noite pro dia não é?
- Não Candice! - ele disse abaixando a cabeça por um segundo e voltando a olhar pra mim após dar um longo suspiro - Eu acho que gostei de você desde a primeira vez que te vi naquela boate.
- Sério? - dei risada sem acreditar no que ouvia.
- Sim maluquinha, mas não fica se achando! - ele bebeu um gole de suco - Eu não ia te ligar, confesso. Eu te achei muito doida, mas por algum motivo eu não conseguia tirar você da cabeça, serio Candi, sua beleza é sobrenatural.
- Você me diz isso e não quer que eu fique me achando?
- É a mais pura verdade. - ele alisou delicadamente a minha coxa enquanto falava- Só que ai me contrataram pra ser o seu segurança e tudo ficou mais complicado, você sabe, não é nenhum pouco profissional ter um relacionamento com você.
- Eu sei, mas é só por isso? Achei que você me achasse uma moleca.
- Quem disse que eu não acho? - falou rindo - Mas ainda assim eu te amo.
- Que lindo você falando que me ama.
- Isso é estranho. - disse franzindo o cenho- Mas eu gosto.
- Eu sempre gostei de você.
- Sou irresistível. - falou arrebitando o topete.
- É verdade gato, tu és uma delicia.
- Mamãe passou açúcar em mim.
Nós dois demos risada.
- Nossa hoje está sendo tão perfeito. - murmurei com os olhos brilhando ao tentar me recordar de algum dia em que tivesse sido mais feliz do que agora.
- E vai continuar sendo amanhã, e depois de amanhã, e depois e depois... - disse dando beijinhos no meu rosto até encontrar meus lábios.
- O que isso quer dizer? - perguntei ansiosa separando nossos lábios.
- Quer dizer que estamos juntos ué. - ele disse se afastando e colocando a bandeja de comida na mesinha ao lado da cama.
- Juntos? - pigarreei perplexa - Tipo, um casal?
- Bom... Existe outra forma?
- Se quiser podemos ser amigos...
- Tipo amizade colorida?
- Não, tipo amigos, bons amigos, excelentes amigos.
- Então somos amigos, bons amigos, excelentes amigos. - repeti dando um selinho nele.
- Mas amigos não se beijam! - falou rindo- Se bem que o mundo hoje em dia...
- Besta! - puxei sua mão para brincar com seus dedos- O que vai acontecer amanhã?
- Eu vou te beijar muito. - seus olhos estavam presos em nossas mãos - E depois podemos transar, como bons amigos, claro.
- Retardado! - apertei o dedo dele com força, mas ele nem se quer pareceu sentir.
- E tem uma coisa, acho que não preciso mais ser o seu segurança.
- Por quê?
- Pelos motivos óbvios.
- Mas cara, você sendo meu segurança está disponível 24 horas, eu fico no lucro.
- Eu não preciso receber 15 mil dólares pra cuidar da minha garota.
- Hum, sua garota? - ri - Você ganha isso tudo?
- Qual é deveria ser no mínimo 100 mil dólares por noite. - protestou - Você dá muito trabalho Candice!
- Você é muito exagerado!
- Tô falando serio! E você vai parar de beber entendeu? E de fumar, de todas essas coisas...
- Você é o meu namorado ou o meu pai? - reclamei.
- Sou o que você quiser. - sorriu malicioso.
- Eu adoraria fazer aquelas coisas, mas meu corpo tá doendo pra caralho. - fiz uma careta.
- É normal, é por que foi a sua primeira vez. - voltou os olhos pra TV.
- Eu não imaginei que doesse tanto.
- Da próxima vez você vai sentir mais prazer do que dor. - ele garantiu.
- Eu não me importo de sentir dor, por que é uma dor maravilhosa.
- Não gosto de falar sobre isso com você.
- Por quê? - perguntei confusa.
- É estranho. - ele pousou sua mão na minha coxa- Como se eu tivesse aliciando uma de menor, poluindo sua mente...
- Minha mente fica poluída só de olhar pra você!
- Eu sou tudo isso? - ele riu me encarando.
- Você é tudo isso. - garanti olhando fixo em seus olhos, ele apertou minha coxa e seu toque me fez enrijecer.
- Você é uma boa garota Candi!
- Engraçado! - falei dando uma risada- Você diz que sexo não é tudo, mas só foi nós transarmos e você ficou todo apaixonadinho pela minha maravilhosa pessoa.
- Ei isso não é verdade! - ele protestou começando a rir - Eu já gostava de você há muito tempo, e quando você cantou... - ele fez uma pausa - aquilo tocou meu coração.
- Rá, sou foda.
- É agora vamos dormir. - ele murmurou pegando o controle remoto e desligando TV.
- E se eu acordar e for apenas um sonho?
- Sua boba. - ele riu se ajeitando no travesseiro. - Apaga a luz, tô com sono.
- Eu não vou dormir com a luz apagada, eu tenho medo de escuro! - esbravejei amedrontada com essa possibilidade.
- Quê? - Justin me encarou incrédulo. - Ah qual é Candi!
- É sério amor, não faz isso comigo. - fiz cara de cachorro sem dono.
- Ai ai ! - ele se levantou em direção à tomada- Para de frescura.
- Aonde você vai? Não apaga a luz, por favor! - implorei.
- Candice já são mais de 4 horas da manhã, vamos dormir! - ele apagou a luz.
- JUSTIN! - gritei assustada.
- Relaxa! - senti seu corpo assim que ele se deitou na cama, ele me puxou contra seu peito me abraçando e assim ficamos de conchinha. - Eu tô aqui com você linda.
- Não me solta. - pedi manhosa.
- Dorme com Deus princesa. - ele suspirou em meu ouvido e logo pegou no sono.
***
Eu estava abrindo os olhos e pela segunda vez ele estava ao meu lado. Era quase como se fosse um sonho, eu o tinha ali sobre os meus olhos envolvendo-me com seus braços protetores enquanto ele dormia como um anjo. Eu sentia como se nada no mundo pudesse ser melhor que aquilo, como se eu finalmente tivesse tudo que precisasse e então já não precisasse de mais nada. Na minha cabeça eu ainda ia acordar e me deparar com a realidade, eu ainda não conseguia acreditar que na verdade a realidade estava bem ali na minha frente disfarçada de Paraíso. Demorei alguns segundos até conseguir tirar aquele obeso de cima de mim e então levantei da cama e fui tomar um bom banho por que eu estava mesmo precisando. A água caía quente sobre o meu corpo me aquecendo naquele frio estonteante. Eu queria parar de sorrir por um minuto, mas eu não conseguia, meus pensamentos relembravam a noite e o dia passado várias e várias vezes seguidas.
A felicidade era tanta que eu nem se quer me lembrava do que o Math tinha feito comigo. Deixando-me naquele lugar horrível no meio do nada só por que eu dei um fora nele. Bem que a Stacy me disse que eu se brincasse com fogo poderia acabar me queimando. Ele disse que eu ia pagar caro por isso, mas me diz quem é Math mesmo? Eu tenho o Justin. E se eu o tenho, nada, nada no mundo pode me atingir. Sai do banheiro com uma toalha na cabeça e vesti uma camisa do Justin que batia abaixo das minhas coxas. Eu também coloquei uma Box amarela dele que parecia um short. Ainda estou tentando entender minha fixação por amarelo. Ele ainda dormia profundamente como um anjo com a cabeça encostada no travesseiro e os pés enrolados no lençol. Penteei o meu cabelo e me olhei no espelho gostando do que via. Aquela roupa ficou bem sexy em mim. Quer dizer, eu fiquei bem sexy naquela roupa.
Dizem que quando você tem a sua primeira vez você começa a pensar diferente, a ser mais madura e todas essas coisas. Bom, eu me considero a mesma maluca de sempre, talvez um pouco mais maluca ainda, mas ainda assim. Fiquei ali na frente do espelho fazendo algumas caretas e tentando me imitar agindo como uma pessoa normal é, eu repetia várias fazes de forma culta e discreta, mas no fim acabava rindo de mim mesma. Colocava a mão na cintura e fingia estar falando com a minha futura chefa e então pronunciava alguns palavrões quando ela supostamente virava as costas. De repente ouvi uma risada abafada vindo da cama. Rapidamente me virei e vi Justin se sentando na cama parando seus pés no chão gélido.
- O que você está fazendo? - perguntou esfregando os olhos.
- Nada, só ensaiando para a minha primeira entrevista de emprego! - respondi colocando o pente de volta na  escrivaninha.
- Como é que é?  - ele escondeu seu rosto com as mãos- Você vai trabalhar?
- Vou sim, o que acha de eu trabalhar em um sex shop? - sugeri me encostando na parede fria.
- Ótima ideia Candice! - ele disse tirando as mãos de seu rosto e mostrando seu sorriso- Será que tem vaga pra mim lá?
- Olha depende, ouvi dizer que você tem uma namorada muito ciumenta, não sei se ela vai gostar de te ver trabalhando lá...
- É mesmo? - ele se levantou e veio em minha direção - Você ouviu?
- Ouvi sim, disseram também que ela arranca os cabelos de toda vadia que ousa olhar pra você, então você sabe, é melhor continuar sendo apenas um segurança.
- Olha... - ele segurou minha cintura - te passaram as informações erradas, minha namorada não dá conta de nada, é uma molenga!
- Idiota! - ri dando um tapinha em seu pescoço e ele selou nossos lábios.
- Como é bom beijar você! - ele entrelaçou nossas mãos- Não faz ideia de quantas vezes quis fazer isso.
- Eu queria te matar nesse exato momento por fugir por tanto tempo, mas...
- Mas o que?
- Mas nós temos coisa melhor pra fazer.
- Concordo plenamente. - ele sorriu malicioso entendendo o recado.
- Só que antes vamos tomar café da manhã por que eu estou morrendo de fome! - disse conseguindo sair de trás dele - Vai tomar banho logo!
- Poxa, que maldade! - ele fez beicinho.
Dei um tapa na bunda dele assim que ele se virou em direção ao banheiro. Fui pra sala e liguei pra padaria da esquina e pedi que trouxessem um café da manhã delicioso, depois fui até a cozinha e bebi uma cerveja em apenas alguns goles, quase engasguei de tão rápido que tomei. Se o Justin me pegasse fazendo aquilo eu estaria completamente ferrada. Peguei um tridente de menta que estava em cima do balcão e mastiguei para tirar o gosto do álcool. Ouvi Justin cantando no chuveiro e comecei a rir daquilo, pelo menos a voz dele é bonita. Quando finalmente sentei no sofá a merda da campainha tocou, só podia ser o lanche que eu pedi, mas que droga! Me levantei batendo o pé no chão, mas ao abrir a porta me deparei com outra coisa que jamais, veja bem, jamais seria um café da manhã.
Era uma garota loira com uns peitões siliconados. Ela devia ter sei lá, uns 24 anos. Estava com uma roupa curtíssima apesar do frio que estava fazendo. Ela me olhou confusa por me ver, quer dizer, eu estava com a roupa dele e ela provavelmente não esperava me encontrar ali. Eu realmente queria socar a cara daquela vadia, mas tudo que eu consegui fazer foi encara-la sem dizer uma palavra.
- O Justin está? - ela finalmente perguntou olhando sobre meu ombro para dentro do apartamento.
- Está sim, por quê? - eu tinha uma mão na maçaneta e uma na parede impedindo que ela entrasse.
- É que, bom... Eu esqueci algumas coisas aqui.
- Quem é você? - fui curta e grossa.
- Spencer! - exclamou Justin todo sorridente aparecendo na sala apenas com um short balançando o cabelo que ainda estava molhado - Você sumiu, entra ai!
- Ah, oi Justin! - ela sorriu passando por mim depois de eu ter dado passagem a ela sem deixar de encara-la com fúria - Eu só vim buscar as minhas coisas que esqueci aqui aquele dia.
- Claro, eu me esqueci de deixar no seu apartamento, elas estão bem ali, eu vou buscar.
- Ok. - ela assentiu com um sorriso fraco.
Me sentei no sofá emburrada com aquela situação. Ela provavelmente deve ser uma das vadias que ele come e agora estava de volta querendo repetir a dose com a desculpa de que esqueceu as coisas aqui, ah fala sério, eu quero matar essa piranha. E o que mais me irrita é a beleza falsificada dela. Pode não ser natural, mas são peitos, e homens gostam de peitos. Apesar da minha total falta de educação ela me lançou um pequeno sorriso enquanto esperava Justin voltar parada perto da porta. Apenas liguei a TV desviando o olhar e colocando as pernas na mesinha do meio da sala. Justin voltou do quarto com uma sacola, tinha algumas roupas lá pelo que eu pude perceber. Então é isso mesmo, ela era uma vadia que deu pra ele. Troquei de canal apertando o controle com tanta força que eu não sei como ele não quebrou. E o pior era que o Justin não parava de sorrir como se aquilo fosse completamente normal.
- Eu tô falando serio Spenc! - ele disse pousando sua mão no ombro dela- Não some desse jeito, estava com saudades!
- É a faculdade, eu já disse, último ano de Engenharia não é brincadeira.
- Ok, mas promete que vai vir me visitar de vez em quando e trazer torta de frango?
- Tá prometido. - ela riu - Mas eu moro praticamente do lado do seu apartamento e você nunca vai lá em casa, nunca.
- Vamos colocar culpa na faculdade então. - eles riram e eu taquei o controle no chão despertando a atenção de ambos.
- Então, eu vou indo, tenho um trabalho pra entregar hoje ainda! - ela disse ao perceber que a sua presença não me agradava nenhum pouco - Depois nos falamos.
- Tá bom, até mais Spenc! - ele de um beijo na bochecha dela e abriu a porta para que ela passasse.
Balancei a cabeça sem acreditar que aquilo estava acontecendo. Eu estava tipo com muita raiva, muita raiva mesmo. Eu nunca pensei que ficaria tão brava por causa de ciúmes. Ele estava tecnicamente sendo legal com outra mulher na minha frente. Isso é completamente ilegal. Ele ia me dizer algo, mas a campainha tocou novamente. Hum, talvez ela esqueceu o ante concepcional também, ah melhor, ela deve ter esquecido a vergonha na cara. Mas era apenas o entregador com o café da manhã. Justin pegou tudo e pagou. Ele me viu fuzila-lo com o olhar e deu uma risada abafada indo colocar o lanche na mesa.
- Candice vem comer! - ele gritou da cozinha.
- Eu vou embora! - disse me levantando.
- Não amor, ainda tá cedo, vamos ficar juntinhos, vai.
- Cedo? É quase meio dia.
- Tá cedo sim poxa, vem comer, vem, você que pediu...
- Eu já disse que vou embora! - rosnei caminhando até o quarto para pegar minhas coisas.
- Que foi marrentinha? - o ouvi dizer ao entrar no quarto.
- Marrentinha é o caralho! - disse passando por ele rapidamente.
- Você não vai a lugar nenhum vestida assim!
- Depois eu te devolvo a sua roupa. - já estava perto da porta.
- Candice para de ser criança! - ele pegou as chaves do carro e me seguiu - Não precisa ir embora agora.
- Eu quero ir então eu vou. Não tô pedindo pra você me levar!
- Teimosa, marrenta, chata! - reclamou assim que entramos no elevador- Tudo isso por causa da Spencer? Qual é, ela é só uma amiga.
- Uhum.
- Tá, nós já ficamos, mas foi por que...
- Por que ela é uma mulher e você é um homem, por que ela tem uma buceta e você tem um pal! - falei enfurecida.
- Não pira tá? Ela é só amiga, isso é passado, ela tem um lance com o Ryan e...
- Vocês compartilham então? Hum, legal. - o elevador chegou ao último andar e nós saímos seguindo até o estacionamento.
- Candice você não pode me culpar por tudo que aconteceu na minha vida antes de você.
- Nós estamos juntos agora, não estamos? E você nem se importou em dar em cima dela na minha frente!
- Eu não dei em cima dela, eu só fui legal, você queria que eu a chutasse pra fora da minha casa?
- Você tem razão. Sua casa. Eu não devia ter me metido nisso.
- Entra logo no carro, eu vou te levar pra casa.
- Se quiser eu posso pegar um táxi.
- Candice sem drama, por favor!
- Qual carro? - perguntei impaciente.
- Range Over! Esqueceu que você bateu na traseira da minha Ferrari aquele dia? Ela está na oficina há dias, não sei como vivo sem ela e é tudo culpa sua.
- Culpa minha? - ri sarcasticamente- Realmente era culpa minha você e o meu pai armarem contra mim, uau, sou a maior culpada da história.
- Esquece isso! Não quero brigar. - ele se sentou no banco de motoristas sem se quer se preocupar em abrir a porta do carro pra mim- Que foi não vai entrar?
- Babaca. - grunhi dando a volta e me jogando emburrada no assento de passageiros.
Nós passamos o caminho inteiro sem trocar uma palavra. Mas o pior era que ele agia como se nada tivesse acontecido, ficava ouvindo as suas músicas e até fazendo alguns movimentos de dança sem se preocupar com o que eu sentia. Pode até ser meio drama, meio exagero, mas porra é uma mulher seminua na casa do meu namorado dizendo que esqueceu suas coisas no apartamento dele. Como quer que eu me sinta? Que eu dê pulos de alegria? Não, isso não vai acontecer tá bom. Os vinte e cinco minutos até a minha casa pareceram demorar horas e horas e horas. Assim que ele parou o carro no portão os seguranças abriram o mesmo para que ele entrasse, mas eu o fiz parar, ele freou o carro confuso e me olhou.
- Não precisa entrar!
- Quê? - ele arqueou uma sobrancelha- Devo explicações aos seus pais, nós temos um monte de coisas pra conversar e... - o interrompi.
- Justin agora não!
- Por que não? Candi é serio, para de agir como uma criança, ela é só uma amiga minha, eu não tenho nada com ela e mesmo que eu tivesse é só você que importa agora, será que você não entende? Eu te amo Candice, eu te amo pra caralho e você é a única mulher da minha vida.
- Eu também te amo Justin! - disse dando um beijo estalado em sua bochecha e saindo do carro.
Ele socou o volante com raiva quando me viu passando pelo portão. Olhei pra trás e recebi seu olhar furioso, depois o vi dá ré e arrancar para longe em alta velocidade. Ele sempre dirige muito rápido, mas eu confesso que fiquei assustada com o modo que ele saiu. Eu não estava com raiva, na verdade eu só queria um momento sozinha. Por que era muita coisa na minha cabeça, eu ainda tentava assimilar as coisas. Eu só não queria agir estupidamente, dizer coisas escrotas e acabar com tudo. Eu queria pela primeira vez na vida agir como uma pessoa normal, eu queria ser passiva. A verdade é, eu só queria ser o tipo de garota que realmente merece ser a namorada de Justin Bieber.
Minha mãe estava ao telefone conversando com alguém quando eu entrei, pelo jeito que ela sorria parecia ser alguém muito importante. Eu precisava falar com ela, mas aquela conversa estava com cara de que ia durar horas. Meu estômago roncou e eu joguei a sacola com as minhas roupas rasgadas no chão e fui até a cozinha. Zoe estava na cozinha terminando de fazer o almoço, mas eu não estava com a mínima vontade de esperar ela terminar, eu queria comer o mais rápido possível já que não tinha tomado café da manhã ainda pelos motivos óbvios. Me aproximei lentamente da Zoe que estava mexendo alguma coisa no fogão e dei um baita susto nela que quase derramou todo o molho branco no chão.
- Que susto menina! - resmungou controlando a respiração parecia que seu coração ia saltar pela boca - Não faz isso comigo!
- Desculpa Zoe! - falei rindo- Mas a sua cara foi a melhor!
- Não achei graça nenhuma! - falou séria - E como você passa dois dias fora de casa assim?
- Eu estava com o Justin! - falei abrindo a geladeira - EBA BRIGADEIRO!
- Você é uma moleca mesmo! - ela riu colocando o molho no macarrão que já estava pronto em cima da mesa.
- Hum, macarrão? - comi uma colherada de brigadeiro de panela - E ainda de molho branco, o preferido do Justin, sabe eu queria saber cozinhar ás vezes.
- Hm mm você anda falando muito do Justin ultimamente! - sussurrou maliciosa.
- Você acha? - fiz cara de lerda - E me diz, quando foi que eu não falei nele?
- Ah dona Candice, você é demais... - ela balançou a cabeça e eu sai da cozinha rindo pras paredes. Mamãe estava acabando de desligar o telefone quando e se virou pra trás dando de cara comigo, ela arregalou os olhos imediatamente.
- Que foi, é proibido comer brigadeiro agora? - a vasilha estava na minha mão.
- O que aconteceu com as suas roupas? - ela se aproximou de mim- Por que está vestida assim Candice?
- É que... - franzi o cenho- eu estava na, eu...
- Você? - ela arqueou a sobrancelha esperando por uma resposta.
- Eu estava na casa do Justin.
- Isso eu já sei, só não entendo por que passou dois dias lá e também por que você está vestida assim, por que as suas roupas estão rasgadas e... - a interrompi.
- Me meti numa enrascada e o Justin foi lá me buscar, eu acabei rasgando minhas roupas por que eu estava num acampamento no meio do mato, sabe, com a galera da escola, ai lá tem pal, arame, galho sabe? - menti.
- Hum, e por que não veio pra casa?
- Ah mãe... - comecei caminhando até o sofá - Eu e o Justin estamos finalmente juntos.
- Você e o Justin? - a voz do meu me surpreendeu assim que ele passou pela porta.
- Pai? - gaguejei de boca cheia.
- Como assim vocês estão juntos? - minha mãe veio na minha direção.
- Isso é demais! - meu pai sorriu colocando a sua pasta em cima da mesinha no centro da sala - E ele já sabe disso? Que vocês estão juntos?
- PAI! - protestei rindo - Nós nos beijamos e foi lindo.
- Como um bom pai eu deveria falar coisas sensatas não é? - ele riu se sentado do meu lado.
- Na verdade seria mais interessante se o senhor dissesse que ele é o garoto mais sortudo do mundo por me ter como namorada.
- Olha... Pelo que eu conheço de você ele acabou de arrumar uma encrenca. - ele me abraçou de lado gargalhando.
- Agora eu não tenho mais segurança!
- Então os 15 mil dólares vão pras praças dessa cidade!
- Ainda acho um absurdo o senhor pagar 15 mil dólares pra ele cuidar de mim.
- Você dá muito trabalho, e agora vai ser tudo de graça, tô no lucro.
- Hey! - minha mãe quase gritou- Eu ainda estou aqui.
- Ué...
- Desde quando? Como aconteceu?
- Ah mãe, foi assim, ele se aproximou e ai a língua dele...
- CANDICE! - ela protestou e meu pai apertou meu ombro dando risada.
- Brincadeira. - falei séria - Só aconteceu mãe, nós estamos juntos, é isso.
- Eu gostei. - ela falou ajeitando o cabelo- Ele é um bom garoto.
- O genro que eu pedi a Deus! - murmurou meu pai orgulhoso.
- Esses 15 mil dólares devem ser muito importantes mesmo hein...
- Não é isso filha, é que estamos em uma crise lastimável.
- Crise? - perguntei confusa assim que ele e minha mãe se entreolharam preocupados- Que crise?
- Nada que eu não possa resolver! - ele se levantou fugindo do assunto- Diga ao Bieber pra vir aqui em casa depois e que eu adorei saber que vocês estão juntos.
- Tá. - falei e ele pegou sua pasta e caminhou até o seu escritório - O que aconteceu mãe?
- Problemas, só alguns problemas.
- Mas vocês estavam tão... Tensos!
- Não é nada Candice! - disse séria - Não se preocupe com isso.
- Não tá mais aqui quem falou. - exclamei levantando os braços.
- Tenho que ir pro salão, tem hora marcada agora. - ela pegou sua bolsa em cima do sofá.
- Tá bom. - falei ligando a TV.
- Candice! - ela chamou se virando pra mim após abrir a porta.
- Quê?
- Você e o Justin formam um casal perfeito.
- Obrigada. - sorri largamente sem conseguir não demonstrar o tamanho da minha felicidade
Candi P.O. V
Eu não queria acordar, não queria, não queria, vai que era só um sonho... Vai que eu tinha imaginado todas aquelas coisas maravilhosas? Não, eu não queria acordar de jeito nenhum. Porra eu tinha transado com ele, com o cara que eu amo e tinha sido perfeito, tinha sido a melhor manhã de toda a minha vida. Nós tínhamos dormido de conchinha e ele tinha me dito que me amava. Isso é real? Tem que ser real.
Abri os olhos contrariando a minha vontade e senti um peso enorme em cima de mim. Só conseguia ver o teto uma vez que era impossível me mexer. Parecia estar escuro lá fora, um vento forte soprava por todos os lados o que indicava que a janela estava aberta. Seu cheiro estava impregnado nas minhas narinas. O melhor cheiro de todos com certeza. Então era real, então ele estava mesmo ali junto comigo, então todos os meus sonhos tinham se tornado realidade. Eu, a Candice, a menina retardada de 17 anos estava na cama do Justin Bieber, o cara mais gostoso e perfeito que eu já vi em toda a minha vida.
E nós transamos, e ele me ensinou umas coisas loucas que eu pensei que nunca fosse aprender. E eu o senti dentro de mim, e nós nos amamos e nos beijamos várias e várias vezes e naquele momento parecia que nada poderia estragar tudo que estava acontecendo. Eu nunca pensei que fosse tão bom, que fosse tão prazeroso. É por isso que a Stacy é viciada, é por isso que a Alice não fala de outra coisa, é por isso que eu nasci, aliás, é por isso que existem mais de sete bilhões de pessoas no mundo... Mas espera ai.  NÓS NÃO USAMOS CAMISINHA! Isso é algo que temos que usar não é? Todo mundo tem que usar, tem que se prevenir... E ele gozou dentro de mim, e... Ai meu Deus!
- JUSTIN, JUSTIN, JUSTIN! - gritei sacudindo ele- A CAMISINHA, A CAMISINHA!
- Quê? - ele abriu os olhos sonolento- Candice eu já disse que não vamos fazer isso toda hora...
- Justin acorda! - murmurei - Nós não usamos camisinha.
- Que saco! - ele se levantou da cama com os olhos fechados- Que horas são?
- Três horas da manhã. - falei ao notar as horas no relógio - Mas isso não importa agora...
- Candice você não vai ficar grávida. - garantiu indo pro banheiro coçando seu cabelo que estava arrebitado e bagunçado.
- M-mas... - me levantei seguindo ele, notei que estava apenas de calcinha e sutiã, e ele só de Box.
- Toma. - ele colocou um comprimido na minha mão antes que eu entrasse no banheiro.
- O que é isso? - perguntei confusa.
- É um ante concepcional! - ele segurou meu braço- Vem, você precisa de água...
- Justin isso vai resolver não é?
- Se não resolvesse eu já teria muitos filhos por ai.
- Safado! - resmunguei dando um tapinha nele, pela primeira vez na vida senti um puta ciúmes de imaginar ele com outra garota.
- Safado por quê? - ele gargalhou e caminhou até a geladeira tirando de lá uma garrafinha de água e eu me sentei no balcão enquanto ele pegava um copo no armário - Sexo é arte.
- Fazer toda hora faz parte! - sorri maliciosa e ele balançou a cabeça rindo das minhas palavras.
- Toma isso logo sua pervertida! - disse enchendo o copo de água.
- Claro! - tomei o comprimido fazendo uma careta - Que gosto horrível!
- Nossa, que careta linda! - falou segurando meu rosto com as mãos e aproximando nossos lábios- linda linda linda!
- Eu vou ter que tomar isso toda vez? - torci o nariz- Já estou desistindo de sexo.
- Ainda bem. - ele riu se afastando- Amor você quer comer alguma coisa?
- Você disse amor? - gaguejei piscando lentamente.
- Sim. - ele se virou pra mim arqueando uma sobrancelha- O que tem demais nisso?
- AI MEU DEUS JUSTIN! - subi no balcão e pulei no pescoço dele - VOCÊ ME CHAMOU DE AMOR! - distribuí beijos por todo o seu rosto e pescoço - É o melhor dia da minha vida.
- Candice uma hora dessas você ainda me mata! - ele disse rindo com os olhos arregalados enquanto me segurava desastrosamente.
- É sério, sonhei com isso toda a minha vida!
- Isso é mentira, considerando que nos conhecemos há no máximo três meses.
- Não estraga o clima idiota. - dei um tapa no pescoço dele- O que vai fazer pra gente comer?
- Só vou esquentar aqueles brownies e panquecas que você fez a gente nem comeu...
- Eu fiz? - dei de ombros gargalhando- Eu comprei na padaria da esquina enquanto você dormia, acha mesmo que eu ia dar conta de fazer isso sem colocar fogo na cozinha?
- Você é de mais mesmo! - ele começou a rir me colocando sentada no balcão- Será que ainda presta?
- Presta! - disse dando um selinho nele- Quando eu comprei tinham acabado de fazer.
- Não tô acreditando nisso. - Justin se virou e abriu a geladeira tirando de lá o café da manhã que nós deveríamos ter tomado.
- Que foi - falei descendo do balcão - eu não sou cozinheira.
- É uma mimadinha! - disse cinicamente colocando tudo no micro-ondas.
- Não sou mimada! - protestei- Só nasci com péssimas habilidades pra cozinhar.
- Hum, entendi. - ele ficou me encarando por algum tempo sem expressão e então soltou uma risada fraca.
- Que foi? - perguntei franzindo o cenho.
- Nada! - ele envolveu minha cintura - Só estava me certificando de que essa beleza toda é realmente real.
- Beleza? Aonde? - ri pelo nariz com meu corpo colocado ao dele - Não tô vendo.
- Bem aqui na minha frente. - sussurrou em meu ouvido me fazendo arrepiar.
- Mentiroso. - sussurrei no mesmo tom.
Ele deu uma risada me soltando quando o micro-ondas começou a apitar indicando que o nosso lanche já estava esquentado. Ele colocou alguns brownies e algumas panquecas em dois pratos e pegou duas garrafinhas de coca dentro da geladeira. Mas eu coloquei uma de volta e peguei um suco de laranja light. Ele ficou me chamando de mimadinha de novo e então fomos pro quarto. Justin ligou a TV assim que eu me sentei na cama. Estava passando um programa de humor muito engraçado. As pernas do Justin estavam sobre as minhas aquecendo as mesmas. Nós parecíamos um casal normal, exatamente, um casal. Era tão estranha aquela cena, quer dizer, nós dois juntos. Como as coisas podem mudar tanto da noite pro dia? Eu simplesmente não consigo acreditar que ele também sente o mesmo e nunca teve coragem de admitir. Eu pintava em minha mente mil motivos pra ele ter feito isso, mas eu nunca encontrava a resposta certa.
- Esses programas são legais! - ele falou de boca cheia- Mas como são de madrugada tem muita pornografia.
- E dai? - comi um pedaço de panqueca.
- Você ainda é muito nova pra ver essas coisas e já tá tarde demais! - murmurou autoritário como se fosse o meu pai.
- Tá falando sério? - perguntei desacreditada - Você transa comigo e depois me diz que eu não deveria ver um programinha que mostra homens e mulheres semi nus falando sacanagens?
- É, não faz muito sentido. - ele riu balançando a cabeça.
- Justin por que você nunca admitiu que gostasse de mim? - aproveitei o momento para perguntar.
- Que? - ele me olhou sem jeito.
- Bom... Se você me ama mesmo então... Isso não aconteceu da noite pro dia não é?
- Não Candice! - ele disse abaixando a cabeça por um segundo e voltando a olhar pra mim após dar um longo suspiro - Eu acho que gostei de você desde a primeira vez que te vi naquela boate.
- Sério? - dei risada sem acreditar no que ouvia.
- Sim maluquinha, mas não fica se achando! - ele bebeu um gole de suco - Eu não ia te ligar, confesso. Eu te achei muito doida, mas por algum motivo eu não conseguia tirar você da cabeça, serio Candi, sua beleza é sobrenatural.
- Você me diz isso e não quer que eu fique me achando?
- É a mais pura verdade. - ele alisou delicadamente a minha coxa enquanto falava- Só que ai me contrataram pra ser o seu segurança e tudo ficou mais complicado, você sabe, não é nenhum pouco profissional ter um relacionamento com você.
- Eu sei, mas é só por isso? Achei que você me achasse uma moleca.
- Quem disse que eu não acho? - falou rindo - Mas ainda assim eu te amo.
- Que lindo você falando que me ama.
- Isso é estranho. - disse franzindo o cenho- Mas eu gosto.
- Eu sempre gostei de você.
- Sou irresistível. - falou arrebitando o topete.
- É verdade gato, tu és uma delicia.
- Mamãe passou açúcar em mim.
Nós dois demos risada.
- Nossa hoje está sendo tão perfeito. - murmurei com os olhos brilhando ao tentar me recordar de algum dia em que tivesse sido mais feliz do que agora.
- E vai continuar sendo amanhã, e depois de amanhã, e depois e depois... - disse dando beijinhos no meu rosto até encontrar meus lábios.
- O que isso quer dizer? - perguntei ansiosa separando nossos lábios.
- Quer dizer que estamos juntos ué. - ele disse se afastando e colocando a bandeja de comida na mesinha ao lado da cama.
- Juntos? - pigarreei perplexa - Tipo, um casal?
- Bom... Existe outra forma?
- Se quiser podemos ser amigos...
- Tipo amizade colorida?
- Não, tipo amigos, bons amigos, excelentes amigos.
- Então somos amigos, bons amigos, excelentes amigos. - repeti dando um selinho nele.
- Mas amigos não se beijam! - falou rindo- Se bem que o mundo hoje em dia...
- Besta! - puxei sua mão para brincar com seus dedos- O que vai acontecer amanhã?
- Eu vou te beijar muito. - seus olhos estavam presos em nossas mãos - E depois podemos transar, como bons amigos, claro.
- Retardado! - apertei o dedo dele com força, mas ele nem se quer pareceu sentir.
- E tem uma coisa, acho que não preciso mais ser o seu segurança.
- Por quê?
- Pelos motivos óbvios.
- Mas cara, você sendo meu segurança está disponível 24 horas, eu fico no lucro.
- Eu não preciso receber 15 mil dólares pra cuidar da minha garota.
- Hum, sua garota? - ri - Você ganha isso tudo?
- Qual é deveria ser no mínimo 100 mil dólares por noite. - protestou - Você dá muito trabalho Candice!
- Você é muito exagerado!
- Tô falando serio! E você vai parar de beber entendeu? E de fumar, de todas essas coisas...
- Você é o meu namorado ou o meu pai? - reclamei.
- Sou o que você quiser. - sorriu malicioso.
- Eu adoraria fazer aquelas coisas, mas meu corpo tá doendo pra caralho. - fiz uma careta.
- É normal, é por que foi a sua primeira vez. - voltou os olhos pra TV.
- Eu não imaginei que doesse tanto.
- Da próxima vez você vai sentir mais prazer do que dor. - ele garantiu.
- Eu não me importo de sentir dor, por que é uma dor maravilhosa.
- Não gosto de falar sobre isso com você.
- Por quê? - perguntei confusa.
- É estranho. - ele pousou sua mão na minha coxa- Como se eu tivesse aliciando uma de menor, poluindo sua mente...
- Minha mente fica poluída só de olhar pra você!
- Eu sou tudo isso? - ele riu me encarando.
- Você é tudo isso. - garanti olhando fixo em seus olhos, ele apertou minha coxa e seu toque me fez enrijecer.
- Você é uma boa garota Candi!
- Engraçado! - falei dando uma risada- Você diz que sexo não é tudo, mas só foi nós transarmos e você ficou todo apaixonadinho pela minha maravilhosa pessoa.
- Ei isso não é verdade! - ele protestou começando a rir - Eu já gostava de você há muito tempo, e quando você cantou... - ele fez uma pausa - aquilo tocou meu coração.
- Rá, sou foda.
- É agora vamos dormir. - ele murmurou pegando o controle remoto e desligando TV.
- E se eu acordar e for apenas um sonho?
- Sua boba. - ele riu se ajeitando no travesseiro. - Apaga a luz, tô com sono.
- Eu não vou dormir com a luz apagada, eu tenho medo de escuro! - esbravejei amedrontada com essa possibilidade.
- Quê? - Justin me encarou incrédulo. - Ah qual é Candi!
- É sério amor, não faz isso comigo. - fiz cara de cachorro sem dono.
- Ai ai ! - ele se levantou em direção à tomada- Para de frescura.
- Aonde você vai? Não apaga a luz, por favor! - implorei.
- Candice já são mais de 4 horas da manhã, vamos dormir! - ele apagou a luz.
- JUSTIN! - gritei assustada.
- Relaxa! - senti seu corpo assim que ele se deitou na cama, ele me puxou contra seu peito me abraçando e assim ficamos de conchinha. - Eu tô aqui com você linda.
- Não me solta. - pedi manhosa.
- Dorme com Deus princesa. - ele suspirou em meu ouvido e logo pegou no sono.
***
Eu estava abrindo os olhos e pela segunda vez ele estava ao meu lado. Era quase como se fosse um sonho, eu o tinha ali sobre os meus olhos envolvendo-me com seus braços protetores enquanto ele dormia como um anjo. Eu sentia como se nada no mundo pudesse ser melhor que aquilo, como se eu finalmente tivesse tudo que precisasse e então já não precisasse de mais nada. Na minha cabeça eu ainda ia acordar e me deparar com a realidade, eu ainda não conseguia acreditar que na verdade a realidade estava bem ali na minha frente disfarçada de Paraíso. Demorei alguns segundos até conseguir tirar aquele obeso de cima de mim e então levantei da cama e fui tomar um bom banho por que eu estava mesmo precisando. A água caía quente sobre o meu corpo me aquecendo naquele frio estonteante. Eu queria parar de sorrir por um minuto, mas eu não conseguia, meus pensamentos relembravam a noite e o dia passado várias e várias vezes seguidas.
A felicidade era tanta que eu nem se quer me lembrava do que o Math tinha feito comigo. Deixando-me naquele lugar horrível no meio do nada só por que eu dei um fora nele. Bem que a Stacy me disse que eu se brincasse com fogo poderia acabar me queimando. Ele disse que eu ia pagar caro por isso, mas me diz quem é Math mesmo? Eu tenho o Justin. E se eu o tenho, nada, nada no mundo pode me atingir. Sai do banheiro com uma toalha na cabeça e vesti uma camisa do Justin que batia abaixo das minhas coxas. Eu também coloquei uma Box amarela dele que parecia um short. Ainda estou tentando entender minha fixação por amarelo. Ele ainda dormia profundamente como um anjo com a cabeça encostada no travesseiro e os pés enrolados no lençol. Penteei o meu cabelo e me olhei no espelho gostando do que via. Aquela roupa ficou bem sexy em mim. Quer dizer, eu fiquei bem sexy naquela roupa.
Dizem que quando você tem a sua primeira vez você começa a pensar diferente, a ser mais madura e todas essas coisas. Bom, eu me considero a mesma maluca de sempre, talvez um pouco mais maluca ainda, mas ainda assim. Fiquei ali na frente do espelho fazendo algumas caretas e tentando me imitar agindo como uma pessoa normal é, eu repetia várias fazes de forma culta e discreta, mas no fim acabava rindo de mim mesma. Colocava a mão na cintura e fingia estar falando com a minha futura chefa e então pronunciava alguns palavrões quando ela supostamente virava as costas. De repente ouvi uma risada abafada vindo da cama. Rapidamente me virei e vi Justin se sentando na cama parando seus pés no chão gélido.
- O que você está fazendo? - perguntou esfregando os olhos.
- Nada, só ensaiando para a minha primeira entrevista de emprego! - respondi colocando o pente de volta na  escrivaninha.
- Como é que é?  - ele escondeu seu rosto com as mãos- Você vai trabalhar?
- Vou sim, o que acha de eu trabalhar em um sex shop? - sugeri me encostando na parede fria.
- Ótima ideia Candice! - ele disse tirando as mãos de seu rosto e mostrando seu sorriso- Será que tem vaga pra mim lá?
- Olha depende, ouvi dizer que você tem uma namorada muito ciumenta, não sei se ela vai gostar de te ver trabalhando lá...
- É mesmo? - ele se levantou e veio em minha direção - Você ouviu?
- Ouvi sim, disseram também que ela arranca os cabelos de toda vadia que ousa olhar pra você, então você sabe, é melhor continuar sendo apenas um segurança.
- Olha... - ele segurou minha cintura - te passaram as informações erradas, minha namorada não dá conta de nada, é uma molenga!
- Idiota! - ri dando um tapinha em seu pescoço e ele selou nossos lábios.
- Como é bom beijar você! - ele entrelaçou nossas mãos- Não faz ideia de quantas vezes quis fazer isso.
- Eu queria te matar nesse exato momento por fugir por tanto tempo, mas...
- Mas o que?
- Mas nós temos coisa melhor pra fazer.
- Concordo plenamente. - ele sorriu malicioso entendendo o recado.
- Só que antes vamos tomar café da manhã por que eu estou morrendo de fome! - disse conseguindo sair de trás dele - Vai tomar banho logo!
- Poxa, que maldade! - ele fez beicinho.
Dei um tapa na bunda dele assim que ele se virou em direção ao banheiro. Fui pra sala e liguei pra padaria da esquina e pedi que trouxessem um café da manhã delicioso, depois fui até a cozinha e bebi uma cerveja em apenas alguns goles, quase engasguei de tão rápido que tomei. Se o Justin me pegasse fazendo aquilo eu estaria completamente ferrada. Peguei um tridente de menta que estava em cima do balcão e mastiguei para tirar o gosto do álcool. Ouvi Justin cantando no chuveiro e comecei a rir daquilo, pelo menos a voz dele é bonita. Quando finalmente sentei no sofá a merda da campainha tocou, só podia ser o lanche que eu pedi, mas que droga! Me levantei batendo o pé no chão, mas ao abrir a porta me deparei com outra coisa que jamais, veja bem, jamais seria um café da manhã.
Era uma garota loira com uns peitões siliconados. Ela devia ter sei lá, uns 24 anos. Estava com uma roupa curtíssima apesar do frio que estava fazendo. Ela me olhou confusa por me ver, quer dizer, eu estava com a roupa dele e ela provavelmente não esperava me encontrar ali. Eu realmente queria socar a cara daquela vadia, mas tudo que eu consegui fazer foi encara-la sem dizer uma palavra.
- O Justin está? - ela finalmente perguntou olhando sobre meu ombro para dentro do apartamento.
- Está sim, por quê? - eu tinha uma mão na maçaneta e uma na parede impedindo que ela entrasse.
- É que, bom... Eu esqueci algumas coisas aqui.
- Quem é você? - fui curta e grossa.
- Spencer! - exclamou Justin todo sorridente aparecendo na sala apenas com um short balançando o cabelo que ainda estava molhado - Você sumiu, entra ai!
- Ah, oi Justin! - ela sorriu passando por mim depois de eu ter dado passagem a ela sem deixar de encara-la com fúria - Eu só vim buscar as minhas coisas que esqueci aqui aquele dia.
- Claro, eu me esqueci de deixar no seu apartamento, elas estão bem ali, eu vou buscar.
- Ok. - ela assentiu com um sorriso fraco.
Me sentei no sofá emburrada com aquela situação. Ela provavelmente deve ser uma das vadias que ele come e agora estava de volta querendo repetir a dose com a desculpa de que esqueceu as coisas aqui, ah fala sério, eu quero matar essa piranha. E o que mais me irrita é a beleza falsificada dela. Pode não ser natural, mas são peitos, e homens gostam de peitos. Apesar da minha total falta de educação ela me lançou um pequeno sorriso enquanto esperava Justin voltar parada perto da porta. Apenas liguei a TV desviando o olhar e colocando as pernas na mesinha do meio da sala. Justin voltou do quarto com uma sacola, tinha algumas roupas lá pelo que eu pude perceber. Então é isso mesmo, ela era uma vadia que deu pra ele. Troquei de canal apertando o controle com tanta força que eu não sei como ele não quebrou. E o pior era que o Justin não parava de sorrir como se aquilo fosse completamente normal.
- Eu tô falando serio Spenc! - ele disse pousando sua mão no ombro dela- Não some desse jeito, estava com saudades!
- É a faculdade, eu já disse, último ano de Engenharia não é brincadeira.
- Ok, mas promete que vai vir me visitar de vez em quando e trazer torta de frango?
- Tá prometido. - ela riu - Mas eu moro praticamente do lado do seu apartamento e você nunca vai lá em casa, nunca.
- Vamos colocar culpa na faculdade então. - eles riram e eu taquei o controle no chão despertando a atenção de ambos.
- Então, eu vou indo, tenho um trabalho pra entregar hoje ainda! - ela disse ao perceber que a sua presença não me agradava nenhum pouco - Depois nos falamos.
- Tá bom, até mais Spenc! - ele de um beijo na bochecha dela e abriu a porta para que ela passasse.
Balancei a cabeça sem acreditar que aquilo estava acontecendo. Eu estava tipo com muita raiva, muita raiva mesmo. Eu nunca pensei que ficaria tão brava por causa de ciúmes. Ele estava tecnicamente sendo legal com outra mulher na minha frente. Isso é completamente ilegal. Ele ia me dizer algo, mas a campainha tocou novamente. Hum, talvez ela esqueceu o ante concepcional também, ah melhor, ela deve ter esquecido a vergonha na cara. Mas era apenas o entregador com o café da manhã. Justin pegou tudo e pagou. Ele me viu fuzila-lo com o olhar e deu uma risada abafada indo colocar o lanche na mesa.
- Candice vem comer! - ele gritou da cozinha.
- Eu vou embora! - disse me levantando.
- Não amor, ainda tá cedo, vamos ficar juntinhos, vai.
- Cedo? É quase meio dia.
- Tá cedo sim poxa, vem comer, vem, você que pediu...
- Eu já disse que vou embora! - rosnei caminhando até o quarto para pegar minhas coisas.
- Que foi marrentinha? - o ouvi dizer ao entrar no quarto.
- Marrentinha é o caralho! - disse passando por ele rapidamente.
- Você não vai a lugar nenhum vestida assim!
- Depois eu te devolvo a sua roupa. - já estava perto da porta.
- Candice para de ser criança! - ele pegou as chaves do carro e me seguiu - Não precisa ir embora agora.
- Eu quero ir então eu vou. Não tô pedindo pra você me levar!
- Teimosa, marrenta, chata! - reclamou assim que entramos no elevador- Tudo isso por causa da Spencer? Qual é, ela é só uma amiga.
- Uhum.
- Tá, nós já ficamos, mas foi por que...
- Por que ela é uma mulher e você é um homem, por que ela tem uma buceta e você tem um pal! - falei enfurecida.
- Não pira tá? Ela é só amiga, isso é passado, ela tem um lance com o Ryan e...
- Vocês compartilham então? Hum, legal. - o elevador chegou ao último andar e nós saímos seguindo até o estacionamento.
- Candice você não pode me culpar por tudo que aconteceu na minha vida antes de você.
- Nós estamos juntos agora, não estamos? E você nem se importou em dar em cima dela na minha frente!
- Eu não dei em cima dela, eu só fui legal, você queria que eu a chutasse pra fora da minha casa?
- Você tem razão. Sua casa. Eu não devia ter me metido nisso.
- Entra logo no carro, eu vou te levar pra casa.
- Se quiser eu posso pegar um táxi.
- Candice sem drama, por favor!
- Qual carro? - perguntei impaciente.
- Range Over! Esqueceu que você bateu na traseira da minha Ferrari aquele dia? Ela está na oficina há dias, não sei como vivo sem ela e é tudo culpa sua.
- Culpa minha? - ri sarcasticamente- Realmente era culpa minha você e o meu pai armarem contra mim, uau, sou a maior culpada da história.
- Esquece isso! Não quero brigar. - ele se sentou no banco de motoristas sem se quer se preocupar em abrir a porta do carro pra mim- Que foi não vai entrar?
- Babaca. - grunhi dando a volta e me jogando emburrada no assento de passageiros.
Nós passamos o caminho inteiro sem trocar uma palavra. Mas o pior era que ele agia como se nada tivesse acontecido, ficava ouvindo as suas músicas e até fazendo alguns movimentos de dança sem se preocupar com o que eu sentia. Pode até ser meio drama, meio exagero, mas porra é uma mulher seminua na casa do meu namorado dizendo que esqueceu suas coisas no apartamento dele. Como quer que eu me sinta? Que eu dê pulos de alegria? Não, isso não vai acontecer tá bom. Os vinte e cinco minutos até a minha casa pareceram demorar horas e horas e horas. Assim que ele parou o carro no portão os seguranças abriram o mesmo para que ele entrasse, mas eu o fiz parar, ele freou o carro confuso e me olhou.
- Não precisa entrar!
- Quê? - ele arqueou uma sobrancelha- Devo explicações aos seus pais, nós temos um monte de coisas pra conversar e... - o interrompi.
- Justin agora não!
- Por que não? Candi é serio, para de agir como uma criança, ela é só uma amiga minha, eu não tenho nada com ela e mesmo que eu tivesse é só você que importa agora, será que você não entende? Eu te amo Candice, eu te amo pra caralho e você é a única mulher da minha vida.
- Eu também te amo Justin! - disse dando um beijo estalado em sua bochecha e saindo do carro.
Ele socou o volante com raiva quando me viu passando pelo portão. Olhei pra trás e recebi seu olhar furioso, depois o vi dá ré e arrancar para longe em alta velocidade. Ele sempre dirige muito rápido, mas eu confesso que fiquei assustada com o modo que ele saiu. Eu não estava com raiva, na verdade eu só queria um momento sozinha. Por que era muita coisa na minha cabeça, eu ainda tentava assimilar as coisas. Eu só não queria agir estupidamente, dizer coisas escrotas e acabar com tudo. Eu queria pela primeira vez na vida agir como uma pessoa normal, eu queria ser passiva. A verdade é, eu só queria ser o tipo de garota que realmente merece ser a namorada de Justin Bieber.
Minha mãe estava ao telefone conversando com alguém quando eu entrei, pelo jeito que ela sorria parecia ser alguém muito importante. Eu precisava falar com ela, mas aquela conversa estava com cara de que ia durar horas. Meu estômago roncou e eu joguei a sacola com as minhas roupas rasgadas no chão e fui até a cozinha. Zoe estava na cozinha terminando de fazer o almoço, mas eu não estava com a mínima vontade de esperar ela terminar, eu queria comer o mais rápido possível já que não tinha tomado café da manhã ainda pelos motivos óbvios. Me aproximei lentamente da Zoe que estava mexendo alguma coisa no fogão e dei um baita susto nela que quase derramou todo o molho branco no chão.
- Que susto menina! - resmungou controlando a respiração parecia que seu coração ia saltar pela boca - Não faz isso comigo!
- Desculpa Zoe! - falei rindo- Mas a sua cara foi a melhor!
- Não achei graça nenhuma! - falou séria - E como você passa dois dias fora de casa assim?
- Eu estava com o Justin! - falei abrindo a geladeira - EBA BRIGADEIRO!
- Você é uma moleca mesmo! - ela riu colocando o molho no macarrão que já estava pronto em cima da mesa.
- Hum, macarrão? - comi uma colherada de brigadeiro de panela - E ainda de molho branco, o preferido do Justin, sabe eu queria saber cozinhar ás vezes.
- Hm mm você anda falando muito do Justin ultimamente! - sussurrou maliciosa.
- Você acha? - fiz cara de lerda - E me diz, quando foi que eu não falei nele?
- Ah dona Candice, você é demais... - ela balançou a cabeça e eu sai da cozinha rindo pras paredes. Mamãe estava acabando de desligar o telefone quando e se virou pra trás dando de cara comigo, ela arregalou os olhos imediatamente.
- Que foi, é proibido comer brigadeiro agora? - a vasilha estava na minha mão.
- O que aconteceu com as suas roupas? - ela se aproximou de mim- Por que está vestida assim Candice?
- É que... - franzi o cenho- eu estava na, eu...
- Você? - ela arqueou a sobrancelha esperando por uma resposta.
- Eu estava na casa do Justin.
- Isso eu já sei, só não entendo por que passou dois dias lá e também por que você está vestida assim, por que as suas roupas estão rasgadas e... - a interrompi.
- Me meti numa enrascada e o Justin foi lá me buscar, eu acabei rasgando minhas roupas por que eu estava num acampamento no meio do mato, sabe, com a galera da escola, ai lá tem pal, arame, galho sabe? - menti.
- Hum, e por que não veio pra casa?
- Ah mãe... - comecei caminhando até o sofá - Eu e o Justin estamos finalmente juntos.
- Você e o Justin? - a voz do meu me surpreendeu assim que ele passou pela porta.
- Pai? - gaguejei de boca cheia.
- Como assim vocês estão juntos? - minha mãe veio na minha direção.
- Isso é demais! - meu pai sorriu colocando a sua pasta em cima da mesinha no centro da sala - E ele já sabe disso? Que vocês estão juntos?
- PAI! - protestei rindo - Nós nos beijamos e foi lindo.
- Como um bom pai eu deveria falar coisas sensatas não é? - ele riu se sentado do meu lado.
- Na verdade seria mais interessante se o senhor dissesse que ele é o garoto mais sortudo do mundo por me ter como namorada.
- Olha... Pelo que eu conheço de você ele acabou de arrumar uma encrenca. - ele me abraçou de lado gargalhando.
- Agora eu não tenho mais segurança!
- Então os 15 mil dólares vão pras praças dessa cidade!
- Ainda acho um absurdo o senhor pagar 15 mil dólares pra ele cuidar de mim.
- Você dá muito trabalho, e agora vai ser tudo de graça, tô no lucro.
- Hey! - minha mãe quase gritou- Eu ainda estou aqui.
- Ué...
- Desde quando? Como aconteceu?
- Ah mãe, foi assim, ele se aproximou e ai a língua dele...
- CANDICE! - ela protestou e meu pai apertou meu ombro dando risada.
- Brincadeira. - falei séria - Só aconteceu mãe, nós estamos juntos, é isso.
- Eu gostei. - ela falou ajeitando o cabelo- Ele é um bom garoto.
- O genro que eu pedi a Deus! - murmurou meu pai orgulhoso.
- Esses 15 mil dólares devem ser muito importantes mesmo hein...
- Não é isso filha, é que estamos em uma crise lastimável.
- Crise? - perguntei confusa assim que ele e minha mãe se entreolharam preocupados- Que crise?
- Nada que eu não possa resolver! - ele se levantou fugindo do assunto- Diga ao Bieber pra vir aqui em casa depois e que eu adorei saber que vocês estão juntos.
- Tá. - falei e ele pegou sua pasta e caminhou até o seu escritório - O que aconteceu mãe?
- Problemas, só alguns problemas.
- Mas vocês estavam tão... Tensos!
- Não é nada Candice! - disse séria - Não se preocupe com isso.
- Não tá mais aqui quem falou. - exclamei levantando os braços.
- Tenho que ir pro salão, tem hora marcada agora. - ela pegou sua bolsa em cima do sofá.
- Tá bom. - falei ligando a TV.
- Candice! - ela chamou se virando pra mim após abrir a porta.
- Quê?
- Você e o Justin formam um casal perfeito.
- Obrigada. - sorri largamente sem conseguir não demonstrar o tamanho da minha felicidade